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	<title>Alternativas Nomadas 2.0</title>
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		<title>Exuberância acrítica?</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 10:20:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cognitaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=93</guid>
		<description><![CDATA[<p>por Judith Butler</p>
<p>Traducción de Joao Luc:&nbsp;<a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pensamento-dissedente.html" title="http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pensamento-dissedente.html" target="_blank">http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pens&#8230;</a></p>
<p>Poucos de nós estão imunes à festividade destes dias. Os meus amigos de esquerda, escrevem-me dizendo que sentem algo parecido com uma “redenção” ou que “o país nos foi devolvido” ou ainda que “temos um dos nossos na Casa Branca”. É claro que ao longo do dia sinto-me, tal como eles, tomada pela surpresa e a excitação, já que a ideia de ver o regime de George W. Bush pelas costas é um alívio enorme. E a ideia de que Obama, um candidato negro progressista e com consideração pelos outros, muda a história e faz-nos sentir de que forma os cataclismos produzem novos terrenos. Mas pensemos atentamente neste novo terreno, mesmo que não conheçamos neste momento todos os seus contornos. A eleição de Barack Obama ainda que não possa ser hoje completamente apreciada, é historicamente significativa, mas não é, nem pode ser uma redenção e, se subscrevermos a forma superior de identificação que ele nos propõe (“estamos todos unidos”) ou que nós propomos (“ele é um de nós”), arriscamo-nos a acreditar que este momento politico vencerá os antagonismos que são os constituintes da vida política, especialmente da actual vida política. Sempre houve bons motivos para não abraçar o ideal da “unidade nacional” e para fomentar suspeições face a uma identificação uniforme e absoluta para com um líder político. Apesar de tudo, o fascismo baseava-se em parte nessa identificação com o líder e, os republicanos usaram este expediente para conseguirem mobilizar politicamente os afectos quando, por exemplo, Elizabeth Dole, olha para a sua audiência e diz: “Adoro cada um de vocês.”</p>
<p>Torna-se ainda mais importante pensar na identificação política exuberante com a eleição de Obama quando consideramos que o apoio a Obama coincidiu com o apoio a causas conservadoras. De certa forma isto conta para o seu sucesso “transversal”. Na Califórnia, ganhou com<span id="more-93"></span> 60% dos votos e, uma parte importante dos que nele votaram, também votaram contra a legalização do casamento homossexual(52%). Como podemos compreender esta disjunção aparente? Primeiro, lembremo-nos que o Obama não apoiou explicitamente o direito ao casamento homossexual. Além disso, como explicou Wendy Brown, os republicanos descobriram que o seu eleitorado não é tão galvanizado por questões “morais” como o foram em eleições recentes; as razões pelas quais as pessoas votaram em Obama parecem predominantemente económicas e as suas razões parecem mais estruturadas pela racionalidade neo-liberal que por preocupações religiosas. Esta é claramente uma das razões pela qual a função de Palin, de galvanizar a maioria do eleitorado com questões morais, falhou. Mas se questões “morais” tal como o controlo de armas, direito ao aborto e direitos de homossexuais não foram tão determinantes como anteriormente, talvez isso tenha acontecido porque se desenvolvem num compartimento distinto da mente política. Noutras palavras, estamos confrontados com novas configurações da crença política que tornam possível ter simultaneamente visões aparentemente díspares: por exemplo, alguém pode discordar do Obama em relação a certas questões e ainda assim ter votado nele. Isto torna-se mais óbvio no surgimento do anti-efeito Bradley, quando os votantes confessaram explicitamente o seu racismo, mas afirmando que de qualquer forma votariam em Obama. Há pequenas anedotas no terreno como a seguinte: “Eu sei que Obama é um muçulmano e um terrorista, mas votarei nele de qualquer maneira; ele é provavelmente melhor para a economia.” Estes eleitores mantiveram o seu racismo e votaram em Obama, conservando os seus valores díspares sem ter que os resolver.</p>
<p>A par com uma forte motivação económica, factores menos discerníveis empiricamente contribuíram para o resultado destas eleições. Não podemos compreender a repugnância que Bush, em representação dos EUA, provocou no resto do mundo, um sentido de embaraço sobre as nossas práticas de tortura e detenção ilegal, um sentido de repulsa em relação a uma guerra cujos motivos foram falsos e que propagou visões racistas do Islão, um sentido de alarme e horror face a extremos de desregulação económica que levaram a uma crise económica global. Será apesar da sua raça ou por causa da sua raça, que Obama surge finalmente como o representante preferido da nação? Satisfazendo essa função representativa, ele é simultaneamente negro e não negro (alguns dizem “não é suficientemente negro” e outros dizem “demasiado negro”) e, como resultado, pode chamar eleitores que não só não têm forma de resolver esta ambivalência como não querem ter essa ambivalência. A figura pública que permite às gentes manter e mascarar as suas ambivalências aparece ainda assim como uma figura de “unidade”: esta é certamente uma função ideológica. Tais momentos são intensamente imaginários mas não são, por essa razão, despidos da sua força política.</p>
<p>À medida que a eleição se aproximava, houve um interesse crescente na personalidade de Obama: a sua gravidade, a sua reflexão, a sua capacidade para não se exaltar, a sua forma de se manter indiferente face a ataques dolorosos e retórica política vil, a sua promessa de recriar uma nação que acabe com o actual embaraço. Claro, a promessa é tentadora mas, e se o abraçar de Obama nos levar a acreditar que acabaremos com toda a dissonância e que a unidade é efectivamente possível? Qual é a possibilidade de sofrermos uma certa e inevitável desilusão quando o líder carismático mostrar a sua falibilidade, o seu desejo de compromissos e até de “venda” das minorias? De facto ele já o fez de certa maneira, mas muitos de nós põem de lado essas preocupações de forma a desfrutar a “desambivalência” do momento, arriscando uma exuberância acrítica apesar de sabermos o que isso significa. Bem vistas as coisas, Obama muito dificilmente pode ser considerado um esquerdista, independentemente dos epítetos de “socialista” proferidos pelos seus opositores conservadores. De que forma as suas acções serão condicionadas pela política partidária, interesses económicos e poder de estado; de que forma não foram já comprometidas? Se através desta presidência, procurarmos ultrapassar o sentido da dissonância, então teremos descartado a política crítica em favor de uma exuberância cujas dimensões fantasiosas terão as suas consequências. Talvez não possamos evitar este momento de fantasia, mas tenhamos consciência sobre o facto de ele ser tão temporário. Se há racistas declarados que dizem “sei que é Muçulmano e terrorista mas votarei nele” há certamente pessoas à esquerda que dizem “sei que ele vendeu os direitos dos homossexuais e a Palestina, mas ainda assim é a nossa redenção.” Percebo muito bem, mas mesmo assim, esta é formulação clássica da negação. Porque meios mantemos e mascaramos crenças políticas conflituosas como estas? E a que custo político?</p>
<p>Não há dúvida que o sucesso de Obama terá efeitos significativos no rumo económico da nação e, parece razoável assumir que teremos uma nova forma de olhar para a regulação económica e uma visão da economia que se aproximará das formas sociais-democratas europeias; nos negócios estrangeiros, veremos sem dúvida um renovar de relações multi-laterais e o retrocesso da tendência fatal para a destruição de acordos multi-laterais da administração Bush. E haverá sem dúvida, nas questões sociais, uma tendência mais à esquerda, apesar de ser importante lembrar que Obama não defendeu os cuidados de saúde universais e não apoiou explicitamente o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo. E não há ainda muita razão para ter esperança no desenvolvimento de uma política americana justa no Médio Oriente, apesar do grande alívio que é saber que ele conhece Rashid Khalidi.</p>
<p>O significado indiscutível da sua eleição tem tudo a ver com o superar dos limites impostos implicitamente às conquistas dos Afro-Americanos; ele irá, ao mesmo tempo, precipitar uma mudança na auto-definição dos Estados Unidos. Se a eleição do Obama assinala uma vontade de parte da maioria dos eleitores para serem “representados” por este homem, resulta que o quem “nós” somos se reconstituiu: somos uma nação de muitas raças, de raças misturadas; e dá-nos a ocasião de reconhecer em quem nos tornámos e o que teremos ainda que ser, sendo ultrapassada desta forma uma aparente fractura entre a função representativa da presidência e as gentes que são representadas. É um momento empolgante, certamente. Mas durará e deverá durar?</p>
<p>A que consequências levarão as expectativas quase messiânicas colocadas neste homem? De forma a que esta presidência tenha sucesso, terá que levar a alguma desilusão e terá que sobreviver à desilusão: o homem tornar-se-á humano, mostrar-se-á menos poderoso do que o que desejaríamos e a política deixará de ser uma celebração sem ambivalência e sem cautelas; de facto, a política será menos uma experiência messiânica e mais o espaço de encontro de um debate vigoroso, crítica pública e do antagonismo necessário. A eleição de Obama significa que o terreno para o debate e o combate mudou e é certamente um terreno melhor. Mas não é o fim do combate e seria pouco inteligente olhá-lo dessa forma, mesmo que provisoriamente. Certamente concordaremos e discordaremos com várias das acções que tome e que não tome. Mas se a expectativa inicial é que ele é e será a própria “redenção”, iremos puni-lo sem misericórdia quando nos desiludir (ou iremos encontrar formas de negar ou suprimir essa desilusão de forma a manter a experiência de unidade e amor sem ambivalência).</p>
<p>Se a consequente e violenta desilusão pode ser precavida, ele deverá agir bem e rapidamente. Talvez a única forma de prevenir um “choque” – uma desilusão de grandes proporções que se viraria politicamente contra ele – será tomar acções decisivas nos dois primeiros meses da presidência. A primeira seria fechar Guantanamo e encontrar formas de transferir os processos dos detidos para tribunais legítimos; a segunda seria criar um plano para a retirada das tropas do Iraque e começar a implementar esse plano. A terceira seria retratar-se das considerações bélicas sobre a escalada da guerra no Afeganistão e a procura de soluções diplomáticas e multilaterais nesse campo. Se falhar nestes passos, o seu apoio à esquerda deteriorar-se-á claramente e verá reconfigurar-se a clivagem entre os falcões liberais e a esquerda anti-guerra. Se nomear os preferidos de Lawrence Summers para posições chave do seu gabinete ou continuar as políticas económicas desastrosas de Clinton e Bush então, em determinada altura, o messias será denunciado como um falso profeta. No lugar de uma promessa impossível, precisamos de uma série de acções concretas que comecem a reverter a abolição da justiça cometida pelo regime de Bush; menos que isso levará a uma desilusão violenta com consequências. A questão é saber em que medida a “des-ilusão” é necessária, de forma a regressarmos à política crítica e, que forma violenta de “des-ilusão” nos fará voltar ao intenso cinismo político dos últimos anos. Algum alívio da ilusão é necessário, de forma a que nos lembremos que a política, trata menos da pessoa e da promessa bela e impossível que representa, do que trata de mudanças concretas em políticas que podem começar, com o tempo e com dificuldade, a dar-nos formas de maior justiça.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>por Judith Butler</p>
<p>Traducción de Joao Luc:&nbsp;<a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pensamento-dissedente.html" title="http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pensamento-dissedente.html" target="_blank">http://joaoluc.blogspot.com/2008/11/pens&#8230;</a></p>
<p>Poucos de nós estão imunes à festividade destes dias. Os meus amigos de esquerda, escrevem-me dizendo que sentem algo parecido com uma “redenção” ou que “o país nos foi devolvido” ou ainda que “temos um dos nossos na Casa Branca”. É claro que ao longo do dia sinto-me, tal como eles, tomada pela surpresa e a excitação, já que a ideia de ver o regime de George W. Bush pelas costas é um alívio enorme. E a ideia de que Obama, um candidato negro progressista e com consideração pelos outros, muda a história e faz-nos sentir de que forma os cataclismos produzem novos terrenos. Mas pensemos atentamente neste novo terreno, mesmo que não conheçamos neste momento todos os seus contornos. A eleição de Barack Obama ainda que não possa ser hoje completamente apreciada, é historicamente significativa, mas não é, nem pode ser uma redenção e, se subscrevermos a forma superior de identificação que ele nos propõe (“estamos todos unidos”) ou que nós propomos (“ele é um de nós”), arriscamo-nos a acreditar que este momento politico vencerá os antagonismos que são os constituintes da vida política, especialmente da actual vida política. Sempre houve bons motivos para não abraçar o ideal da “unidade nacional” e para fomentar suspeições face a uma identificação uniforme e absoluta para com um líder político. Apesar de tudo, o fascismo baseava-se em parte nessa identificação com o líder e, os republicanos usaram este expediente para conseguirem mobilizar politicamente os afectos quando, por exemplo, Elizabeth Dole, olha para a sua audiência e diz: “Adoro cada um de vocês.”</p>
<p>Torna-se ainda mais importante pensar na identificação política exuberante com a eleição de Obama quando consideramos que o apoio a Obama coincidiu com o apoio a causas conservadoras. De certa forma isto conta para o seu sucesso “transversal”. Na Califórnia, ganhou com<span id="more-93"></span> 60% dos votos e, uma parte importante dos que nele votaram, também votaram contra a legalização do casamento homossexual(52%). Como podemos compreender esta disjunção aparente? Primeiro, lembremo-nos que o Obama não apoiou explicitamente o direito ao casamento homossexual. Além disso, como explicou Wendy Brown, os republicanos descobriram que o seu eleitorado não é tão galvanizado por questões “morais” como o foram em eleições recentes; as razões pelas quais as pessoas votaram em Obama parecem predominantemente económicas e as suas razões parecem mais estruturadas pela racionalidade neo-liberal que por preocupações religiosas. Esta é claramente uma das razões pela qual a função de Palin, de galvanizar a maioria do eleitorado com questões morais, falhou. Mas se questões “morais” tal como o controlo de armas, direito ao aborto e direitos de homossexuais não foram tão determinantes como anteriormente, talvez isso tenha acontecido porque se desenvolvem num compartimento distinto da mente política. Noutras palavras, estamos confrontados com novas configurações da crença política que tornam possível ter simultaneamente visões aparentemente díspares: por exemplo, alguém pode discordar do Obama em relação a certas questões e ainda assim ter votado nele. Isto torna-se mais óbvio no surgimento do anti-efeito Bradley, quando os votantes confessaram explicitamente o seu racismo, mas afirmando que de qualquer forma votariam em Obama. Há pequenas anedotas no terreno como a seguinte: “Eu sei que Obama é um muçulmano e um terrorista, mas votarei nele de qualquer maneira; ele é provavelmente melhor para a economia.” Estes eleitores mantiveram o seu racismo e votaram em Obama, conservando os seus valores díspares sem ter que os resolver.</p>
<p>A par com uma forte motivação económica, factores menos discerníveis empiricamente contribuíram para o resultado destas eleições. Não podemos compreender a repugnância que Bush, em representação dos EUA, provocou no resto do mundo, um sentido de embaraço sobre as nossas práticas de tortura e detenção ilegal, um sentido de repulsa em relação a uma guerra cujos motivos foram falsos e que propagou visões racistas do Islão, um sentido de alarme e horror face a extremos de desregulação económica que levaram a uma crise económica global. Será apesar da sua raça ou por causa da sua raça, que Obama surge finalmente como o representante preferido da nação? Satisfazendo essa função representativa, ele é simultaneamente negro e não negro (alguns dizem “não é suficientemente negro” e outros dizem “demasiado negro”) e, como resultado, pode chamar eleitores que não só não têm forma de resolver esta ambivalência como não querem ter essa ambivalência. A figura pública que permite às gentes manter e mascarar as suas ambivalências aparece ainda assim como uma figura de “unidade”: esta é certamente uma função ideológica. Tais momentos são intensamente imaginários mas não são, por essa razão, despidos da sua força política.</p>
<p>À medida que a eleição se aproximava, houve um interesse crescente na personalidade de Obama: a sua gravidade, a sua reflexão, a sua capacidade para não se exaltar, a sua forma de se manter indiferente face a ataques dolorosos e retórica política vil, a sua promessa de recriar uma nação que acabe com o actual embaraço. Claro, a promessa é tentadora mas, e se o abraçar de Obama nos levar a acreditar que acabaremos com toda a dissonância e que a unidade é efectivamente possível? Qual é a possibilidade de sofrermos uma certa e inevitável desilusão quando o líder carismático mostrar a sua falibilidade, o seu desejo de compromissos e até de “venda” das minorias? De facto ele já o fez de certa maneira, mas muitos de nós põem de lado essas preocupações de forma a desfrutar a “desambivalência” do momento, arriscando uma exuberância acrítica apesar de sabermos o que isso significa. Bem vistas as coisas, Obama muito dificilmente pode ser considerado um esquerdista, independentemente dos epítetos de “socialista” proferidos pelos seus opositores conservadores. De que forma as suas acções serão condicionadas pela política partidária, interesses económicos e poder de estado; de que forma não foram já comprometidas? Se através desta presidência, procurarmos ultrapassar o sentido da dissonância, então teremos descartado a política crítica em favor de uma exuberância cujas dimensões fantasiosas terão as suas consequências. Talvez não possamos evitar este momento de fantasia, mas tenhamos consciência sobre o facto de ele ser tão temporário. Se há racistas declarados que dizem “sei que é Muçulmano e terrorista mas votarei nele” há certamente pessoas à esquerda que dizem “sei que ele vendeu os direitos dos homossexuais e a Palestina, mas ainda assim é a nossa redenção.” Percebo muito bem, mas mesmo assim, esta é formulação clássica da negação. Porque meios mantemos e mascaramos crenças políticas conflituosas como estas? E a que custo político?</p>
<p>Não há dúvida que o sucesso de Obama terá efeitos significativos no rumo económico da nação e, parece razoável assumir que teremos uma nova forma de olhar para a regulação económica e uma visão da economia que se aproximará das formas sociais-democratas europeias; nos negócios estrangeiros, veremos sem dúvida um renovar de relações multi-laterais e o retrocesso da tendência fatal para a destruição de acordos multi-laterais da administração Bush. E haverá sem dúvida, nas questões sociais, uma tendência mais à esquerda, apesar de ser importante lembrar que Obama não defendeu os cuidados de saúde universais e não apoiou explicitamente o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo. E não há ainda muita razão para ter esperança no desenvolvimento de uma política americana justa no Médio Oriente, apesar do grande alívio que é saber que ele conhece Rashid Khalidi.</p>
<p>O significado indiscutível da sua eleição tem tudo a ver com o superar dos limites impostos implicitamente às conquistas dos Afro-Americanos; ele irá, ao mesmo tempo, precipitar uma mudança na auto-definição dos Estados Unidos. Se a eleição do Obama assinala uma vontade de parte da maioria dos eleitores para serem “representados” por este homem, resulta que o quem “nós” somos se reconstituiu: somos uma nação de muitas raças, de raças misturadas; e dá-nos a ocasião de reconhecer em quem nos tornámos e o que teremos ainda que ser, sendo ultrapassada desta forma uma aparente fractura entre a função representativa da presidência e as gentes que são representadas. É um momento empolgante, certamente. Mas durará e deverá durar?</p>
<p>A que consequências levarão as expectativas quase messiânicas colocadas neste homem? De forma a que esta presidência tenha sucesso, terá que levar a alguma desilusão e terá que sobreviver à desilusão: o homem tornar-se-á humano, mostrar-se-á menos poderoso do que o que desejaríamos e a política deixará de ser uma celebração sem ambivalência e sem cautelas; de facto, a política será menos uma experiência messiânica e mais o espaço de encontro de um debate vigoroso, crítica pública e do antagonismo necessário. A eleição de Obama significa que o terreno para o debate e o combate mudou e é certamente um terreno melhor. Mas não é o fim do combate e seria pouco inteligente olhá-lo dessa forma, mesmo que provisoriamente. Certamente concordaremos e discordaremos com várias das acções que tome e que não tome. Mas se a expectativa inicial é que ele é e será a própria “redenção”, iremos puni-lo sem misericórdia quando nos desiludir (ou iremos encontrar formas de negar ou suprimir essa desilusão de forma a manter a experiência de unidade e amor sem ambivalência).</p>
<p>Se a consequente e violenta desilusão pode ser precavida, ele deverá agir bem e rapidamente. Talvez a única forma de prevenir um “choque” – uma desilusão de grandes proporções que se viraria politicamente contra ele – será tomar acções decisivas nos dois primeiros meses da presidência. A primeira seria fechar Guantanamo e encontrar formas de transferir os processos dos detidos para tribunais legítimos; a segunda seria criar um plano para a retirada das tropas do Iraque e começar a implementar esse plano. A terceira seria retratar-se das considerações bélicas sobre a escalada da guerra no Afeganistão e a procura de soluções diplomáticas e multilaterais nesse campo. Se falhar nestes passos, o seu apoio à esquerda deteriorar-se-á claramente e verá reconfigurar-se a clivagem entre os falcões liberais e a esquerda anti-guerra. Se nomear os preferidos de Lawrence Summers para posições chave do seu gabinete ou continuar as políticas económicas desastrosas de Clinton e Bush então, em determinada altura, o messias será denunciado como um falso profeta. No lugar de uma promessa impossível, precisamos de uma série de acções concretas que comecem a reverter a abolição da justiça cometida pelo regime de Bush; menos que isso levará a uma desilusão violenta com consequências. A questão é saber em que medida a “des-ilusão” é necessária, de forma a regressarmos à política crítica e, que forma violenta de “des-ilusão” nos fará voltar ao intenso cinismo político dos últimos anos. Algum alívio da ilusão é necessário, de forma a que nos lembremos que a política, trata menos da pessoa e da promessa bela e impossível que representa, do que trata de mudanças concretas em políticas que podem começar, com o tempo e com dificuldade, a dar-nos formas de maior justiça.</p>
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		<title>[es]Non pagheremo noi la vostra crisi! Universidad, capitalismo creativo y multitud.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 16:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cognitaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial">por</span><strong><span style="font-family: Arial"> Antón Fernández de Rota</span></strong><em><span style="font-family: Arial"></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial">Universidade da Coruña</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">TEMBLORES DE LA GENERACIÓN X</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Varios cientos de miles de estudiantes, investigadores y profesores se levantaron en el 2001 contra infamia a lo largo del Estado Español. La LOU no era algo nuevo, sino una implementación de otras políticas universitarias neoliberales experimentadas durante los años ochenta: serían dos buenos ejemplos de ello las <em>Reaganpolitics</em> en los Estados Unidos, o de un modo más cercano, la política académica de la Dama de Hierro inglesa. A finales del 2001, en A Coruña, la ciudad donde estudiaba, la práctica totalidad de las facultades de la universidad terminaron por ponerse en huelga, algunas lo estuvieron durante tres meses. Como en el resto de las ciudades, los universitarios se organizaron de forma asamblearia y descentralizada, al modo autónomo, con independencia de los partidos y los sindicatos. En el punto álgido de la protesta, dos enormes manifestaciones, una que bajaba del Campus de la Zapateira y otra que salía del Campus de Elviña, se juntaron en Alfonso Molina: más de cinco mil estudiantes tomaron la avenida en su marcha hacia la ciudad, poco después de que se manifestasen varias decenas de miles en la capital gallega y varios cientos de miles en la capital del estado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Hace escasos días, cerca de 50.000 estudiantes, investigadores y profesores ocuparon diversas facultades italianas y marcharon contra las medidas que Berlusconi ha decido imponer</span><span id="more-80"></span><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">, en línea con aquella ley neoliberal del 2001 y con el actual Plan Bolonia que ha sido diseñado a escala europea. Los 50.000 en Milán, precedidos por una manifestación que aglutinó a 10.000 personas en Roma, y seguida por otra en Venecia donde se daban cita 15.000, volvían a recordar estas manifestaciones anti-LOU así como las multitudinarias movilizaciones estudiantiles, las de 1996 y las que diez años después, a comienzos del 2006, juntaron a cientos de miles en Francia en contra del Contrato de Primer Empleo, justo un par de meses después de la insurrección incendiaria de las <em>banlieus</em> de la metrópolis postcolonial parisina. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Se esboza aquí la siguiente hipótesis: más allá del pretendido “fin de la historia” <em>neocon</em> y neoliberal de los años noventa, un <em>nuevo protagonismo social</em><a name="_ednref1" href="#_edn1"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> está emergiendo en la postmodernidad, y lo hace de una manera novedosa, en plena crisis de la representación, más allá de cualquier política de partido o sindical, bajo la forma de la política de movimiento. Este nuevo protagonismo social tiene su propia genealogía. La suya es la generación post-socialista, la generación del <em>post</em> de la Guerra Fría. Se trata de la generación que empieza a dejar atrás la maldición de la Generation X. Los psicóticos libros de Bret Easton Ellis, con sus recurrentes retratos de la vida <em>yuppie</em>, o la película <em>Reality Bytes</em>, en la cual Winona Ryder representa la vida de los <em>knowledge workers</em> precarios sin expectativas ni capacidad antagonista, dan paso a una realidad distinta. Diríase que esta nueva realidad tiene más que ver con <em>El Club de la Lucha </em>que con las obras anteriores. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">COGNITARIADO Y CAPITALISMO CREATIVO.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Existe en el libro de Palahniuk, escritor y activista contracultural, una descripción de la nueva clase leída en términos generacionales. En <em>El Club de la Lucha</em> se dan cita abogados y contables, administradores de polizas de seguros y trabajadores del audiovisual, estudiantes universitarios con futuros inciertos, camareros, cajeros, telefonistas, en definitiva, el post-proletariado, los trabajadores biopolíticos que ya no trabajan tanto con los músculos como con el cerebro, el lenguaje y el sistema nervioso, y cuya producción central es la que guarda relación con los afectos, la imaginación, el lenguaje y la creación de relaciones sociales. “Nuestra generación no ha conocido una gran guerra ni una gran crisis, pero nosotros sí que estamos librando una gran guerra espiritual” –escribe Palahniuk sobre una Generación X en vías de dejar de serlo- “Somos los hijos medianos de la historia, educados por la televisión para creer que un día seremos millonarios y estrellas del cine y estrellas del rock, pero no es así”.<a name="_ednref2" href="#_edn2"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Ahora bien, mientras que en <em>El Club de la Lucha </em>la situación estalla en una especie de semi-fascismo, una Burocracia del Caos terrorista representada por el Proyecto Mayhem que desea borrar el regimen de la deuda, que como diría Nietzsche, desde tiempos ancestrales traza la genealogía que desembocará en el capitalismo,<a name="_ednref3" href="#_edn3"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> os movimientos sociales contemporáneos, en cambio, y aún cuando se muestren ambivalentes,<a name="_ednref4" href="#_edn4"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> tienden a crear procesos con los que el antagonismo se expresa de la forma más democrática conocida, inventando nuevas formas de democracia, más allá de la representación y la subsunción por el capital.<span class="MsoEndnoteReference"> <a name="_ednref5" href="#_edn5"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[5]</span></span><!--[endif]--></span></a></span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Existe otro problema con <em>El Club de la Lucha</em>: su definición de la clase social. La novela presenta la centralidad del “sector servicios” definiéndolo de un modo demasiado amplio y abstracto y sin atender a sus diferencias internas. Algo parecido ocurre con la definición de clase propuesta por Richard Florida en su apelación a la <em>creative class</em>. Florida establece una tipología dividida en cuatro partes: el <em>leadership</em> del pensamiento, la clase supercreativa, los científicos, docentes universitarios, artistas, diseñadores, etc., que abarcarían el 12% de la fuerza de trabajo; el 20% estaría compuesta por los profesionales creativos implicados en las industrias <em>high tech</em> y los servicios financieros; un 43% entraría dentro de<span> </span>la clasificación de la <em>service class</em>; el 25% restante correspondería a la tradicional <em>working class</em>, ahora definida en términos postfordistas. Según Florida, las metrópolis con mayor crecimiento económico son las que incentivan la labor de las clases creativas, invirtiendo en lo que denomina Global Creativity Index, que es la suma de tres variables post-1968, a saber: las tres “T”, las (nuevas) Tecnologías, el Talento y la Tolerancia, como motores de la economía del capitalismo creativo.<a name="_ednref6" href="#_edn6"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Aún cuando el análisis del capitalismo creativo acierta en señalar un cambio drástico en la economía y sus impulsos, existe una serie de problemas con los argumentos de Richard Florida. Su teoría de la <em>creative class</em> parece obviar o minusvalorar dos elementos no menos decisivos en la producción del crecimiento económico capitalista, y que si guardan relación con la tolerancia tan sólo lo hacen bajo la forma de la tolerancia al estrés nervioso y a la explotación vital, esto es: la precariedad postfordista y lo que con Foucault podríamos denominar la “empresarialidad de sí mismo”.<a name="_ednref7" href="#_edn7"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> El neoliberalismo es antes que nada una producción de trabajadores que al mismo tiempo<span> </span>que trabajadores tienden a ser empleadores de otros y financieros de sí mismos en un contexto de precariedad flexible. A la par que la economía “doméstica” se financiariza y le exige al trabajador una labor de especulación con su propio capital (con créditos, hipotecas, acciones bursátiles, incluso especulación inmobiliaria), y a la vez que emerge una nueva figura, la del “empleador/empleado”, que a menudo para desarrollar trabajos temporales ha de contratar (en papel o en “negro”) a otros, presenciamos también unas nuevas modalidades de trabajo precario. Este tipo de empleos han sido clasificados como “formas de trabajo atípicas”, pero en la actualidad lo atípico se ha convertido en la norma, también en el Estado Español, el país de la Unión Europea con una mayor tasa precariedad. Es así que la precariedad laboral y vital se convierte en un elemento estructural de la nueva economía a partir del cual se derivan una serie de cortes dentro de las propias clases creativas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Otra serie de cortes se producen en su relación con la propiedad. En este sentido, problematizando la definición de Richard Florida, McKenzie Wark distingue entre la clase <em>hacker</em> (la clase creativa, los que transforman y producen nuevos códigos) y la clase vectorial. Esta última no produce nada sino que se limita a controlar, regular, privatizar e implantar patentes sobre los distintos vectores a partir de los cuales se efectúa la producción creativa y su distribución.<a name="_ednref8" href="#_edn8"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Para el mundo del arte y la música la fundación privada SGAE sería un buen ejemplo de esta clase vectorial que succiona y patenta la productividad creativa de miles de artistas a los cuales no se les otorga ningún tipo de reconocimiento, y que incluso se les obliga a pagar cuotas sin ver jamás ninguna devolución monetaria por los derechos y cánones que gestiona la SGAE (en esta situación estaría más del 90% de los socios). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Esta misma problematización puede ser llevada más lejos al redefinir el concepto de creatividad, que es leída por Florida en sus acepciones de tipo artístico e intelectual, y al desplazarla hasta una acepción de corte político-ontológico. Como sostiene Naomi Klein en su conocido <em>No Logo</em>, no existe una mayor creatividad en la labor de los publicistas que venden la marca que en los consumidores a los que ésta va dirigida. A menudo los publicistas se limitan a captar la jerga de su <em>target </em>de consumidores, se limita a re-empaquetar sus anhelos y sus expresiones culturales, como ocurre con la captura por parte de los <em>cool hunters</em> de Nike de la jerga callejera o el estilo <em>hip hop</em>.<a name="_ednref9" href="#_edn9"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La función de toda una legión de investigadores sociales (<em>cool hunters</em>, analistas de mercado, de opinión de voto, etc.) es ésta: captar la dinámica de la creatividad social para lograr vender sus productos mercantiles y políticos. La cualidad polítco-ontológica de la creatividad social excede cualquier tipo de mediación según los criterios tradicionales de la Ley del Valor, mesurada en función del tiempo/lugar de trabajo. Cuando la centralidad de la valorización del capital guarda relación con lo cultural, lo semiótico y lo simbólico, la clase ontológico-políticamente creativa sita en la centralidad del proceso productivo se desterritorializa de los lugares de trabajo y sus confines: es la vida en general, más allá del lugar/tiempo de trabajo, la que es puesta a trabajar, produciendo directamente de un modo colectivo, por proliferación en red, como en la producción semiótica y relacional que se efectúa en el ciberespacio. Es esta creatividad social, que excede los lugares de trabajo y la propia tipología de Florida, la única forma que pueda captar el ejercicio actual de la <em>creative “class”</em>, y es entonces además que puede ser aprehendida dentro de las relaciones de antagonismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Pero existe un último problema con las teorías de Florida y su definición de la clase social. Alberto Nicola, Venedetto Vecchi y Giggi Roggero critican la definición de Florida desde una perspectiva composicionista. Desde este punto de vista la clase es siempre algo más que un dato “objetivo” o una posición dentro de una estructura político-económica. La clase se compone a través de distintos vectores. Es construida a partir de las luchas y los procesos de subjetivización, incorporando en su definición las variables culturales y los deseos.<a name="_ednref10" href="#_edn10"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Este algo más es lo que imposibilita hablar todavía de una <em>creative class</em> antagonista, pero que no obstante se comienza a insinuar hoy en las distintas luchas cognitarias y precarias. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Hablábamos antes de un nuevo protagonismo social que comienza a dejar atrás a la Generación X. Con Antonio Negri y Paolo Virno, retomando para la ocasión un viejo concepto de Spinoza, llamamos a este nuevo protagonista social <em>la Multitud</em>. La radicalidad política en la postmodernidad pasa por la siguiente proclama y promesa insinuada empíricamente en los pliegues de la contemporaneidad: ya no más masas dirigidas bajo el partido-vanguardia o el sindicato unitario, sino multitudes ingobernables, jamás reducibles a la Unidad, pues su deseo es siempre de diferencia. De la burocracia a la red. Del plan quinquenal de la verticalidad unitaria a la proliferación rizomática de multiplicidades insospechadas. He aquí la generación post-1968. Eso es la multitud. La Multitud creativa, precaria y metropolitana manifiesta la potencia con la que se insinúan los contornos de una nueva clase social, con nuevas aspiraciones y deseos. Para nuestro caso, siguiendo a Franco Berardi, la llamaremos el <em>cognitariado</em>.<a name="_ednref11" href="#_edn11"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Fue un segmento del cognitariado lo que descendió del Elviña y la Zapateira, y lo que se manifestó en París, Roma y Milán; es decir, los estudiantes/trabajadores del conocimiento en precario, aquellos para los cuales sus propios cuerpos y cerebros son ya los “medios de producción”, son ya la propia “fábrica”, pero que, aún cuando llevan la riqueza dentro de sí y toman sus órganos como medios de producción materiales, son interpelados por múltiples formas de precariedad y sometidos a los procesos de patentización (expropiación mediante la privatización) de sus cuerpos y de sus cerebros. Esta multitud cognitaria, en plena crisis financiera global, exclama hoy una y otra vez: <em>Non pagheremo la vostra crisi! </em>Es aquí donde emerge una clase monstruosa, jamás reducible a la uniformidad de la masa, heterogénea y políglota; es aquí donde puede componerse subjetivamente la clase creativa en tanto que clase antagonista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">La clase que se empieza a insinuar en las luchas no tiene ya nada que ver con la Winona Ryder de <em>Reality Bytes</em>. Su mordedura de la realidad parece desplazar el símbolo. Yomango, una red de colectivos que practica lo que se ha venido a llamar la “guerrilla de la comunicación” han sabido captar el desplazamiento. Yomango se dedica a robar pública y colectivamente en grandes superficies comerciales.<a name="_ednref12" href="#_edn12"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En Buenos Aires robaron botellas de champán mientras bailaban un tango. Con los productos reapropiados realizan finalmente grandes fiestas populares, reactualizando la figura de Robin Hood, del mismo modo que Enric Durán, otro Robin Hood, en este caso un activista de los centros sociales barceloneses, en plena crisis económica estafó cerca de 500.000 euros a distintas entidades bancarias para distribuirlas entre los movimientos de la multitud que combaten la crisis de la vivienda y la precariedad.<a name="_ednref13" href="#_edn13"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Estos movimientos, tanto la península itálica como en la ibérica, repiten una vez una misma advertencia: “No vamos a pagar nosotros vuestra crisis” –con este mismo título circula hoy por la red un email convocando movilizaciones contra la cumbre organizada por “G-20” para trazar un plan global neoliberal contra la crisis financiera que el propio neoliberalismo ha propiciado. Con este grito se vuelve a desplazar el símbolo generacional. Irónicamente, en uno de los libros editados por Yomango aparece en la portada Winona Ryder, conocida cleptómana, que por un acto situacionista de <em>detournament</em> anima al lector a reproducir la lógica Yomango, es decir, a reapropiarse de lo que a uno le ha sido expropiado y pasar a la acción superando la maldición de la Generación X. </span><span class="style21"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span class="style21"><span style="font-size: 11pt;font-weight: normal;font-family: Arial"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">ESTATALISMO NEOLIBERAL Y UNIVERSIDAD-EMPRESA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Habitualmente se suele decir que el neoliberalismo no es otra cosa que el vaciamiento del Estado (de Bienestar) y el desplazamiento de sus cometidos y funciones hacia las grandes empresas transnacionales. Esto es sólo una parte de la verdad. El neoliberalismo no sólo supone una subsunción del Estado en la corporación transnacional sino también un nuevo regimen de gubernamentalidad fuertemente estatalista. Naomi Klein ha dado buena cuenta de ello en su <em>bestseller</em> <em>La doctrina del shock</em>.<a name="_ednref14" href="#_edn14"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> A propósito de América Latina o el Sureste Asiático, dos de los principales laboratorios neoliberales, sostiene que tal regimen económico tan sólo fue posible a costa de aplastar la resistencia bajo formas autoritarias o incluso dictatoriales. Pinochet en Chile, las dictaduras argentinas o uruguayas, Panamá con y después de Noriega, la Indonesia de Suharto, todos ellos conforman una galaxia de ejemplos iluminadores. En otras zonas esta imposición no ha requerido medidas tan extremas, pero tampoco ha podido efectuarse sin una serie de recortes de libertad y endurecimientos de los códigos penales, creando una Cultura del Miedo, utilizando para ello los estereotipos en torno a los migrantes, los homosexuales, los yonquis o los terroristas para crear así chivos expiatorios con los cuales justificar una serie de medidas impositivas que finalmente atañen al conjunto de la población. Este es el caso de la Italia en la cual vuelve a eclosionar hoy el movimiento de la multitud en institutos y universidades. Tras el derrumbamiento del gobierno Prodi, con la vuelta de Berlusconi han sido implementada una durísima política, primero contra los migrantes, y ahora para privatizar las universidades. Estas imposiciones han sido precedidas por la promulgación de un nuevo regimen de opresión muy visible. Roma está completamente tomada por miles de policías y miles de carabinieri armados con metralletas. Mientras paseas delante del Coliseo y la Piazza Navona ves pasar una y otra vez autobuses militares y cuadrillas haciendo patrulla. A pesar de su desaprobación por parte los organismos internacionales, los militares han tomado la calles, según Berlusconi con el fin de combatir distintos delitos y para tratar con las cuestiones relacionadas con las “materias en inmigración”. También han sido presentadas como una ayuda a la <em>guerra contra el terrorismo</em>. De esta manera, mientras los militares son utilizados para reducir a los migrantes y patrullan las calles temerosos de Al Qaeda, una red conocida por su pericia a la hora de convertir aviones en armas de destrucción masiva, estos mismos aviones, en los que llega el capital turístico, sobrevuelan paradójicamente las cúpulas del Vaticano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">El neoliberalismo tampoco es una mera desregulación de la economía, como los socialdemócratas nostálgicos del <em>Wellfare State</em> desearían creer. Más bien significa un desplazamiento y una desviación de las medidas proteccionistas y del regimen de subsidios y subvenciones que caracterizaba el <em>Wellfare State </em>(Estado de Bienestar). Las medidas recaudatorias con la que la Social Democracia welfarista robustecía los presupuestos del Estado, para idealmente redistribuirlos socialmente a través del gasto público, ahora se destinan a las<span> </span>Empresas. Las medidas proteccionistas con las que el <em>Wellfare</em> intentaba fortalecer la economía nacional son ahora desviadas con el fin de empoderar y asegurar la dinámica de las grandes corporaciones. El neoliberalismo se trata de nuevo modo de proteccionismo y subsidio dedicado a proteger estatal y transnacionalmente (con la OMC, el FMI, el Banco Mundial, el G8, y ahora el G-20) y subvencionar a las grandes empresas multinacionales. La masiva “subvención” que otorgó Bush en septiembre de 2008 a las entidades financieras en crisis no se trata de ninguna excepción a la regla, sino de un ejemplo más del nuevo proteccionismo neoliberal. Las ayudas a las empresas para contratar a distintos “grupos de riesgo” laboral (mujeres, jóvenes, discapacitados, etc.) expresan este <em>modus operandi</em> neoliberal con el cual el Estado, con dinero público, subvenciona a las empresas ofreciéndoles un conjunto de trabajadores temporales y baratos (becarios, etc.) acompañados por distintos incentivos empresariales. En este punto no hay grandes diferencias entre la derecha y la social-democracia europea actual. Tanto el PP como el PSOE funcionan de la misma manera. No hay que olvidar que fue el propio PSOE quién legalizó el regimen de las Empresas de Trabajo Temporal y comenzó la vertiginosa reducción de los subsidios por desempleo, y en su lugar potenció los subsidios a las grandes empresas para hacerse con trabajadores baratos en prácticas. Fue también el PSOE quien, en consonancia con el ideario del PP, sigue ampliando estas medidas de proteccionismo y subsidio neoliberal a las grandes corporaciones, con la excusa de la ayuda a los jóvenes, las mujeres, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">La traducción al mundo universitario de las lógicas neoliberales hasta aquí expuestas se plasma en lo siguiente: el camino hacia una financiarización ya no sólo de la economía “doméstica” de los trabajadores sino también del estudiantado (en el futuro, atado con el Plan Bolonia a créditos suministrados por las grandes Bancas); creación de un nuevo tipo de universidad, la Universidad-Empresa, y financiarización de esta universidad (socavada su autonomía a través de la participación empresarial con los mal-llamados “Consejos Sociales”); imposición del eufemismo “formación continua” como régimen de continua dependencia a la Academia y las Empresas (trabajo temporal, necesidad de pagar una especialización permanente, etc.); imposición de la figura del “trabajador en prácticas” como nueva forma de asegurar largos periodos de trabajadores gratuitos o casi gratuitos (bajos salarios con desgravación fiscal); tecnocratización de los estudios y transformación de la Universidad en una fábrica-empresa que suministre el tipo de trabajadores deseados por el modelo neoliberal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Con la LOU y con el Plan Bolonia se crea una nueva forma de gubernamentalidad universitaria neoliberal. Así como los planes de estudio se centralizan y verticalizan, y se redefinen en función de los requerimientos tecnocráticos, acontece lo mismo con el sistema de redistribución económica. El mundo de la investigación es un claro ejemplo. Con la reciente creación (tras la LOU, en el 2002) de la Agencia Nacional de Evaluación el modelo tatcherista avanza un paso. Bajo el regimen Tatcher se formaron agencias análogas. Su fin era redistribuir los presupuestos bajo el criterio de la eficiencia mercantil. Pero no se trataba simplemente de dinero: el corte de suministros al pensamiento crítico y el cercamiento de la resistencia eran perfilados como objetivos fundamentales. Con la excusa de la rentabilidad económica el gobierno Tatcher comandó una ofensiva contra una amplia gama de proyectos críticos y de izquierda en la universidad. Buen ejemplo de ello sería el proceso de acose y derribo al que fue sometido el prestigioso Center of Contemporary Cultural Studies de Birmigham. Si catalogamos la apelación a la eficiencia como una <em>excusa</em> es por lo siguiente: en el contexto actual existe una demanda creciente de trabajadores sociales (para trabajar con los distintos grupos clasificados como “de riesgo”: migrantes, mujeres, jóvenes, etc.), sin embargo lo que se enfatiza es una serie de trabajos anti-sociales, anti-productivos, o para decirlo en los términos de Wark, que posibiliten las funciones de las clases vectoriales. En Sociología, por ejemplo, la apuesta no va en la dirección del trabajo social sino por crear sociólogos que asesoren a las empresas y los políticos a la hora de “vender la moto” (encuestas de mercado, encuestas de opinión de voto), es decir, la fabricación de trabajadores que aseguren el funcionamiento de la gubernamentalidad (en las mascaradas mediáticas de la representación política) y de las grandes corporaciones (en las mascaradas publicitarias). Con ello se ve reducida la oferta de créditos que puedan plantear un pensamiento crítico, y formar profesionales para trabajos sociales, en virtud de una implementación de créditos de materias técnicas enfocados a la producción de trabajos de asistencia a las clases vectoriales. En otro orden de cosas, la misma lógica puede ser rastreada en la redistribución presupuestaria y los recortes económicos a las disciplinas académicas que no parecen encajar con los requerimientos del empresariado neoliberal (Historia, Filosofía, Antropología, Humanidades, Filología, etc.). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">En este sentido la LOU y el Plan Bolonia pueden ser leídas como la generalización de aquello con lo que se había experimentado durante la era Tatcher. Pero los experimentos neoliberales son implementados en la universidad ahora que el propio neoliberalismo entra en crisis. Y entra en crisis por dos motivos. Como señala el economista Andrea Fumagalli, el neoliberalismo jamás ha sido capaz de estabilizarse. El lapso de tiempo entre crisis y crisis se ha reducido sustancialmente con su llegada al poder (en los últimos años: crisis de los Tigres Asiático, crisis de la New Economy, crisis argentina, crisis financiera global, etc.).<a name="_ednref15" href="#_edn15"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La segunda razón tiene que ver con el auge de las resistencias. La Batalla de Seattle no fue más que el pistoletazo de salida mediático de un movimiento que desde la insurgencia zapatista contra el neoliberalismo no había parado de manifestarse. Este movimiento fue llamado “movimiento antiglobalización”, y fue reducido a una serie de contra-cumbres (Seattle, Praga, Barcelona, Génova… hasta llegar a la batalla de Rostock del año pasado). Sin embargo, el movimiento global contra el neoliberalismo no se agota en esta serie de eventos. Del mismo modo que las revueltas en Argentina o Filipinas del 2001 o las ingentes movilizaciones que en la India deben conceptualizarse como parte de este movimiento global, ha de hacerse lo mismo con todo el ciclo pasado de movilizaciones en el Estado Español (LOU, Prestige, huelgas generales, contra-cumbres contra la “Europa del Capital”, movimientos por la vivienda digna, etc.) y del cual las manifestaciones contra la guerra no serían sino el punto álgido de la movilización. Una movilización novedosa. El 15 de febrero del<span> </span>2003 se realizaba una manifestación global, en decenas de ciudades, que contra la guerra en Irak movilizaba a 100 millones de personas. Al día siguiente podía leerse en un titular del New York Times: “Una nueva superpotencia ha nacido: la opinión pública global”. Pero los cuerpos movilizados no son sólo “opinión” mediática, son también acción, y su acción no se limitó a tal día. Lo que estaba naciendo era un nuevo sujeto global, tremendamente plural, múltiple, ambivalente e incluso contradictorio. Esta carne monstruosa es lo que llamamos la Multitud. Es la misma que durante este tiempo se ha levantado contra la neoliberalización de la universidad, tanto en las luchas contra la LOU, como contra el Contrato de Primer Empleo francés, o contra el Plan Bolonia. Es en este mismo proceso que en América del Sur, uno de los principales laboratorios del neoliberalismo, se han levantado las multitudes indigenistas y piqueteras poniendo en jaque el proyecto neoliberal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Por multitud entendemos un sujeto político anómalo. Durante la modernidad el sujeto se pensó en términos de unidad y coherencia: el Pueblo, la Voluntad General y el Soberano, el proletariado moldeado coherentemente por la vanguardia y unificado por el Estado. En los albores del pensamiento político moderno Spinoza contraponía el concepto hobbesiano de Pueblo al concepto largamente denigrado de la Multitud. El Pueblo es ese cuerpo político que puede ser reducido al Uno mediante el acto de la representación (en el soberano, en la Voluntad General, etc.). La Multitud, por el contrario, formaba su común sin pasar por la reducción. Si en el pensamiento político de Hobbes el estado debía unificar los intereses contradictorios de los muchos, y si en el pensamiento de Hegel debía hacerlo canalizando la reducción unitaria de la multiplicidad hacia el estado pasando por el filtro de las instituciones de la sociedad civil, en la política de movimiento de la multitud se afirma la democracia en la multiplicidad. Esta democracia se torna así expresiva, subvirtiendo los principios unitarios de la representación política. La forma expresiva de la multitud coincide a su vez con la producción de la clase creativa precarizada. Ambas, producción y política, subvierten los distintos encauzamientos de las políticas representativas y capitalistas: se manifiestan como un ejercicio directamente colectivo, expresivo, irreductible a la unidad, que establece como <em>a priori</em> para la producción del común la perseverancia de la multiplicidad. Esto es lo que está en juego en las movilizaciones universitarias. Esta es la posibilidad que vuelven a abrir, y de la cual se puede extraer un nuevo programa, más allá del neoliberalismo y de la nostalgia wellfarista, un reconocimiento de la creatividad y sus captores, y un rechazo de la precarización en tanto que chantaje, que produzca el común más allá y más acá de las instituciones afirmando a la clase ontológica y políticamente creativa como clase sita en el juego de los antagonismos.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
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<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="edn1">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn1" href="#_ednref1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Tomo esta fórmula en correspondencia con los análisis de la forma y expresión antagonista desarrollados por el Colectivo Situaciones a propósito de la insurrección que estaba teniendo lugar en Argentina mientras en el Estado Español tenían lugar las movilizaciones contra la LOU. Colectivo Situaciones.<em>. Argentina Apuntes para el nuevo protagonismo social.</em> Virus. Barcelona, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn2">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn2" href="#_ednref2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Chuck Palahniuk. <em>Club de Lucha.</em> El Aleph, Barcelona, 2003. Pags. 170 y 190.</span></p>
</div>
<div id="edn3">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn3" href="#_ednref3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Friedrich Nietzsche. <em>La genealogía de la moral.</em> Tecnos. Madrid, 2007.</span></p>
</div>
<div id="edn4">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn4" href="#_ednref4"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase, Paolo Virno. <em>Gramática de la multitud.</em> Traficantes de Sueños. Madrid, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn5">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn5" href="#_ednref5"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase, Antonio Negri y Michael Hardt. <em>Multitud. Guerra y democracia en la era del imperio</em>. Debolsillo. Barcelona, 2006.</span></p>
</div>
<div id="edn6">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn6" href="#_ednref6"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Richard Florida. </span><em><span style="font-family: Arial">The rise of creative class.</span></em><span style="font-family: Arial"> Basic Books. New York, 2003.</span></p>
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<div id="edn7">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn7" href="#_ednref7"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Michel Foucault. <em>Nacimiento de la biopolítica.</em> Fondo de Cultura Económica. Buenos Aires, 2007.</span></p>
</div>
<div id="edn8">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn8" href="#_ednref8"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> McKenzie Wark. <em>Un manifiesto hacker.</em> Alpha Decay. Barcelona, 2006.</span></p>
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<div id="edn9">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn9" href="#_ednref9"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Naomi Klein. <em>No logo. El poder de las marcas.</em> Paidós. Barcelona, 2002.</span></p>
</div>
<div id="edn10">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn10" href="#_ednref10"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Alberto Nicola, Venedetto Vecchi y Gigi Roggero. “Contra la clase creativa” en<span> </span>Transform, <em>Producción cultural y prácticas instituyentes</em>. Traficantes de Sueños. Madrid, 2008.</span></p>
</div>
<div id="edn11">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn11" href="#_ednref11"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Franco Berardi. <em>La fábrica de la infelicidad.</em> Traficantes de Sueños. Madrid, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn12">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn12" href="#_ednref12"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase&nbsp;<a href="http://www.yomango.net/</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://www.yomango.net/</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://www.yomango.net/</span></p>
<p></a></p>
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<div id="edn13">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn13" href="#_ednref13"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase&nbsp;<a href="http://polaris.moviments.net:8000/es/crisi</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://polaris.moviments.net:8000/es/crisi</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://polaris.moviments.net:8000/es/cri&#8230;</a></p>
</div>
<div id="edn14">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn14" href="#_ednref14"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Naomi Klein. <em>La doctrina del shock.</em> Paidós. Barcelona, 2007.</span></p>
</div>
<div id="edn15">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn15" href="#_ednref15"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Andrea Fumagalli. <em>Bioeconomia e capitalismo cognitivo</em>. Carocci. Roma, 2007</span></p>
</div>
</div>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/esnon-pagheremo-noi-la-vostra-crisi-universidad-capitalismo-creativo-y-multitud/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial">por</span><strong><span style="font-family: Arial"> Antón Fernández de Rota</span></strong><em><span style="font-family: Arial"></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial">Universidade da Coruña</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">TEMBLORES DE LA GENERACIÓN X</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Varios cientos de miles de estudiantes, investigadores y profesores se levantaron en el 2001 contra infamia a lo largo del Estado Español. La LOU no era algo nuevo, sino una implementación de otras políticas universitarias neoliberales experimentadas durante los años ochenta: serían dos buenos ejemplos de ello las <em>Reaganpolitics</em> en los Estados Unidos, o de un modo más cercano, la política académica de la Dama de Hierro inglesa. A finales del 2001, en A Coruña, la ciudad donde estudiaba, la práctica totalidad de las facultades de la universidad terminaron por ponerse en huelga, algunas lo estuvieron durante tres meses. Como en el resto de las ciudades, los universitarios se organizaron de forma asamblearia y descentralizada, al modo autónomo, con independencia de los partidos y los sindicatos. En el punto álgido de la protesta, dos enormes manifestaciones, una que bajaba del Campus de la Zapateira y otra que salía del Campus de Elviña, se juntaron en Alfonso Molina: más de cinco mil estudiantes tomaron la avenida en su marcha hacia la ciudad, poco después de que se manifestasen varias decenas de miles en la capital gallega y varios cientos de miles en la capital del estado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Hace escasos días, cerca de 50.000 estudiantes, investigadores y profesores ocuparon diversas facultades italianas y marcharon contra las medidas que Berlusconi ha decido imponer</span><span id="more-80"></span><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">, en línea con aquella ley neoliberal del 2001 y con el actual Plan Bolonia que ha sido diseñado a escala europea. Los 50.000 en Milán, precedidos por una manifestación que aglutinó a 10.000 personas en Roma, y seguida por otra en Venecia donde se daban cita 15.000, volvían a recordar estas manifestaciones anti-LOU así como las multitudinarias movilizaciones estudiantiles, las de 1996 y las que diez años después, a comienzos del 2006, juntaron a cientos de miles en Francia en contra del Contrato de Primer Empleo, justo un par de meses después de la insurrección incendiaria de las <em>banlieus</em> de la metrópolis postcolonial parisina. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Se esboza aquí la siguiente hipótesis: más allá del pretendido “fin de la historia” <em>neocon</em> y neoliberal de los años noventa, un <em>nuevo protagonismo social</em><a name="_ednref1" href="#_edn1"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> está emergiendo en la postmodernidad, y lo hace de una manera novedosa, en plena crisis de la representación, más allá de cualquier política de partido o sindical, bajo la forma de la política de movimiento. Este nuevo protagonismo social tiene su propia genealogía. La suya es la generación post-socialista, la generación del <em>post</em> de la Guerra Fría. Se trata de la generación que empieza a dejar atrás la maldición de la Generation X. Los psicóticos libros de Bret Easton Ellis, con sus recurrentes retratos de la vida <em>yuppie</em>, o la película <em>Reality Bytes</em>, en la cual Winona Ryder representa la vida de los <em>knowledge workers</em> precarios sin expectativas ni capacidad antagonista, dan paso a una realidad distinta. Diríase que esta nueva realidad tiene más que ver con <em>El Club de la Lucha </em>que con las obras anteriores. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">COGNITARIADO Y CAPITALISMO CREATIVO.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Existe en el libro de Palahniuk, escritor y activista contracultural, una descripción de la nueva clase leída en términos generacionales. En <em>El Club de la Lucha</em> se dan cita abogados y contables, administradores de polizas de seguros y trabajadores del audiovisual, estudiantes universitarios con futuros inciertos, camareros, cajeros, telefonistas, en definitiva, el post-proletariado, los trabajadores biopolíticos que ya no trabajan tanto con los músculos como con el cerebro, el lenguaje y el sistema nervioso, y cuya producción central es la que guarda relación con los afectos, la imaginación, el lenguaje y la creación de relaciones sociales. “Nuestra generación no ha conocido una gran guerra ni una gran crisis, pero nosotros sí que estamos librando una gran guerra espiritual” –escribe Palahniuk sobre una Generación X en vías de dejar de serlo- “Somos los hijos medianos de la historia, educados por la televisión para creer que un día seremos millonarios y estrellas del cine y estrellas del rock, pero no es así”.<a name="_ednref2" href="#_edn2"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Ahora bien, mientras que en <em>El Club de la Lucha </em>la situación estalla en una especie de semi-fascismo, una Burocracia del Caos terrorista representada por el Proyecto Mayhem que desea borrar el regimen de la deuda, que como diría Nietzsche, desde tiempos ancestrales traza la genealogía que desembocará en el capitalismo,<a name="_ednref3" href="#_edn3"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> os movimientos sociales contemporáneos, en cambio, y aún cuando se muestren ambivalentes,<a name="_ednref4" href="#_edn4"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> tienden a crear procesos con los que el antagonismo se expresa de la forma más democrática conocida, inventando nuevas formas de democracia, más allá de la representación y la subsunción por el capital.<span class="MsoEndnoteReference"> <a name="_ednref5" href="#_edn5"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[5]</span></span><!--[endif]--></span></a></span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Existe otro problema con <em>El Club de la Lucha</em>: su definición de la clase social. La novela presenta la centralidad del “sector servicios” definiéndolo de un modo demasiado amplio y abstracto y sin atender a sus diferencias internas. Algo parecido ocurre con la definición de clase propuesta por Richard Florida en su apelación a la <em>creative class</em>. Florida establece una tipología dividida en cuatro partes: el <em>leadership</em> del pensamiento, la clase supercreativa, los científicos, docentes universitarios, artistas, diseñadores, etc., que abarcarían el 12% de la fuerza de trabajo; el 20% estaría compuesta por los profesionales creativos implicados en las industrias <em>high tech</em> y los servicios financieros; un 43% entraría dentro de<span> </span>la clasificación de la <em>service class</em>; el 25% restante correspondería a la tradicional <em>working class</em>, ahora definida en términos postfordistas. Según Florida, las metrópolis con mayor crecimiento económico son las que incentivan la labor de las clases creativas, invirtiendo en lo que denomina Global Creativity Index, que es la suma de tres variables post-1968, a saber: las tres “T”, las (nuevas) Tecnologías, el Talento y la Tolerancia, como motores de la economía del capitalismo creativo.<a name="_ednref6" href="#_edn6"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Aún cuando el análisis del capitalismo creativo acierta en señalar un cambio drástico en la economía y sus impulsos, existe una serie de problemas con los argumentos de Richard Florida. Su teoría de la <em>creative class</em> parece obviar o minusvalorar dos elementos no menos decisivos en la producción del crecimiento económico capitalista, y que si guardan relación con la tolerancia tan sólo lo hacen bajo la forma de la tolerancia al estrés nervioso y a la explotación vital, esto es: la precariedad postfordista y lo que con Foucault podríamos denominar la “empresarialidad de sí mismo”.<a name="_ednref7" href="#_edn7"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> El neoliberalismo es antes que nada una producción de trabajadores que al mismo tiempo<span> </span>que trabajadores tienden a ser empleadores de otros y financieros de sí mismos en un contexto de precariedad flexible. A la par que la economía “doméstica” se financiariza y le exige al trabajador una labor de especulación con su propio capital (con créditos, hipotecas, acciones bursátiles, incluso especulación inmobiliaria), y a la vez que emerge una nueva figura, la del “empleador/empleado”, que a menudo para desarrollar trabajos temporales ha de contratar (en papel o en “negro”) a otros, presenciamos también unas nuevas modalidades de trabajo precario. Este tipo de empleos han sido clasificados como “formas de trabajo atípicas”, pero en la actualidad lo atípico se ha convertido en la norma, también en el Estado Español, el país de la Unión Europea con una mayor tasa precariedad. Es así que la precariedad laboral y vital se convierte en un elemento estructural de la nueva economía a partir del cual se derivan una serie de cortes dentro de las propias clases creativas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Otra serie de cortes se producen en su relación con la propiedad. En este sentido, problematizando la definición de Richard Florida, McKenzie Wark distingue entre la clase <em>hacker</em> (la clase creativa, los que transforman y producen nuevos códigos) y la clase vectorial. Esta última no produce nada sino que se limita a controlar, regular, privatizar e implantar patentes sobre los distintos vectores a partir de los cuales se efectúa la producción creativa y su distribución.<a name="_ednref8" href="#_edn8"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Para el mundo del arte y la música la fundación privada SGAE sería un buen ejemplo de esta clase vectorial que succiona y patenta la productividad creativa de miles de artistas a los cuales no se les otorga ningún tipo de reconocimiento, y que incluso se les obliga a pagar cuotas sin ver jamás ninguna devolución monetaria por los derechos y cánones que gestiona la SGAE (en esta situación estaría más del 90% de los socios). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Esta misma problematización puede ser llevada más lejos al redefinir el concepto de creatividad, que es leída por Florida en sus acepciones de tipo artístico e intelectual, y al desplazarla hasta una acepción de corte político-ontológico. Como sostiene Naomi Klein en su conocido <em>No Logo</em>, no existe una mayor creatividad en la labor de los publicistas que venden la marca que en los consumidores a los que ésta va dirigida. A menudo los publicistas se limitan a captar la jerga de su <em>target </em>de consumidores, se limita a re-empaquetar sus anhelos y sus expresiones culturales, como ocurre con la captura por parte de los <em>cool hunters</em> de Nike de la jerga callejera o el estilo <em>hip hop</em>.<a name="_ednref9" href="#_edn9"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La función de toda una legión de investigadores sociales (<em>cool hunters</em>, analistas de mercado, de opinión de voto, etc.) es ésta: captar la dinámica de la creatividad social para lograr vender sus productos mercantiles y políticos. La cualidad polítco-ontológica de la creatividad social excede cualquier tipo de mediación según los criterios tradicionales de la Ley del Valor, mesurada en función del tiempo/lugar de trabajo. Cuando la centralidad de la valorización del capital guarda relación con lo cultural, lo semiótico y lo simbólico, la clase ontológico-políticamente creativa sita en la centralidad del proceso productivo se desterritorializa de los lugares de trabajo y sus confines: es la vida en general, más allá del lugar/tiempo de trabajo, la que es puesta a trabajar, produciendo directamente de un modo colectivo, por proliferación en red, como en la producción semiótica y relacional que se efectúa en el ciberespacio. Es esta creatividad social, que excede los lugares de trabajo y la propia tipología de Florida, la única forma que pueda captar el ejercicio actual de la <em>creative “class”</em>, y es entonces además que puede ser aprehendida dentro de las relaciones de antagonismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Pero existe un último problema con las teorías de Florida y su definición de la clase social. Alberto Nicola, Venedetto Vecchi y Giggi Roggero critican la definición de Florida desde una perspectiva composicionista. Desde este punto de vista la clase es siempre algo más que un dato “objetivo” o una posición dentro de una estructura político-económica. La clase se compone a través de distintos vectores. Es construida a partir de las luchas y los procesos de subjetivización, incorporando en su definición las variables culturales y los deseos.<a name="_ednref10" href="#_edn10"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Este algo más es lo que imposibilita hablar todavía de una <em>creative class</em> antagonista, pero que no obstante se comienza a insinuar hoy en las distintas luchas cognitarias y precarias. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Hablábamos antes de un nuevo protagonismo social que comienza a dejar atrás a la Generación X. Con Antonio Negri y Paolo Virno, retomando para la ocasión un viejo concepto de Spinoza, llamamos a este nuevo protagonista social <em>la Multitud</em>. La radicalidad política en la postmodernidad pasa por la siguiente proclama y promesa insinuada empíricamente en los pliegues de la contemporaneidad: ya no más masas dirigidas bajo el partido-vanguardia o el sindicato unitario, sino multitudes ingobernables, jamás reducibles a la Unidad, pues su deseo es siempre de diferencia. De la burocracia a la red. Del plan quinquenal de la verticalidad unitaria a la proliferación rizomática de multiplicidades insospechadas. He aquí la generación post-1968. Eso es la multitud. La Multitud creativa, precaria y metropolitana manifiesta la potencia con la que se insinúan los contornos de una nueva clase social, con nuevas aspiraciones y deseos. Para nuestro caso, siguiendo a Franco Berardi, la llamaremos el <em>cognitariado</em>.<a name="_ednref11" href="#_edn11"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Fue un segmento del cognitariado lo que descendió del Elviña y la Zapateira, y lo que se manifestó en París, Roma y Milán; es decir, los estudiantes/trabajadores del conocimiento en precario, aquellos para los cuales sus propios cuerpos y cerebros son ya los “medios de producción”, son ya la propia “fábrica”, pero que, aún cuando llevan la riqueza dentro de sí y toman sus órganos como medios de producción materiales, son interpelados por múltiples formas de precariedad y sometidos a los procesos de patentización (expropiación mediante la privatización) de sus cuerpos y de sus cerebros. Esta multitud cognitaria, en plena crisis financiera global, exclama hoy una y otra vez: <em>Non pagheremo la vostra crisi! </em>Es aquí donde emerge una clase monstruosa, jamás reducible a la uniformidad de la masa, heterogénea y políglota; es aquí donde puede componerse subjetivamente la clase creativa en tanto que clase antagonista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">La clase que se empieza a insinuar en las luchas no tiene ya nada que ver con la Winona Ryder de <em>Reality Bytes</em>. Su mordedura de la realidad parece desplazar el símbolo. Yomango, una red de colectivos que practica lo que se ha venido a llamar la “guerrilla de la comunicación” han sabido captar el desplazamiento. Yomango se dedica a robar pública y colectivamente en grandes superficies comerciales.<a name="_ednref12" href="#_edn12"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En Buenos Aires robaron botellas de champán mientras bailaban un tango. Con los productos reapropiados realizan finalmente grandes fiestas populares, reactualizando la figura de Robin Hood, del mismo modo que Enric Durán, otro Robin Hood, en este caso un activista de los centros sociales barceloneses, en plena crisis económica estafó cerca de 500.000 euros a distintas entidades bancarias para distribuirlas entre los movimientos de la multitud que combaten la crisis de la vivienda y la precariedad.<a name="_ednref13" href="#_edn13"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Estos movimientos, tanto la península itálica como en la ibérica, repiten una vez una misma advertencia: “No vamos a pagar nosotros vuestra crisis” –con este mismo título circula hoy por la red un email convocando movilizaciones contra la cumbre organizada por “G-20” para trazar un plan global neoliberal contra la crisis financiera que el propio neoliberalismo ha propiciado. Con este grito se vuelve a desplazar el símbolo generacional. Irónicamente, en uno de los libros editados por Yomango aparece en la portada Winona Ryder, conocida cleptómana, que por un acto situacionista de <em>detournament</em> anima al lector a reproducir la lógica Yomango, es decir, a reapropiarse de lo que a uno le ha sido expropiado y pasar a la acción superando la maldición de la Generación X. </span><span class="style21"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span class="style21"><span style="font-size: 11pt;font-weight: normal;font-family: Arial"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">ESTATALISMO NEOLIBERAL Y UNIVERSIDAD-EMPRESA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Habitualmente se suele decir que el neoliberalismo no es otra cosa que el vaciamiento del Estado (de Bienestar) y el desplazamiento de sus cometidos y funciones hacia las grandes empresas transnacionales. Esto es sólo una parte de la verdad. El neoliberalismo no sólo supone una subsunción del Estado en la corporación transnacional sino también un nuevo regimen de gubernamentalidad fuertemente estatalista. Naomi Klein ha dado buena cuenta de ello en su <em>bestseller</em> <em>La doctrina del shock</em>.<a name="_ednref14" href="#_edn14"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> A propósito de América Latina o el Sureste Asiático, dos de los principales laboratorios neoliberales, sostiene que tal regimen económico tan sólo fue posible a costa de aplastar la resistencia bajo formas autoritarias o incluso dictatoriales. Pinochet en Chile, las dictaduras argentinas o uruguayas, Panamá con y después de Noriega, la Indonesia de Suharto, todos ellos conforman una galaxia de ejemplos iluminadores. En otras zonas esta imposición no ha requerido medidas tan extremas, pero tampoco ha podido efectuarse sin una serie de recortes de libertad y endurecimientos de los códigos penales, creando una Cultura del Miedo, utilizando para ello los estereotipos en torno a los migrantes, los homosexuales, los yonquis o los terroristas para crear así chivos expiatorios con los cuales justificar una serie de medidas impositivas que finalmente atañen al conjunto de la población. Este es el caso de la Italia en la cual vuelve a eclosionar hoy el movimiento de la multitud en institutos y universidades. Tras el derrumbamiento del gobierno Prodi, con la vuelta de Berlusconi han sido implementada una durísima política, primero contra los migrantes, y ahora para privatizar las universidades. Estas imposiciones han sido precedidas por la promulgación de un nuevo regimen de opresión muy visible. Roma está completamente tomada por miles de policías y miles de carabinieri armados con metralletas. Mientras paseas delante del Coliseo y la Piazza Navona ves pasar una y otra vez autobuses militares y cuadrillas haciendo patrulla. A pesar de su desaprobación por parte los organismos internacionales, los militares han tomado la calles, según Berlusconi con el fin de combatir distintos delitos y para tratar con las cuestiones relacionadas con las “materias en inmigración”. También han sido presentadas como una ayuda a la <em>guerra contra el terrorismo</em>. De esta manera, mientras los militares son utilizados para reducir a los migrantes y patrullan las calles temerosos de Al Qaeda, una red conocida por su pericia a la hora de convertir aviones en armas de destrucción masiva, estos mismos aviones, en los que llega el capital turístico, sobrevuelan paradójicamente las cúpulas del Vaticano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">El neoliberalismo tampoco es una mera desregulación de la economía, como los socialdemócratas nostálgicos del <em>Wellfare State</em> desearían creer. Más bien significa un desplazamiento y una desviación de las medidas proteccionistas y del regimen de subsidios y subvenciones que caracterizaba el <em>Wellfare State </em>(Estado de Bienestar). Las medidas recaudatorias con la que la Social Democracia welfarista robustecía los presupuestos del Estado, para idealmente redistribuirlos socialmente a través del gasto público, ahora se destinan a las<span> </span>Empresas. Las medidas proteccionistas con las que el <em>Wellfare</em> intentaba fortalecer la economía nacional son ahora desviadas con el fin de empoderar y asegurar la dinámica de las grandes corporaciones. El neoliberalismo se trata de nuevo modo de proteccionismo y subsidio dedicado a proteger estatal y transnacionalmente (con la OMC, el FMI, el Banco Mundial, el G8, y ahora el G-20) y subvencionar a las grandes empresas multinacionales. La masiva “subvención” que otorgó Bush en septiembre de 2008 a las entidades financieras en crisis no se trata de ninguna excepción a la regla, sino de un ejemplo más del nuevo proteccionismo neoliberal. Las ayudas a las empresas para contratar a distintos “grupos de riesgo” laboral (mujeres, jóvenes, discapacitados, etc.) expresan este <em>modus operandi</em> neoliberal con el cual el Estado, con dinero público, subvenciona a las empresas ofreciéndoles un conjunto de trabajadores temporales y baratos (becarios, etc.) acompañados por distintos incentivos empresariales. En este punto no hay grandes diferencias entre la derecha y la social-democracia europea actual. Tanto el PP como el PSOE funcionan de la misma manera. No hay que olvidar que fue el propio PSOE quién legalizó el regimen de las Empresas de Trabajo Temporal y comenzó la vertiginosa reducción de los subsidios por desempleo, y en su lugar potenció los subsidios a las grandes empresas para hacerse con trabajadores baratos en prácticas. Fue también el PSOE quien, en consonancia con el ideario del PP, sigue ampliando estas medidas de proteccionismo y subsidio neoliberal a las grandes corporaciones, con la excusa de la ayuda a los jóvenes, las mujeres, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">La traducción al mundo universitario de las lógicas neoliberales hasta aquí expuestas se plasma en lo siguiente: el camino hacia una financiarización ya no sólo de la economía “doméstica” de los trabajadores sino también del estudiantado (en el futuro, atado con el Plan Bolonia a créditos suministrados por las grandes Bancas); creación de un nuevo tipo de universidad, la Universidad-Empresa, y financiarización de esta universidad (socavada su autonomía a través de la participación empresarial con los mal-llamados “Consejos Sociales”); imposición del eufemismo “formación continua” como régimen de continua dependencia a la Academia y las Empresas (trabajo temporal, necesidad de pagar una especialización permanente, etc.); imposición de la figura del “trabajador en prácticas” como nueva forma de asegurar largos periodos de trabajadores gratuitos o casi gratuitos (bajos salarios con desgravación fiscal); tecnocratización de los estudios y transformación de la Universidad en una fábrica-empresa que suministre el tipo de trabajadores deseados por el modelo neoliberal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Con la LOU y con el Plan Bolonia se crea una nueva forma de gubernamentalidad universitaria neoliberal. Así como los planes de estudio se centralizan y verticalizan, y se redefinen en función de los requerimientos tecnocráticos, acontece lo mismo con el sistema de redistribución económica. El mundo de la investigación es un claro ejemplo. Con la reciente creación (tras la LOU, en el 2002) de la Agencia Nacional de Evaluación el modelo tatcherista avanza un paso. Bajo el regimen Tatcher se formaron agencias análogas. Su fin era redistribuir los presupuestos bajo el criterio de la eficiencia mercantil. Pero no se trataba simplemente de dinero: el corte de suministros al pensamiento crítico y el cercamiento de la resistencia eran perfilados como objetivos fundamentales. Con la excusa de la rentabilidad económica el gobierno Tatcher comandó una ofensiva contra una amplia gama de proyectos críticos y de izquierda en la universidad. Buen ejemplo de ello sería el proceso de acose y derribo al que fue sometido el prestigioso Center of Contemporary Cultural Studies de Birmigham. Si catalogamos la apelación a la eficiencia como una <em>excusa</em> es por lo siguiente: en el contexto actual existe una demanda creciente de trabajadores sociales (para trabajar con los distintos grupos clasificados como “de riesgo”: migrantes, mujeres, jóvenes, etc.), sin embargo lo que se enfatiza es una serie de trabajos anti-sociales, anti-productivos, o para decirlo en los términos de Wark, que posibiliten las funciones de las clases vectoriales. En Sociología, por ejemplo, la apuesta no va en la dirección del trabajo social sino por crear sociólogos que asesoren a las empresas y los políticos a la hora de “vender la moto” (encuestas de mercado, encuestas de opinión de voto), es decir, la fabricación de trabajadores que aseguren el funcionamiento de la gubernamentalidad (en las mascaradas mediáticas de la representación política) y de las grandes corporaciones (en las mascaradas publicitarias). Con ello se ve reducida la oferta de créditos que puedan plantear un pensamiento crítico, y formar profesionales para trabajos sociales, en virtud de una implementación de créditos de materias técnicas enfocados a la producción de trabajos de asistencia a las clases vectoriales. En otro orden de cosas, la misma lógica puede ser rastreada en la redistribución presupuestaria y los recortes económicos a las disciplinas académicas que no parecen encajar con los requerimientos del empresariado neoliberal (Historia, Filosofía, Antropología, Humanidades, Filología, etc.). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">En este sentido la LOU y el Plan Bolonia pueden ser leídas como la generalización de aquello con lo que se había experimentado durante la era Tatcher. Pero los experimentos neoliberales son implementados en la universidad ahora que el propio neoliberalismo entra en crisis. Y entra en crisis por dos motivos. Como señala el economista Andrea Fumagalli, el neoliberalismo jamás ha sido capaz de estabilizarse. El lapso de tiempo entre crisis y crisis se ha reducido sustancialmente con su llegada al poder (en los últimos años: crisis de los Tigres Asiático, crisis de la New Economy, crisis argentina, crisis financiera global, etc.).<a name="_ednref15" href="#_edn15"><span class="MsoEndnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La segunda razón tiene que ver con el auge de las resistencias. La Batalla de Seattle no fue más que el pistoletazo de salida mediático de un movimiento que desde la insurgencia zapatista contra el neoliberalismo no había parado de manifestarse. Este movimiento fue llamado “movimiento antiglobalización”, y fue reducido a una serie de contra-cumbres (Seattle, Praga, Barcelona, Génova… hasta llegar a la batalla de Rostock del año pasado). Sin embargo, el movimiento global contra el neoliberalismo no se agota en esta serie de eventos. Del mismo modo que las revueltas en Argentina o Filipinas del 2001 o las ingentes movilizaciones que en la India deben conceptualizarse como parte de este movimiento global, ha de hacerse lo mismo con todo el ciclo pasado de movilizaciones en el Estado Español (LOU, Prestige, huelgas generales, contra-cumbres contra la “Europa del Capital”, movimientos por la vivienda digna, etc.) y del cual las manifestaciones contra la guerra no serían sino el punto álgido de la movilización. Una movilización novedosa. El 15 de febrero del<span> </span>2003 se realizaba una manifestación global, en decenas de ciudades, que contra la guerra en Irak movilizaba a 100 millones de personas. Al día siguiente podía leerse en un titular del New York Times: “Una nueva superpotencia ha nacido: la opinión pública global”. Pero los cuerpos movilizados no son sólo “opinión” mediática, son también acción, y su acción no se limitó a tal día. Lo que estaba naciendo era un nuevo sujeto global, tremendamente plural, múltiple, ambivalente e incluso contradictorio. Esta carne monstruosa es lo que llamamos la Multitud. Es la misma que durante este tiempo se ha levantado contra la neoliberalización de la universidad, tanto en las luchas contra la LOU, como contra el Contrato de Primer Empleo francés, o contra el Plan Bolonia. Es en este mismo proceso que en América del Sur, uno de los principales laboratorios del neoliberalismo, se han levantado las multitudes indigenistas y piqueteras poniendo en jaque el proyecto neoliberal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: Arial">Por multitud entendemos un sujeto político anómalo. Durante la modernidad el sujeto se pensó en términos de unidad y coherencia: el Pueblo, la Voluntad General y el Soberano, el proletariado moldeado coherentemente por la vanguardia y unificado por el Estado. En los albores del pensamiento político moderno Spinoza contraponía el concepto hobbesiano de Pueblo al concepto largamente denigrado de la Multitud. El Pueblo es ese cuerpo político que puede ser reducido al Uno mediante el acto de la representación (en el soberano, en la Voluntad General, etc.). La Multitud, por el contrario, formaba su común sin pasar por la reducción. Si en el pensamiento político de Hobbes el estado debía unificar los intereses contradictorios de los muchos, y si en el pensamiento de Hegel debía hacerlo canalizando la reducción unitaria de la multiplicidad hacia el estado pasando por el filtro de las instituciones de la sociedad civil, en la política de movimiento de la multitud se afirma la democracia en la multiplicidad. Esta democracia se torna así expresiva, subvirtiendo los principios unitarios de la representación política. La forma expresiva de la multitud coincide a su vez con la producción de la clase creativa precarizada. Ambas, producción y política, subvierten los distintos encauzamientos de las políticas representativas y capitalistas: se manifiestan como un ejercicio directamente colectivo, expresivo, irreductible a la unidad, que establece como <em>a priori</em> para la producción del común la perseverancia de la multiplicidad. Esto es lo que está en juego en las movilizaciones universitarias. Esta es la posibilidad que vuelven a abrir, y de la cual se puede extraer un nuevo programa, más allá del neoliberalismo y de la nostalgia wellfarista, un reconocimiento de la creatividad y sus captores, y un rechazo de la precarización en tanto que chantaje, que produzca el común más allá y más acá de las instituciones afirmando a la clase ontológica y políticamente creativa como clase sita en el juego de los antagonismos.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial"> </span></p>
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<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="edn1">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn1" href="#_ednref1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Tomo esta fórmula en correspondencia con los análisis de la forma y expresión antagonista desarrollados por el Colectivo Situaciones a propósito de la insurrección que estaba teniendo lugar en Argentina mientras en el Estado Español tenían lugar las movilizaciones contra la LOU. Colectivo Situaciones.<em>. Argentina Apuntes para el nuevo protagonismo social.</em> Virus. Barcelona, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn2">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn2" href="#_ednref2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Chuck Palahniuk. <em>Club de Lucha.</em> El Aleph, Barcelona, 2003. Pags. 170 y 190.</span></p>
</div>
<div id="edn3">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn3" href="#_ednref3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Friedrich Nietzsche. <em>La genealogía de la moral.</em> Tecnos. Madrid, 2007.</span></p>
</div>
<div id="edn4">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn4" href="#_ednref4"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase, Paolo Virno. <em>Gramática de la multitud.</em> Traficantes de Sueños. Madrid, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn5">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn5" href="#_ednref5"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase, Antonio Negri y Michael Hardt. <em>Multitud. Guerra y democracia en la era del imperio</em>. Debolsillo. Barcelona, 2006.</span></p>
</div>
<div id="edn6">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn6" href="#_ednref6"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Richard Florida. </span><em><span style="font-family: Arial">The rise of creative class.</span></em><span style="font-family: Arial"> Basic Books. New York, 2003.</span></p>
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<div id="edn7">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn7" href="#_ednref7"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Michel Foucault. <em>Nacimiento de la biopolítica.</em> Fondo de Cultura Económica. Buenos Aires, 2007.</span></p>
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<div id="edn8">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn8" href="#_ednref8"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> McKenzie Wark. <em>Un manifiesto hacker.</em> Alpha Decay. Barcelona, 2006.</span></p>
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<div id="edn9">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn9" href="#_ednref9"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Naomi Klein. <em>No logo. El poder de las marcas.</em> Paidós. Barcelona, 2002.</span></p>
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<div id="edn10">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn10" href="#_ednref10"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Alberto Nicola, Venedetto Vecchi y Gigi Roggero. “Contra la clase creativa” en<span> </span>Transform, <em>Producción cultural y prácticas instituyentes</em>. Traficantes de Sueños. Madrid, 2008.</span></p>
</div>
<div id="edn11">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn11" href="#_ednref11"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Franco Berardi. <em>La fábrica de la infelicidad.</em> Traficantes de Sueños. Madrid, 2003.</span></p>
</div>
<div id="edn12">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn12" href="#_ednref12"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase&nbsp;<a href="http://www.yomango.net/</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://www.yomango.net/</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://www.yomango.net/</span></p>
<p></a></p>
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<div id="edn13">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn13" href="#_ednref13"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Véase&nbsp;<a href="http://polaris.moviments.net:8000/es/crisi</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://polaris.moviments.net:8000/es/crisi</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://polaris.moviments.net:8000/es/cri&#8230;</a></p>
</div>
<div id="edn14">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn14" href="#_ednref14"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Naomi Klein. <em>La doctrina del shock.</em> Paidós. Barcelona, 2007.</span></p>
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<div id="edn15">
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align: justify"><a name="_edn15" href="#_ednref15"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: Arial"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt;font-family: Arial">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-family: Arial"> Andrea Fumagalli. <em>Bioeconomia e capitalismo cognitivo</em>. Carocci. Roma, 2007</span></p>
</div>
</div>
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		<title>[es] Desde las facultades ocupadas de “La Sapienza” de Roma, desde la universidad movilizada.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 16:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cognitaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=82</guid>
		<description><![CDATA[<p>Convocatoria nacional, Roma 22/10/2008</p>
<p>A las facultades movilizadas, a las estudiantes y a los estudiantes, a los estudiantes de doctorado, a los precarios de la investigación.</p>
<p>&#8220;Nosotros no pagaremos la crisis&#8221;, es con este eslogan que hace pocas semanas hemos empezado las movilizaciones dentro de la universidad &#8220;La Sapienza&#8221; de Roma. Un eslogan sencillo pero a la vez claro: la crisis global es crisis del mismo capitalismo, de la especulación financiera e inmobiliaria, de un sistema sin reglas ni derechos, de gerentes de empresas sin escrúpulos; esta crisis no puede recaer sobre la formación, desde la escuela hasta la universidad, la sanidad, los contribuyente en general. El eslogan se ha vuelto famoso, corriendo rápido de boca en boca, de ciudad en ciudad.<span id="more-82"></span> Desde los estudiantes hasta los precarios, desde el mundo del trabajo hasta el de la investigación, nadie quiere pagar la crisis, nadie quiere socializar las pérdidas, en una situación en la que la riqueza ha sido dividida entre pocos, poquísimos, durante años.</p>
<p>Precisamente el contagio que se ha difundido estas semanas, la multiplicación de las movilizaciones en las escuelas, en las universidades, en las ciudades, es el que debe haber suscitado mucho miedo. Se sabe que el perro asustado muerde, así que la reacción del presidente Berlusconi no se ha hecho esperar: &#8220;policía en las universidades y las escuelas ocupadas&#8221;, &#8220;eliminar la violencia del país&#8221;. Justo ayer Berlusconi había declarado que quería aumentar las ayudas a los bancos y hacer que el estado y los gastos públicos fueran los garantes en última instancia de los préstamos a las empresas: en una palabra, recortes en la formación, menos recursos para los estudiantes, recortes en la sanidad, pero dinero para las empresas, para los bancos, para los particulares. Nos preguntamos entonces dónde está la violencia: ¿es violenta una ocupación o en cambio es violento un gobierno que impone la ley 133 y el decreto Gelmini, pasando de cualquiera discusión parlamentaria? ¿Es violento el disenso o los que quieren ahogarlo con la policía? ¿Es violento el que se moviliza en defensa de la universidad y de la escuela pública o los que tienen intención de eliminarlas para favorecer a los intereses económicos de pocos? La violencia está de la parte del gobierno Berlusconi; al otro lado, en las facultades y en las escuelas ocupadas, está la alegría y la indignación de los que luchan por su futuro, de los que no se conforman con ser arrinconados o constringidos a callarse, de los que quieren ser libres.</p>
<p>Nos han dicho que sólo sabemos decir que no, que no tenemos propuestas. Nada más fuera de la realidad: las mismas ocupaciones y asambleas de estos días están construyendo una nueva universidad, una universidad hecha de conocimiento, pero también de socialidad, de cultura pero también de información, de conciencia. Estudiar es imprescindible para nosotros, por eso consideramos las protestas indispensables: ocupar para hacer que la universidad pública viva, disentir para poder seguir estudiando o investigando. Muchas cosas en la universidad y en las escuelas tienen que ser modificadas, pero lo que es seguro es que los cambios no pueden conseguirse a través de la de-financiación. Cambiar la universidad significa aumentar los recursos, sustentar la investigación, calificar los procesos de formación, garantizar la movilidad (desde el estudio hasta la investigación, desde la investigación hasta la docencia). En cambio la de-financiación solo tiene un objectivo: transformar las universidades en fundaciones privadas, decretar el fin de la universidad pública.</p>
<p>El plan está claro, los instrumentos también: la ley 133 ha sido aprobada durante el mes de agosto y frente al disenso de decenas de millares de estudiantes se reclama la policía. Este gobierno quiere destruir la democracia, por medio del miedo, por medio del terror. Pero hoy, desde &#8220;La Sapienza&#8221; movilizada y desde las facultades ocupadas decimos que nosotros no tenemos miedo y que desde luego no daremos marcha atrás. Más bien es nuestra intención hacer que el gobierno retroceda: ¡no pararemos de luchar hasta que la ley 133 y el decreto Gelmini no sean retirados! Y esta vez iremos hasta el final, no queremos perder, no queremos bajar la cabeza frente a tanta arrogancia. Por eso invitamos a todas las facultades movilizadas del país a hacer lo mismo: ¡quieren atacar las ocupaciones, entonces que ocupen otras mil escuelas y facultades!</p>
<p>Además, después del extraordinario éxito de la huelga y de las manifestaciones del 17 de octubre, convocados por los sindicatos de base, creemos que ha llegado el momento de dar una respuesta unitaria y coordinada en las plazas de nuestras ciudades. Proponemos dar vida a dos encuentros nacionales: el viernes 7 de noviembre un día de movilización con manifestaciones en todas las ciudades y el viernes 14 de noviembre en Roma una gran manifestación nacional del mundo de la formación, desde la universidad hasta la escuela, el mismo día en el que los sindicatos confederales han decretado la huelga de la universidad, día que hay que construir desde la base y viendo como protagonistas a los estudiantes, a los investigadores y a los profesores movilizados. De la misma manera consideramos útil aprovechar, con nuestras maneras de manifestar y con nuestros argumentos, de la huelga general de la escuela convocada por los sindicatos confederales para el 30 de octubre.</p>
<p>Lo que está pasando en estos días refleja una movilización extraordinaria, potente, rica. Una nueva ola, una ola anómala que no tiene intención de pararse, al contrario, quiere ganar. ¡Hagamos crecer  la ola, hagamos crecer las ganas de luchar! Pretenden que seamos idiotas y resignados, ¡pero nosotros somos inteligentes y activos y nuestra ola irá lejos!</p>
<p>Desde las facultades ocupadas de &#8220;La Sapienza&#8221; de Roma, desde la universidad movilizada.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Convocatoria nacional, Roma 22/10/2008</p>
<p>A las facultades movilizadas, a las estudiantes y a los estudiantes, a los estudiantes de doctorado, a los precarios de la investigación.</p>
<p>&#8220;Nosotros no pagaremos la crisis&#8221;, es con este eslogan que hace pocas semanas hemos empezado las movilizaciones dentro de la universidad &#8220;La Sapienza&#8221; de Roma. Un eslogan sencillo pero a la vez claro: la crisis global es crisis del mismo capitalismo, de la especulación financiera e inmobiliaria, de un sistema sin reglas ni derechos, de gerentes de empresas sin escrúpulos; esta crisis no puede recaer sobre la formación, desde la escuela hasta la universidad, la sanidad, los contribuyente en general. El eslogan se ha vuelto famoso, corriendo rápido de boca en boca, de ciudad en ciudad.<span id="more-82"></span> Desde los estudiantes hasta los precarios, desde el mundo del trabajo hasta el de la investigación, nadie quiere pagar la crisis, nadie quiere socializar las pérdidas, en una situación en la que la riqueza ha sido dividida entre pocos, poquísimos, durante años.</p>
<p>Precisamente el contagio que se ha difundido estas semanas, la multiplicación de las movilizaciones en las escuelas, en las universidades, en las ciudades, es el que debe haber suscitado mucho miedo. Se sabe que el perro asustado muerde, así que la reacción del presidente Berlusconi no se ha hecho esperar: &#8220;policía en las universidades y las escuelas ocupadas&#8221;, &#8220;eliminar la violencia del país&#8221;. Justo ayer Berlusconi había declarado que quería aumentar las ayudas a los bancos y hacer que el estado y los gastos públicos fueran los garantes en última instancia de los préstamos a las empresas: en una palabra, recortes en la formación, menos recursos para los estudiantes, recortes en la sanidad, pero dinero para las empresas, para los bancos, para los particulares. Nos preguntamos entonces dónde está la violencia: ¿es violenta una ocupación o en cambio es violento un gobierno que impone la ley 133 y el decreto Gelmini, pasando de cualquiera discusión parlamentaria? ¿Es violento el disenso o los que quieren ahogarlo con la policía? ¿Es violento el que se moviliza en defensa de la universidad y de la escuela pública o los que tienen intención de eliminarlas para favorecer a los intereses económicos de pocos? La violencia está de la parte del gobierno Berlusconi; al otro lado, en las facultades y en las escuelas ocupadas, está la alegría y la indignación de los que luchan por su futuro, de los que no se conforman con ser arrinconados o constringidos a callarse, de los que quieren ser libres.</p>
<p>Nos han dicho que sólo sabemos decir que no, que no tenemos propuestas. Nada más fuera de la realidad: las mismas ocupaciones y asambleas de estos días están construyendo una nueva universidad, una universidad hecha de conocimiento, pero también de socialidad, de cultura pero también de información, de conciencia. Estudiar es imprescindible para nosotros, por eso consideramos las protestas indispensables: ocupar para hacer que la universidad pública viva, disentir para poder seguir estudiando o investigando. Muchas cosas en la universidad y en las escuelas tienen que ser modificadas, pero lo que es seguro es que los cambios no pueden conseguirse a través de la de-financiación. Cambiar la universidad significa aumentar los recursos, sustentar la investigación, calificar los procesos de formación, garantizar la movilidad (desde el estudio hasta la investigación, desde la investigación hasta la docencia). En cambio la de-financiación solo tiene un objectivo: transformar las universidades en fundaciones privadas, decretar el fin de la universidad pública.</p>
<p>El plan está claro, los instrumentos también: la ley 133 ha sido aprobada durante el mes de agosto y frente al disenso de decenas de millares de estudiantes se reclama la policía. Este gobierno quiere destruir la democracia, por medio del miedo, por medio del terror. Pero hoy, desde &#8220;La Sapienza&#8221; movilizada y desde las facultades ocupadas decimos que nosotros no tenemos miedo y que desde luego no daremos marcha atrás. Más bien es nuestra intención hacer que el gobierno retroceda: ¡no pararemos de luchar hasta que la ley 133 y el decreto Gelmini no sean retirados! Y esta vez iremos hasta el final, no queremos perder, no queremos bajar la cabeza frente a tanta arrogancia. Por eso invitamos a todas las facultades movilizadas del país a hacer lo mismo: ¡quieren atacar las ocupaciones, entonces que ocupen otras mil escuelas y facultades!</p>
<p>Además, después del extraordinario éxito de la huelga y de las manifestaciones del 17 de octubre, convocados por los sindicatos de base, creemos que ha llegado el momento de dar una respuesta unitaria y coordinada en las plazas de nuestras ciudades. Proponemos dar vida a dos encuentros nacionales: el viernes 7 de noviembre un día de movilización con manifestaciones en todas las ciudades y el viernes 14 de noviembre en Roma una gran manifestación nacional del mundo de la formación, desde la universidad hasta la escuela, el mismo día en el que los sindicatos confederales han decretado la huelga de la universidad, día que hay que construir desde la base y viendo como protagonistas a los estudiantes, a los investigadores y a los profesores movilizados. De la misma manera consideramos útil aprovechar, con nuestras maneras de manifestar y con nuestros argumentos, de la huelga general de la escuela convocada por los sindicatos confederales para el 30 de octubre.</p>
<p>Lo que está pasando en estos días refleja una movilización extraordinaria, potente, rica. Una nueva ola, una ola anómala que no tiene intención de pararse, al contrario, quiere ganar. ¡Hagamos crecer  la ola, hagamos crecer las ganas de luchar! Pretenden que seamos idiotas y resignados, ¡pero nosotros somos inteligentes y activos y nuestra ola irá lejos!</p>
<p>Desde las facultades ocupadas de &#8220;La Sapienza&#8221; de Roma, desde la universidad movilizada.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/27/es-desde-las-facultades-ocupadas-de-%e2%80%9cla-sapienza%e2%80%9d-de-roma-desde-la-universidad-movilizada/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></content:encoded>
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		<title>[es ] Democracia defectuosa</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 08:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=76</guid>
		<description><![CDATA[<p>Artigo publicado polo jornal <a href="http://diagonalperiodico.net/spip.php?article6597"><span style="font-style: italic;font-weight: bold">Diagonal</span></a>, nº 86, 2 de Outubro de 2008</p>
<p>Emplean los politólogos una expresión para referirse a un tipo de régimen que, teniendo un diseño constitucional homologable como democrático, adolece de vicios que le impiden establecerse como tal : grupos de presión influyentes, medios de comunicación que condicionan la deliberación, fuerzas armadas y policiales que violan el Estado de derecho, magistrados que lo toleran, etc. La expresión en cuestión, ‘democracia defectuosa’ (<span style="font-style: italic">defective democracy</span>), fue pensada para comprender los límites de la consolidación democrática más allá de la transición e instauración de un régimen. Aunque el caso español no es comparable a otros que son las encarnaciones empíricas de estas democracias defectuosas, hace años que se observa un desplazamiento en esa dirección. Pocos asuntos expresan mejor este problema que la que ha sido aquí la principal fisura constitucional : la organización territorial del Estado y la política de reconocimiento nacional ; ningún ejemplo más claro que el caso vasco. <span id="more-76"></span></p>
<p class="spip">En primer lugar, porque contrariamente a la mitificación de la Transición como un acuerdo cuasi perfecto entre élites, ampliamente refrendado por una aplastante mayoría social, el caso vasco cuestiona este momento fundacional para revelar el lado más sórdido del régimen. Lo hizo en los ‘80 cuando desveló el terrorismo de Estado de los GAL y volvió a hacerlo en los ‘90 cuando los dispositivos de control trasladaron su centro de gravedad de Intxaurrondo y Moncloa a la Audiencia Nacional y los medios de comunicación ; lo sigue demostrando en la actualidad con la ilegalización de medios de comunicación y organizaciones políticas o la privación de derechos a ciudadanos vascos bajo un discurso jurídico que habla un lenguaje tan cuestionable en términos democráticos como lo es el de la “contaminación” (caso de la ilegalización total o parcial de listas) o el “equivalente funcional” (así, ahora, la ilegalización del PCTV o ANV).</p>
<p class="spip">La fundamentación de la jurisprudencia en hipótesis incompatibles con la presunción de inocencia (“todo el entorno es ETA”) o la acumulación de penas para su sucesivo cumplimiento a la manera de la Doctrina Parot son indicadores que habrían de escandalizar a la opinión de una democracia consolidada en lugar de ser azuzados por los medios. 30 años después de la instauración de este régimen, la anomalía vasca demuestra una persistente resistencia, a pesar de las mutaciones experimentadas. Lo más preocupante es la inmovilidad de los actores políticos y el ambiente mediático de satisfacción con una situación de vuelta a una “normalidad” capaz de conseguir la unanimidad de los partidos bajo la consigna del “creemos en la libertad y en la democracia consagradas en la Constitución”.</p>
<p class="spip">Detrás de este consenso encontramos una doble clave a considerar si queremos comprender posibles desarrollos : por una parte, la unanimidad de la clase política frente a la muerte refleja una mutación de la soberanía acorde al paso de las sociedades disciplinarias a las sociedades de control (el caso de De Juana marca aquí, a la manera de un agambeniano <span style="font-style: italic">homo sacer</span>, la imposibilidad de aceptar la muerte ni la libertad del enemigo a fin de asegurar el orden político) ; por otra, el agotamiento de una Constitución formal, la de 1978, y su régimen político, incapaz de producir los espacios de disenso pluralista y reconocimiento necesarios para una solución negociada. Así las cosas, no parece que de aquí a un futuro inmediato se vaya a invertir la tendencia.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado polo jornal <a href="http://diagonalperiodico.net/spip.php?article6597"><span style="font-style: italic;font-weight: bold">Diagonal</span></a>, nº 86, 2 de Outubro de 2008</p>
<p>Emplean los politólogos una expresión para referirse a un tipo de régimen que, teniendo un diseño constitucional homologable como democrático, adolece de vicios que le impiden establecerse como tal : grupos de presión influyentes, medios de comunicación que condicionan la deliberación, fuerzas armadas y policiales que violan el Estado de derecho, magistrados que lo toleran, etc. La expresión en cuestión, ‘democracia defectuosa’ (<span style="font-style: italic">defective democracy</span>), fue pensada para comprender los límites de la consolidación democrática más allá de la transición e instauración de un régimen. Aunque el caso español no es comparable a otros que son las encarnaciones empíricas de estas democracias defectuosas, hace años que se observa un desplazamiento en esa dirección. Pocos asuntos expresan mejor este problema que la que ha sido aquí la principal fisura constitucional : la organización territorial del Estado y la política de reconocimiento nacional ; ningún ejemplo más claro que el caso vasco. <span id="more-76"></span></p>
<p class="spip">En primer lugar, porque contrariamente a la mitificación de la Transición como un acuerdo cuasi perfecto entre élites, ampliamente refrendado por una aplastante mayoría social, el caso vasco cuestiona este momento fundacional para revelar el lado más sórdido del régimen. Lo hizo en los ‘80 cuando desveló el terrorismo de Estado de los GAL y volvió a hacerlo en los ‘90 cuando los dispositivos de control trasladaron su centro de gravedad de Intxaurrondo y Moncloa a la Audiencia Nacional y los medios de comunicación ; lo sigue demostrando en la actualidad con la ilegalización de medios de comunicación y organizaciones políticas o la privación de derechos a ciudadanos vascos bajo un discurso jurídico que habla un lenguaje tan cuestionable en términos democráticos como lo es el de la “contaminación” (caso de la ilegalización total o parcial de listas) o el “equivalente funcional” (así, ahora, la ilegalización del PCTV o ANV).</p>
<p class="spip">La fundamentación de la jurisprudencia en hipótesis incompatibles con la presunción de inocencia (“todo el entorno es ETA”) o la acumulación de penas para su sucesivo cumplimiento a la manera de la Doctrina Parot son indicadores que habrían de escandalizar a la opinión de una democracia consolidada en lugar de ser azuzados por los medios. 30 años después de la instauración de este régimen, la anomalía vasca demuestra una persistente resistencia, a pesar de las mutaciones experimentadas. Lo más preocupante es la inmovilidad de los actores políticos y el ambiente mediático de satisfacción con una situación de vuelta a una “normalidad” capaz de conseguir la unanimidad de los partidos bajo la consigna del “creemos en la libertad y en la democracia consagradas en la Constitución”.</p>
<p class="spip">Detrás de este consenso encontramos una doble clave a considerar si queremos comprender posibles desarrollos : por una parte, la unanimidad de la clase política frente a la muerte refleja una mutación de la soberanía acorde al paso de las sociedades disciplinarias a las sociedades de control (el caso de De Juana marca aquí, a la manera de un agambeniano <span style="font-style: italic">homo sacer</span>, la imposibilidad de aceptar la muerte ni la libertad del enemigo a fin de asegurar el orden político) ; por otra, el agotamiento de una Constitución formal, la de 1978, y su régimen político, incapaz de producir los espacios de disenso pluralista y reconocimiento necesarios para una solución negociada. Así las cosas, no parece que de aquí a un futuro inmediato se vaya a invertir la tendencia.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/10/es-democracia-defectuosa/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manifesto contra da criminalizaçom da desobediência civil</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/</link>
		<comments>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 22:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Movimento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=73</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Amigo, amiga</strong></p>
<p>Ponhemo-nos em contacto contigo porque hoje, Jornada Internacional da Nom-violência, impulsamos umha campanha de solidariedade coas pessoas injustamente condeadas em Dezembro de 2007 na peça “desobediência civil” do macro-sumário 18/98. Como pessoas que participamos do movimento pola paz e anti-militarista, que temos praticado e praticaremos a desobediência civil, consideramos oportuno e mais que nunca necessário fazer pública a nossa postura solidária.<span id="more-73"></span></p>
<p>A campanha extenderá-se até o vindeiro mes de Janeiro e pretendemos que reciba o maior número possível de adesons: tanto das pessoas que participarom da insumisión, dos e das que tomades parte no movimento pola paz e de qualesquer organizaçom ou pessoa que se una para erguer a voz perante esta injustiça.</p>
<p><strong>Contamos contigo tambem. Graças por adiantado. Manteremos-vos informados.<br />
O Grupo impulsor.</strong></p>
<p>Atoparedes toda a informaçom da iniciativa em <a href="http://desobediencia1898.wordpress.com/">http://desobediencia1898.wordpress.com</a><br />
Para aderirse ou recibir mais informaçom: &nbsp;<a href="mailto:desobediencia.1898@gmail.com" title="mailto:desobediencia.1898@gmail.com">desobediencia.1898 at gmail.com</a></p>
<p><strong>Em defessa da desobediência civil</strong></p>
<p>Nós, insubmissos -condeados, processados ou declarados- ao erradicado serviço militar obrigatório; co apoio decidido das entidades de referência do movimento pacifista e anti-militarista; e coa solidariedade das organizaçons e pessoas aderidas ao presente manifesto,</p>
<p>Queremos trasladar, hoje, 2 de Outubro, Dia Internacional da Nom-violência que:</p>
<p>• Amosamos a nossa mais profunda indignaçom polas penas de 9 e 10 anos de cadea à que tenme sido condeados, injustamente, nove cidadans bascos acusados de promover a desobediência civil no marco do macro-sumário 18/98. E fazemo-lo desde a defessa da desobediência civil que promovemos, temos promovido e seguiremos a promover.</p>
<p>• Mais umha vez ainda, e de acordo coas conclusons precissas do informe da Comissom de Defessa do Colégio de Advogados de Barcelona, temos que constatar que o processo de instruçom, enjuizamento e condea na Audiência Nacional nom respetou as mínimas garantias jurídicas fundamentais esigíveis, como assi o certificou também a Comissom Internacional de Observaçom do processo, integrada por 300 juristas.</p>
<p>• Constatar que a desobediência civil é una prática política consubstancial às democracias avançadas e profundamente radicada na nom-violência. No presente caso, e num contexto de conflito enquistado, esta condea pretende abortar alternativas de transformaçom social, criminalizando práticas políticas antagônicas coa violência. A desobediência civil que nasce da responsabilidade pessoal assumiu sempre todas as conseqüências penais que lhe puderam corresponder. Pero misturar soez e deliberadamente desobediência civil e terrorismo nom favorece para nada um sistema de liberdades próprio de um sistema democrático.</p>
<p>Por estes motivos, solicitamos aos magistrados do Tribunal Supremo que revisam o recurso à sentência:</p>
<p><strong>A livre absoluçom de todas as pessoas processadas na peça ‘Desobediência Civil’ do sumário 18/98</strong></p>
<p><strong>Barcelona, a 2 de Outubro de 2008<br />
Dia Internacional da Nom-violência</strong></p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/10/02/manifesto-contra-da-criminalizacom-da-desobediencia-civil/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Amigo, amiga</strong></p>
<p>Ponhemo-nos em contacto contigo porque hoje, Jornada Internacional da Nom-violência, impulsamos umha campanha de solidariedade coas pessoas injustamente condeadas em Dezembro de 2007 na peça “desobediência civil” do macro-sumário 18/98. Como pessoas que participamos do movimento pola paz e anti-militarista, que temos praticado e praticaremos a desobediência civil, consideramos oportuno e mais que nunca necessário fazer pública a nossa postura solidária.<span id="more-73"></span></p>
<p>A campanha extenderá-se até o vindeiro mes de Janeiro e pretendemos que reciba o maior número possível de adesons: tanto das pessoas que participarom da insumisión, dos e das que tomades parte no movimento pola paz e de qualesquer organizaçom ou pessoa que se una para erguer a voz perante esta injustiça.</p>
<p><strong>Contamos contigo tambem. Graças por adiantado. Manteremos-vos informados.<br />
O Grupo impulsor.</strong></p>
<p>Atoparedes toda a informaçom da iniciativa em <a href="http://desobediencia1898.wordpress.com/">http://desobediencia1898.wordpress.com</a><br />
Para aderirse ou recibir mais informaçom: &nbsp;<a href="mailto:desobediencia.1898@gmail.com" title="mailto:desobediencia.1898@gmail.com">desobediencia.1898 at gmail.com</a></p>
<p><strong>Em defessa da desobediência civil</strong></p>
<p>Nós, insubmissos -condeados, processados ou declarados- ao erradicado serviço militar obrigatório; co apoio decidido das entidades de referência do movimento pacifista e anti-militarista; e coa solidariedade das organizaçons e pessoas aderidas ao presente manifesto,</p>
<p>Queremos trasladar, hoje, 2 de Outubro, Dia Internacional da Nom-violência que:</p>
<p>• Amosamos a nossa mais profunda indignaçom polas penas de 9 e 10 anos de cadea à que tenme sido condeados, injustamente, nove cidadans bascos acusados de promover a desobediência civil no marco do macro-sumário 18/98. E fazemo-lo desde a defessa da desobediência civil que promovemos, temos promovido e seguiremos a promover.</p>
<p>• Mais umha vez ainda, e de acordo coas conclusons precissas do informe da Comissom de Defessa do Colégio de Advogados de Barcelona, temos que constatar que o processo de instruçom, enjuizamento e condea na Audiência Nacional nom respetou as mínimas garantias jurídicas fundamentais esigíveis, como assi o certificou também a Comissom Internacional de Observaçom do processo, integrada por 300 juristas.</p>
<p>• Constatar que a desobediência civil é una prática política consubstancial às democracias avançadas e profundamente radicada na nom-violência. No presente caso, e num contexto de conflito enquistado, esta condea pretende abortar alternativas de transformaçom social, criminalizando práticas políticas antagônicas coa violência. A desobediência civil que nasce da responsabilidade pessoal assumiu sempre todas as conseqüências penais que lhe puderam corresponder. Pero misturar soez e deliberadamente desobediência civil e terrorismo nom favorece para nada um sistema de liberdades próprio de um sistema democrático.</p>
<p>Por estes motivos, solicitamos aos magistrados do Tribunal Supremo que revisam o recurso à sentência:</p>
<p><strong>A livre absoluçom de todas as pessoas processadas na peça ‘Desobediência Civil’ do sumário 18/98</strong></p>
<p><strong>Barcelona, a 2 de Outubro de 2008<br />
Dia Internacional da Nom-violência</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>[ es ] El filósofo y el político</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/es-el-filosofo-y-el-politico/</link>
		<comments>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/es-el-filosofo-y-el-politico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=71</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Una nota sobre el particular europeísmo Toni Negri</strong></p>
<p>Raimundo Viejo Viñas (<a href="http://raimundoviejovinhas.blogspot.com/2008/09/es-el-filsofo-y-el-poltico.html">ubicaçom original</a>)</p>
<p>El periódico <span style="font-weight: bold;font-style: italic"><a href="http://diagonalperiodico.net/">Diagonal</a> </span>viene de publicar, en la siempre certera traducción de Raúl Sánchez Cedillo, un artículo de Toni Negri en el vuelve sobre la &#8220;cuestión europea&#8221; un par de años después de que su posición, explícita y heréticamente favorable al <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Tratado_por_el_que_se_establece_una_Constituci%C3%B3n_para_Europa"><span style="font-weight: bold">Tratado por el que se establece una Constitución para Europa</span></a>, causara gran revuelo en las filas &#8220;bienpensantes&#8221; de la extrema izquierda. Pero si por aquel entonces las palabras de Toni Negri nos habían sorprendido y la comprensión de sus argumentos nos había estimulado enormemente a salir de ciertos esquemas preconcebidos (algo que siempre será muy de agradecer), en esta ocasión llueve ya sobre mojado. Estaría uno incluso tentado de sacar a relucir aquello de que la Historia, cuando se repite, la primera vez lo hace como drama y la segunda como farsa, pero nada más lejos de la intención de estas líneas que procurar satisfacción a las cabezas de socialización marxiana con los ecos identitarios de nuestro discurso.<br />
<span id="more-71"></span><br />
Así pues, los argumentos del filósofo nos llegan ahora precedidos de su actuación al servicio de socialistas y verdes franceses en la contienda electoral del referéndum de 2005 (cosas peores se han visto en la sociedad del espectáculo, todo sea dicho) y de la efectuación poco virtuosa de una potencia política otrora algo más formidable de lo que hoy gracias a su meritoria trayectoria militante e intelectual. Me gustaría aprovechar, por lo tanto, esta ocasión para sacar a la luz algunas consideraciones que en aquel otro momento, al hilo del debate sobre el TCE, permanecieron sin desarrollarse en mi ámbito deliberativo activista más inmediato y cotidiano; y esto tanto más por cuanto que, siguiendo la iniciativa de mi gran amigo e interlocutor impenitente, <a href="http://joaoluc.blogspot.com/"><span style="font-weight: bold">JoaoLuc</span></a>, y el ejemplo de su post <a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/09/negri-strikes-back.html"><span style="font-weight: bold">Negri strikes back</span></a>, me ha parecido oportuno trasladar a la blogosfera algunas de las ideas de estos últimos años de controversia, recombinación y desarrollo argumental en nuestro común.</p>
<p>A la vista de lo que ha sido la experiencia que nos trae hasta el momento actual, quizás sea conveniente comenzar por ubicar al lector respecto a los planteamientos de uno, a fin de intentar evitar malos entendidos posteriores. Seguidamente expresaré algunas divergencias de fondo, importantes a mi modo de ver, pero formuladas sobre algunas premisas que creo compartir con el propio Negri. No se trata, por lo tanto, de escribir en clave de &#8220;Anti-Negri&#8221; (a la manera del <span style="font-style: italic;font-weight: bold">Anti-Dühring</span>) con el objeto de afirmarse en una pureza identitaria de la izquierda&#8221;, pero tampoco es cuestión de ser más papista que el Papa.</p>
<p>En términos metodológicos nos situamos más bien en el disenso proliferante de la diferencia que difiere a partir de una matriz común. Después de todo, nada nos parece más pobre intelectualmente que el ejercicio autorreferencial (cuando no directamente derivado de una cierta y obsoleta escolástica marxista) propio de quienes parten de supuestos epistémicos, metodológicos y teóricos incompatibles a fin de vanagloriarse, ¡por fin!, de las (supuestas) audiencias recuperadas tras la tremenda frustración de las envidias vividas por el éxito de obras como <span style="font-weight: bold;font-style: italic">Imperio </span>o <span style="font-style: italic;font-weight: bold">Multitud</span>. Más aún cuando las respuestas más inteligentes que se hayan podido ofrecer en este sentido son tan pobres y fácilmente rebatibles como cierto pasaje infumable del intelectual orgánico de la LCR francesa, Daniel Bensaïd, intitulado <a href="http://www.herramienta.com.ar/modules.php?op=modload&amp;%20name=News&amp;file=article&amp;sid=298"><span style="font-weight: bold">clases, plebes y multitudes</span></a>. De otros nombres más o menos autoerigidos como encarnizados defensores de los cuatro ideologemas marxianos de turno, al estilo de Borón, Katz o Kohan, mejor ni hablamos (quizás algo, implícitamente, de aportaciones críticas procedentes de otras &#8220;herejías&#8221; como las de <a href="http://www.wildcat-www.de/zirkular/40/z40wrigh.htm"><span style="font-weight: bold">Steven Wright</span></a> o <a href="http://www.wildcat-www.de/material/rhe8holl.htm"><span style="font-weight: bold">John Holloway</span></a>).</p>
<p>En cualquier caso, la prueba de la precaria resonancia de todos los argumentos sectarios más o menos neotrotskistas en los activistas de la última ola de movilizaciones es su peor juez y la realidad política posterior al No francés, con un Sarkozy aupado a la presidencia, la evidencia palmaria de los límites de una comprensión anclada categorialmente en la soberanía moderna del Estado nacional. Así demuestra Bensaïd, por ejemplo, su incapacidad de comprender las implicaciones de la globalización desde una perspectiva constituyente:</p>
<p>«<span>(&#8230;) </span><span style="font-style: italic">en un mundo donde los elementos emergentes de un derecho cosmopolita siguen estando subordinados a un derecho internacional todavía fundado esencialmente sobre las relaciones interestatales, es difícil deshacerse completamente de la noción de soberanía sin hipotecar la posibilidad misma de una legitimidad opuesta a la potencia &#8220;sin fronteras&#8221; de los mercados</span>».)</p>
<p>La incapacidad para pensar globalmente es manifiesta y el resistencialismo que entiende el Estado nacional como única apoyatura posible para desplegar la política del movimiento, un mal congénito en el trotskismo y su teoría del cambio revolucionario fundado en la superación de la dualidad de poderes (así Trotsky en el capítulo XI de <span style="font-style: italic;font-weight: bold">La Historia de la Revolución Rusa</span>). Acierta plenamente Negri, por tanto, cuando afirma:</p>
<p>«<span style="font-style: italic">¿Debemos estar contentos por el hecho de que las fuerzas de la extrema izquierda hayan derrotado al proyecto de Constitución Europea? El ‘Nuevo Partido Anticapitalista’ de Besancenot y la ‘Linke’ alemana han hecho todo lo posible para que nos veamos en esta situación. Con ellos han actuado todas las minorías comunistas y trotskistas europeas.</span></p>
<p><span style="font-style: italic">Estos partidos y partidillos no han dejado de ser republicanos, corporativos y, cuando no lo son, consideran que sólo pueden reproducirse sobre una base nacional y que sólo dentro de esas dimensiones pueden construir un programa. En su oposición a la unidad europea se valen del carácter liberal de la (difunta) Constitución Europea. Algo que, evidentemente, es cierto</span>.»</p>
<p>Cabría precisar aquí, por una parte, de qué republicanismo estamos hablando (¿el de la derecha neogaullista? ¿quizás el de Philip Pettit, asesor de Zapatero? ¿tal vez el de Rancière?) y, por otra, reconocer que la Constitución de la UE (mejor que &#8220;Constitución Europea&#8221;) en rigor nunca fue tal. Para ser exactos, de hecho, más habría que decir &#8220;abortada&#8221; que &#8220;difunta&#8221;, toda vez que, siguiendo con las metáforas orgánicas, la Constitución de la UE más se parece a un <span style="font-style: italic">nasciturus</span> que nunca llegó a ver la luz (lo cual tampoco habría de extrañar a nadie que sepa que las constituciones siempre son hijas del poder constituyente y no del &#8220;constitucionalismo de diseño&#8221;).</p>
<p>A partir de este punto del artículo, sin embargo, el argumento de Negri se va oscureciendo de manera progresiva, precisamente a medida que se ha de confrontar con una praxis antagonista (difícil admitir al tribuno como repertorio de la acción colectiva). No va nada desviado <span style="font-style: italic">meu caro</span> JoaoLuc cuando sentencia rotundo: «<span style="font-style: italic">Negri fica paralisado perante a acção em política</span>». O peor todavía, cuando resulta que la parte más destacada de su acción política pública respecto al debate sobre el TCE consistió en compartir estrado con algunas de las figuras más destacadas del social-liberalismo galo (excúlpese aquí a Negri de la parte que corresponde a la sociedad del espectáculo, pero no de no saber las implicaciones de esta puesta en escena).</p>
<p><span style="font-weight: bold">[ nota:</span> en el intercambio que tiene lugar en paralelo sobre este mismo artículo, otro apreciado amigo e interlocutor de gran afinidad, Paco Baño, me recordaba argumentos semejantes a estos que yo he desarrollado, pensados en caliente para el debate de otrora :: desde aquí mi reconocimiento a su valiente respuesta titulada <a href="http://www.kaosenlared.info/noticia.php?id_noticia=9918"><span style="font-weight: bold">El si de Negri</span></a><span style="font-weight: bold"> ]</span></p>
<p>A estas alturas de mi argumento seguro que no falta quien, en el afán por justificar lo que es un evidente error táctico, recurre al conocido argumento de la negriana monstruosidad; especialmente si se trata de buena parte de quienes entre nosotros han salido a defender partidísticamente los argumentos de Negri sin el enjuiciamiento crítico imprescindible; y esto cuando no desde el más iletrado ideologicismo, a la manera de algún que otro &#8220;<span style="font-style: italic">condottiere</span>&#8221; del activismo barcelonés. Pues si bien desde Maquiavelo como poco, sabemos que la defensa de posiciones normativas en el terreno de las luchas concretas no es más que una necedad propia de insensatos y doctrinarios (y en esto Negri lleva toda la razón al criticar el simplismo del edípico No a la Constitución de papá Estado), no lo es menos intentar hacer pasar por buena cualquier práctica política y, a partir de ahí, acabar sumándose al coro de un Sí no mucho menos simplista (aunque en cuanto que Sí disidente siempre resulte menos exasperante que el No dogmático).</p>
<p>Al recordar ciertas imágenes de las intervenciones públicas de Negri por aquel entonces, no dejan de venírsele a uno a la cabeza las reflexiones de Paolo Virno sobre el cinismo y el oportunismo como tonalidades emotivas inevitables de la multitud. Sin lugar a dudas, actuar en el seno de la multitud postfordista aboca al abandono del drama obrero y la estética del realismo socialista. Pero ya puestos en las tonalidades emotivas, ¿acaso no sería más interesante ante los poderosos y sus audiencias del espectáculo pensar desde la ironía, más a la manera de Maquiavelo? La multitud, precisamente por su íntima relación con la fortuna, es voluble; su reacción ante la obscenidad proscénica del gesto cínico individual provoca desabrimiento en las demás singularidades que la integramos, y de ahí que reclame,<span style="font-style: italic"> </span>en sazón, a la <span style="font-style: italic">virtu</span>. A juzgar por los desarrollos posteriores de los acontecimientos, sin duda era otro el <span style="font-style: italic">kayrós </span>del debate constitucional europeo.</p>
<p>Llegado este punto quizás sea mucho más interesante, de hecho, contraponer lo que fue la posición al respecto de otro destacado nombre del post-<span style="font-style: italic">operaismo</span>: Franco Berardi, Bifo. Su lectura mucho más prudente y comedida, limitada a espacios deliberativos afines, y sin duda más libre y autónoma por cuanto que menos ligada al espectáculo de lo que los compromisos de Negri para con la política de la representación francesa (fundamentalmente con Cohn-Bendit y los Verdes galos), se podría identificar con el conocido ejemplo del <span style="font-weight: bold;font-style: italic">Bartleby </span>de Melville y el no menos afamado &#8220;poderío&#8221; (<span style="font-style: italic">posse</span>) de la fórmula con la que el escriba adoptaba sus posiciones: &#8220;preferiría no tener que&#8230;&#8221; (<span style="font-style: italic">I would prefer not to</span>&#8230;); posición ésta que, para la ocasión, hubiera venido a enunciarse en lo concreto como un &#8220;preferiría no tener que votar que Sí a la constitución europea&#8221;, única alternativa que hubiera servido a la actualización de la potencia en el contexto del antagonismo europeo y la particular coyuntura del movimiento. Después de todo, si como bien apunta Negri, en el mejor de los casos la Constitución resultante de la aprobación del TCE habría sido un ordenamiento liberal (ello sea dicho con todas las reservas respecto al &#8220;liberalismo&#8221; de nuestros días), ¿a cuento de qué radicar un planteamiento antagonista en rendir servicios políticos a una inoperante <span style="font-style: italic">gauche plurielle</span> colmando de satisfacción, <span style="font-style: italic">en passant</span>, al izquierdismo rampante de Besancenot, Lafontaine y compañía?</p>
<p>Aún es más: los razonamientos de corte schmittiana fundados en el conmigo o contra mí (vale decir con la UE o con los EE.UU., u otros eventuales, tal y como acertadamente critica y desmonta con agilidad JoaoLuc), no valen cuando esto es precisamente lo que se combate (al menos si uno tiene en cuenta las críticas del propio Negri al nacionalismo belicista de los Estados nacionales en el siglo XX -incluso si esta es la única fenomenología que el filósofo quiere reconocer bajo el término nacionalismo, negando otras expresiones, por emancipatorias, bien diferentes). No sería distinto, de hecho, ni menos mezquino, por demás, que argumentar que Negri se sienta junto a la derecha europea, aun cuando <span style="font-style: italic">de facto</span>, lo hizo. La clave del error táctico no está ahí (el error de la <span style="font-style: italic">virtu </span>no es algo que la fortuna no pueda remediar), esto es, en el terreno de la política de la representación al que Negri nos aboca con su praxis por más que lo niega con su teoría (y del que, por cierto, no parece querer alejarse en el artículo que ahora comentamos), sino en la necesidad de mantener viva la perspectiva estratégica del éxodo. Al fin y al cabo, cuando la <span style="font-style: italic">virtu </span>afronta el acontecimiento, no es tan sólo cuestión de efectuación de la potencia, sino también de su actualización. Poco que ver, por lo tanto, con la política de quemar las naves por un puñado de Síes al TCE.</p>
<p>Bajo una perspectiva constituyente (como la que cabría esperar de Negri ante el proceso europeo) carece de sentido pensar en la producción de un espacio antagonista transestatal en la alianza coyuntural con el constitucionalismo &#8220;molar&#8221; de las elites (poco importa si éstas, por poner dos ejemplos sobre los que el discurso Negri aboca a la hesitación, se identifican con figuras tan estatocéntricas en su disparidad como Cohn-Bendit o Chávez). Antes bien, favorecer estructuras de oportunidad política que sirvan para fortalecer la política del movimiento requiere no perder de vista la molecularidad del antagonismo postfordista, la evanescencia del enjambre o los costes de romper con el <span style="font-style: italic">foedus amoris</span>. Éste, que no otro, es en nuestros días el conjurarse de la multitud.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Una nota sobre el particular europeísmo Toni Negri</strong></p>
<p>Raimundo Viejo Viñas (<a href="http://raimundoviejovinhas.blogspot.com/2008/09/es-el-filsofo-y-el-poltico.html">ubicaçom original</a>)</p>
<p>El periódico <span style="font-weight: bold;font-style: italic"><a href="http://diagonalperiodico.net/">Diagonal</a> </span>viene de publicar, en la siempre certera traducción de Raúl Sánchez Cedillo, un artículo de Toni Negri en el vuelve sobre la &#8220;cuestión europea&#8221; un par de años después de que su posición, explícita y heréticamente favorable al <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Tratado_por_el_que_se_establece_una_Constituci%C3%B3n_para_Europa"><span style="font-weight: bold">Tratado por el que se establece una Constitución para Europa</span></a>, causara gran revuelo en las filas &#8220;bienpensantes&#8221; de la extrema izquierda. Pero si por aquel entonces las palabras de Toni Negri nos habían sorprendido y la comprensión de sus argumentos nos había estimulado enormemente a salir de ciertos esquemas preconcebidos (algo que siempre será muy de agradecer), en esta ocasión llueve ya sobre mojado. Estaría uno incluso tentado de sacar a relucir aquello de que la Historia, cuando se repite, la primera vez lo hace como drama y la segunda como farsa, pero nada más lejos de la intención de estas líneas que procurar satisfacción a las cabezas de socialización marxiana con los ecos identitarios de nuestro discurso.<br />
<span id="more-71"></span><br />
Así pues, los argumentos del filósofo nos llegan ahora precedidos de su actuación al servicio de socialistas y verdes franceses en la contienda electoral del referéndum de 2005 (cosas peores se han visto en la sociedad del espectáculo, todo sea dicho) y de la efectuación poco virtuosa de una potencia política otrora algo más formidable de lo que hoy gracias a su meritoria trayectoria militante e intelectual. Me gustaría aprovechar, por lo tanto, esta ocasión para sacar a la luz algunas consideraciones que en aquel otro momento, al hilo del debate sobre el TCE, permanecieron sin desarrollarse en mi ámbito deliberativo activista más inmediato y cotidiano; y esto tanto más por cuanto que, siguiendo la iniciativa de mi gran amigo e interlocutor impenitente, <a href="http://joaoluc.blogspot.com/"><span style="font-weight: bold">JoaoLuc</span></a>, y el ejemplo de su post <a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/09/negri-strikes-back.html"><span style="font-weight: bold">Negri strikes back</span></a>, me ha parecido oportuno trasladar a la blogosfera algunas de las ideas de estos últimos años de controversia, recombinación y desarrollo argumental en nuestro común.</p>
<p>A la vista de lo que ha sido la experiencia que nos trae hasta el momento actual, quizás sea conveniente comenzar por ubicar al lector respecto a los planteamientos de uno, a fin de intentar evitar malos entendidos posteriores. Seguidamente expresaré algunas divergencias de fondo, importantes a mi modo de ver, pero formuladas sobre algunas premisas que creo compartir con el propio Negri. No se trata, por lo tanto, de escribir en clave de &#8220;Anti-Negri&#8221; (a la manera del <span style="font-style: italic;font-weight: bold">Anti-Dühring</span>) con el objeto de afirmarse en una pureza identitaria de la izquierda&#8221;, pero tampoco es cuestión de ser más papista que el Papa.</p>
<p>En términos metodológicos nos situamos más bien en el disenso proliferante de la diferencia que difiere a partir de una matriz común. Después de todo, nada nos parece más pobre intelectualmente que el ejercicio autorreferencial (cuando no directamente derivado de una cierta y obsoleta escolástica marxista) propio de quienes parten de supuestos epistémicos, metodológicos y teóricos incompatibles a fin de vanagloriarse, ¡por fin!, de las (supuestas) audiencias recuperadas tras la tremenda frustración de las envidias vividas por el éxito de obras como <span style="font-weight: bold;font-style: italic">Imperio </span>o <span style="font-style: italic;font-weight: bold">Multitud</span>. Más aún cuando las respuestas más inteligentes que se hayan podido ofrecer en este sentido son tan pobres y fácilmente rebatibles como cierto pasaje infumable del intelectual orgánico de la LCR francesa, Daniel Bensaïd, intitulado <a href="http://www.herramienta.com.ar/modules.php?op=modload&amp;%20name=News&amp;file=article&amp;sid=298"><span style="font-weight: bold">clases, plebes y multitudes</span></a>. De otros nombres más o menos autoerigidos como encarnizados defensores de los cuatro ideologemas marxianos de turno, al estilo de Borón, Katz o Kohan, mejor ni hablamos (quizás algo, implícitamente, de aportaciones críticas procedentes de otras &#8220;herejías&#8221; como las de <a href="http://www.wildcat-www.de/zirkular/40/z40wrigh.htm"><span style="font-weight: bold">Steven Wright</span></a> o <a href="http://www.wildcat-www.de/material/rhe8holl.htm"><span style="font-weight: bold">John Holloway</span></a>).</p>
<p>En cualquier caso, la prueba de la precaria resonancia de todos los argumentos sectarios más o menos neotrotskistas en los activistas de la última ola de movilizaciones es su peor juez y la realidad política posterior al No francés, con un Sarkozy aupado a la presidencia, la evidencia palmaria de los límites de una comprensión anclada categorialmente en la soberanía moderna del Estado nacional. Así demuestra Bensaïd, por ejemplo, su incapacidad de comprender las implicaciones de la globalización desde una perspectiva constituyente:</p>
<p>«<span>(&#8230;) </span><span style="font-style: italic">en un mundo donde los elementos emergentes de un derecho cosmopolita siguen estando subordinados a un derecho internacional todavía fundado esencialmente sobre las relaciones interestatales, es difícil deshacerse completamente de la noción de soberanía sin hipotecar la posibilidad misma de una legitimidad opuesta a la potencia &#8220;sin fronteras&#8221; de los mercados</span>».)</p>
<p>La incapacidad para pensar globalmente es manifiesta y el resistencialismo que entiende el Estado nacional como única apoyatura posible para desplegar la política del movimiento, un mal congénito en el trotskismo y su teoría del cambio revolucionario fundado en la superación de la dualidad de poderes (así Trotsky en el capítulo XI de <span style="font-style: italic;font-weight: bold">La Historia de la Revolución Rusa</span>). Acierta plenamente Negri, por tanto, cuando afirma:</p>
<p>«<span style="font-style: italic">¿Debemos estar contentos por el hecho de que las fuerzas de la extrema izquierda hayan derrotado al proyecto de Constitución Europea? El ‘Nuevo Partido Anticapitalista’ de Besancenot y la ‘Linke’ alemana han hecho todo lo posible para que nos veamos en esta situación. Con ellos han actuado todas las minorías comunistas y trotskistas europeas.</span></p>
<p><span style="font-style: italic">Estos partidos y partidillos no han dejado de ser republicanos, corporativos y, cuando no lo son, consideran que sólo pueden reproducirse sobre una base nacional y que sólo dentro de esas dimensiones pueden construir un programa. En su oposición a la unidad europea se valen del carácter liberal de la (difunta) Constitución Europea. Algo que, evidentemente, es cierto</span>.»</p>
<p>Cabría precisar aquí, por una parte, de qué republicanismo estamos hablando (¿el de la derecha neogaullista? ¿quizás el de Philip Pettit, asesor de Zapatero? ¿tal vez el de Rancière?) y, por otra, reconocer que la Constitución de la UE (mejor que &#8220;Constitución Europea&#8221;) en rigor nunca fue tal. Para ser exactos, de hecho, más habría que decir &#8220;abortada&#8221; que &#8220;difunta&#8221;, toda vez que, siguiendo con las metáforas orgánicas, la Constitución de la UE más se parece a un <span style="font-style: italic">nasciturus</span> que nunca llegó a ver la luz (lo cual tampoco habría de extrañar a nadie que sepa que las constituciones siempre son hijas del poder constituyente y no del &#8220;constitucionalismo de diseño&#8221;).</p>
<p>A partir de este punto del artículo, sin embargo, el argumento de Negri se va oscureciendo de manera progresiva, precisamente a medida que se ha de confrontar con una praxis antagonista (difícil admitir al tribuno como repertorio de la acción colectiva). No va nada desviado <span style="font-style: italic">meu caro</span> JoaoLuc cuando sentencia rotundo: «<span style="font-style: italic">Negri fica paralisado perante a acção em política</span>». O peor todavía, cuando resulta que la parte más destacada de su acción política pública respecto al debate sobre el TCE consistió en compartir estrado con algunas de las figuras más destacadas del social-liberalismo galo (excúlpese aquí a Negri de la parte que corresponde a la sociedad del espectáculo, pero no de no saber las implicaciones de esta puesta en escena).</p>
<p><span style="font-weight: bold">[ nota:</span> en el intercambio que tiene lugar en paralelo sobre este mismo artículo, otro apreciado amigo e interlocutor de gran afinidad, Paco Baño, me recordaba argumentos semejantes a estos que yo he desarrollado, pensados en caliente para el debate de otrora :: desde aquí mi reconocimiento a su valiente respuesta titulada <a href="http://www.kaosenlared.info/noticia.php?id_noticia=9918"><span style="font-weight: bold">El si de Negri</span></a><span style="font-weight: bold"> ]</span></p>
<p>A estas alturas de mi argumento seguro que no falta quien, en el afán por justificar lo que es un evidente error táctico, recurre al conocido argumento de la negriana monstruosidad; especialmente si se trata de buena parte de quienes entre nosotros han salido a defender partidísticamente los argumentos de Negri sin el enjuiciamiento crítico imprescindible; y esto cuando no desde el más iletrado ideologicismo, a la manera de algún que otro &#8220;<span style="font-style: italic">condottiere</span>&#8221; del activismo barcelonés. Pues si bien desde Maquiavelo como poco, sabemos que la defensa de posiciones normativas en el terreno de las luchas concretas no es más que una necedad propia de insensatos y doctrinarios (y en esto Negri lleva toda la razón al criticar el simplismo del edípico No a la Constitución de papá Estado), no lo es menos intentar hacer pasar por buena cualquier práctica política y, a partir de ahí, acabar sumándose al coro de un Sí no mucho menos simplista (aunque en cuanto que Sí disidente siempre resulte menos exasperante que el No dogmático).</p>
<p>Al recordar ciertas imágenes de las intervenciones públicas de Negri por aquel entonces, no dejan de venírsele a uno a la cabeza las reflexiones de Paolo Virno sobre el cinismo y el oportunismo como tonalidades emotivas inevitables de la multitud. Sin lugar a dudas, actuar en el seno de la multitud postfordista aboca al abandono del drama obrero y la estética del realismo socialista. Pero ya puestos en las tonalidades emotivas, ¿acaso no sería más interesante ante los poderosos y sus audiencias del espectáculo pensar desde la ironía, más a la manera de Maquiavelo? La multitud, precisamente por su íntima relación con la fortuna, es voluble; su reacción ante la obscenidad proscénica del gesto cínico individual provoca desabrimiento en las demás singularidades que la integramos, y de ahí que reclame,<span style="font-style: italic"> </span>en sazón, a la <span style="font-style: italic">virtu</span>. A juzgar por los desarrollos posteriores de los acontecimientos, sin duda era otro el <span style="font-style: italic">kayrós </span>del debate constitucional europeo.</p>
<p>Llegado este punto quizás sea mucho más interesante, de hecho, contraponer lo que fue la posición al respecto de otro destacado nombre del post-<span style="font-style: italic">operaismo</span>: Franco Berardi, Bifo. Su lectura mucho más prudente y comedida, limitada a espacios deliberativos afines, y sin duda más libre y autónoma por cuanto que menos ligada al espectáculo de lo que los compromisos de Negri para con la política de la representación francesa (fundamentalmente con Cohn-Bendit y los Verdes galos), se podría identificar con el conocido ejemplo del <span style="font-weight: bold;font-style: italic">Bartleby </span>de Melville y el no menos afamado &#8220;poderío&#8221; (<span style="font-style: italic">posse</span>) de la fórmula con la que el escriba adoptaba sus posiciones: &#8220;preferiría no tener que&#8230;&#8221; (<span style="font-style: italic">I would prefer not to</span>&#8230;); posición ésta que, para la ocasión, hubiera venido a enunciarse en lo concreto como un &#8220;preferiría no tener que votar que Sí a la constitución europea&#8221;, única alternativa que hubiera servido a la actualización de la potencia en el contexto del antagonismo europeo y la particular coyuntura del movimiento. Después de todo, si como bien apunta Negri, en el mejor de los casos la Constitución resultante de la aprobación del TCE habría sido un ordenamiento liberal (ello sea dicho con todas las reservas respecto al &#8220;liberalismo&#8221; de nuestros días), ¿a cuento de qué radicar un planteamiento antagonista en rendir servicios políticos a una inoperante <span style="font-style: italic">gauche plurielle</span> colmando de satisfacción, <span style="font-style: italic">en passant</span>, al izquierdismo rampante de Besancenot, Lafontaine y compañía?</p>
<p>Aún es más: los razonamientos de corte schmittiana fundados en el conmigo o contra mí (vale decir con la UE o con los EE.UU., u otros eventuales, tal y como acertadamente critica y desmonta con agilidad JoaoLuc), no valen cuando esto es precisamente lo que se combate (al menos si uno tiene en cuenta las críticas del propio Negri al nacionalismo belicista de los Estados nacionales en el siglo XX -incluso si esta es la única fenomenología que el filósofo quiere reconocer bajo el término nacionalismo, negando otras expresiones, por emancipatorias, bien diferentes). No sería distinto, de hecho, ni menos mezquino, por demás, que argumentar que Negri se sienta junto a la derecha europea, aun cuando <span style="font-style: italic">de facto</span>, lo hizo. La clave del error táctico no está ahí (el error de la <span style="font-style: italic">virtu </span>no es algo que la fortuna no pueda remediar), esto es, en el terreno de la política de la representación al que Negri nos aboca con su praxis por más que lo niega con su teoría (y del que, por cierto, no parece querer alejarse en el artículo que ahora comentamos), sino en la necesidad de mantener viva la perspectiva estratégica del éxodo. Al fin y al cabo, cuando la <span style="font-style: italic">virtu </span>afronta el acontecimiento, no es tan sólo cuestión de efectuación de la potencia, sino también de su actualización. Poco que ver, por lo tanto, con la política de quemar las naves por un puñado de Síes al TCE.</p>
<p>Bajo una perspectiva constituyente (como la que cabría esperar de Negri ante el proceso europeo) carece de sentido pensar en la producción de un espacio antagonista transestatal en la alianza coyuntural con el constitucionalismo &#8220;molar&#8221; de las elites (poco importa si éstas, por poner dos ejemplos sobre los que el discurso Negri aboca a la hesitación, se identifican con figuras tan estatocéntricas en su disparidad como Cohn-Bendit o Chávez). Antes bien, favorecer estructuras de oportunidad política que sirvan para fortalecer la política del movimiento requiere no perder de vista la molecularidad del antagonismo postfordista, la evanescencia del enjambre o los costes de romper con el <span style="font-style: italic">foedus amoris</span>. Éste, que no otro, es en nuestros días el conjurarse de la multitud.</p>
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		<title>Negri strikes back</title>
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		<comments>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[<h3 class="post-title"><a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/09/negri-strikes-back.html">Negri strikes back</a></h3>
<p>Num <a href="http://diagonalperiodico.net/spip.php?article6534">artigo no diagonal</a>, António Negri, relança uma discussão que será central em 2009 (se é que não central há muitos anos).</p>
<p>Dos anticorpos mútuos que guarda com correntes trotskistas europeias (a propósito, foi publicada uma <a href="http://combate.info/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=202&amp;Itemid=41">tradução portuguesa de um livro que resume esse rendilhado</a>), Negri acusa-as de fazerem coro com os Estados Unidos no sentido de derrotarem a constituição e a sua fénix, o tratado de Lisboa.</p>
<p>O argumento em si esclarece pouco e não junta nada à discussão. Aliás Negri poderia usar a mesma figura de estilo, acusando a extrema-esquerda europeia de fazer coro com a extrema-direita. Teria o mesmo significado intelectual.</p>
<p>De Negri fica-me exactamente a mesma sensação com que fiquei ao acabar de ler o <a href="http://loja.campo-letras.pt/prod_details.php?categid=93&amp;productid=1142">Multidão</a>: Negri fica paralisado perante a acção em política. Mas se em Multidão se encontra uma análise séria e interessantíssima do panorama internacional, este artigo é um panfleto no seu pior sentido.</p>
<p>É evidente que há inúmeros matizes nas formas que o &#8220;não&#8221; da esquerda toma perante a constituição e por isso o que mais surpreende é que alguém com a bagagem de Negri os escamoteie, metendo num mesmo saco um arco-iris (ou uma multitude, conforme a terminologia) de opiniões.</p>
<p>Parece no mínimo ridículo pensar que a Constituição poderia &#8220;afundar o Atlântico&#8221;, quando o texto do <a href="http://bookshop.europa.eu/eGetRecords?Template=en_log_freeDwnld&amp;filename=/eubookshop/FileCache/PUBPDF/FXAC07306PTC/FXAC07306PTC_002.pdf&amp;EUBPHF_UID=534805">novo tratado</a> assume desde logo a centralidade da Nato no respeitante à defesa europeia. Diz assim:</p>
<p>&#8220;Os compromissos e a cooperação neste domínio respeitam os compromissos assumidos<br />
no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que, para os Estados que são<br />
membros desta organização, continua a ser o fundamento da sua defesa colectiva e a<br />
instância apropriada para a concretizar&#8221;</p>
<p>A Europa é a nossa terra, tal como esta é a minha rua, mas a mim deixa-me algum incómodo esta leitura de &#8220;nacionalismo europeu&#8221; que se adivinha nas entrelinhas do que escreve Negri.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/26/negri-strikes-back/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title"><a href="http://joaoluc.blogspot.com/2008/09/negri-strikes-back.html">Negri strikes back</a></h3>
<p>Num <a href="http://diagonalperiodico.net/spip.php?article6534">artigo no diagonal</a>, António Negri, relança uma discussão que será central em 2009 (se é que não central há muitos anos).</p>
<p>Dos anticorpos mútuos que guarda com correntes trotskistas europeias (a propósito, foi publicada uma <a href="http://combate.info/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=202&amp;Itemid=41">tradução portuguesa de um livro que resume esse rendilhado</a>), Negri acusa-as de fazerem coro com os Estados Unidos no sentido de derrotarem a constituição e a sua fénix, o tratado de Lisboa.</p>
<p>O argumento em si esclarece pouco e não junta nada à discussão. Aliás Negri poderia usar a mesma figura de estilo, acusando a extrema-esquerda europeia de fazer coro com a extrema-direita. Teria o mesmo significado intelectual.</p>
<p>De Negri fica-me exactamente a mesma sensação com que fiquei ao acabar de ler o <a href="http://loja.campo-letras.pt/prod_details.php?categid=93&amp;productid=1142">Multidão</a>: Negri fica paralisado perante a acção em política. Mas se em Multidão se encontra uma análise séria e interessantíssima do panorama internacional, este artigo é um panfleto no seu pior sentido.</p>
<p>É evidente que há inúmeros matizes nas formas que o &#8220;não&#8221; da esquerda toma perante a constituição e por isso o que mais surpreende é que alguém com a bagagem de Negri os escamoteie, metendo num mesmo saco um arco-iris (ou uma multitude, conforme a terminologia) de opiniões.</p>
<p>Parece no mínimo ridículo pensar que a Constituição poderia &#8220;afundar o Atlântico&#8221;, quando o texto do <a href="http://bookshop.europa.eu/eGetRecords?Template=en_log_freeDwnld&amp;filename=/eubookshop/FileCache/PUBPDF/FXAC07306PTC/FXAC07306PTC_002.pdf&amp;EUBPHF_UID=534805">novo tratado</a> assume desde logo a centralidade da Nato no respeitante à defesa europeia. Diz assim:</p>
<p>&#8220;Os compromissos e a cooperação neste domínio respeitam os compromissos assumidos<br />
no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que, para os Estados que são<br />
membros desta organização, continua a ser o fundamento da sua defesa colectiva e a<br />
instância apropriada para a concretizar&#8221;</p>
<p>A Europa é a nossa terra, tal como esta é a minha rua, mas a mim deixa-me algum incómodo esta leitura de &#8220;nacionalismo europeu&#8221; que se adivinha nas entrelinhas do que escreve Negri.</p>
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		<title>[ es ] Formular la cuestión de la organización</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/</link>
		<comments>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 10:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><br />
<span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Thomas Seibert</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><!--[if !supportLists]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span>1.<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-size: 7pt"> </span></span></span></strong><!--[endif]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Introducción filosófica, cuya necesidad se confirma en la conclusión.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span></span></strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Si se formula la cuestión de la organización se hace seriamente en un plano político. Esto presupone que la cuestión de la organización ya es en sí misma respuesta para otra cuestión antecedente: la cuestión del poder, que, bien entendida, interroga sobre la posibilidad de la victoria. Quien formula este interrogante ya ha entendido que la propia política es una lucha.</span><span id="more-65"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>La seriedad de la lucha, es decir, de la política, reside en que la posibilidad de la victoria va unida, siempre e inevitrablemente, al peligro de la derrota. Quien se toma en serio la política -la posibilidad de la cvictoria, el peligro de la derrota- toma partido. Esto sucede, ante todo y en la meyor parte de los casos, de forma espontánea y a menudo contra la voluntad: uno no tiene la intención de tomar partido, sino que se encuentra de repente en la situación de haber tomado partido. Quien ha tomado partido -esto se halla ya en el propio concepto de la materia- se sitúa frente, al menos, a otro partido que, en consecuencia, es el partido contrario.<a name="_ftnref1" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La posibilidad de la victoria y el peligro de la derrota surgen en la lucha de los partidos. Quien toma partido, y con ello toma seriamente en consideración la posibilidad de la victoria, se separa de los demás, y se organiza con sus iguales para una cuestión común.<a name="_ftnref2" href="#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En consecuencia, también la organización política se definió, y se define, como partido. Quien formula la cuestión de la organización, formula la cuestión del partido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Devenir político, es decir, tomar partido, concurrir a la lucha de los partidos y, con ello, a la posibilidad de la victoria y al peligro de la derrota, significa igualmente y de forma inevitable determinar qué es la política y de qué trata la política, es decir, la lucha. Su seriedad gana la determinación de la política y la determinación de la política como una lucha, pero también, si se entiende bien, que no toda lucha es política. Sólo es política la lucha que trata de la Polis.<a name="_ftnref3" href="#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La Polis es el lugar de los muchos. Si se desarrolla una lucha en la Polis, luchan los muchos unos con y contra otros, en torno a sí mismos. En la lucha de los muchos se resuelve con las armas quién y cómo son, y deben ser, los muchos y, en consecuencia, cómo debe ser la Polis, es decir, el lugar en el que los muchos se encuentran en tanto que muchos. En la lucha de los muchos entre ellos en la Polis se zanja con las armas el qué y el cómo de la justicia, es decir, qué es una Polis justa, y cómo pueden ser los muchos justos, es decir, libres e iguales. En la lucha política querer ganar y, en consecuencia, organizarse como partido político significa abrazar el partido de la justicia.<a name="_ftnref4" href="#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Si la política es una lucha y, como tal, una lucha de partidos, pero no toda lucha es una lucha política, esto significa igualmente que no siempre y no en todo lugar se da la política, y que posiblemente en algunos lugares ya no existe política. En consecuencia, la política es una cuestión que tiene su historia. Para nosotros, aquí en Europa, esta historia comenzó en la Polis griega. Posteriormente, desde este comienzo, completamente limitado en términos topográficos y, por lo tanto, contingente (es decir, histórico), la política ha llegado a ser una cuestión mundial, una cuestión de los muchos por todas partes, en todo lugar. La historia de la política es, por lo tanto, la historia del devenir mundial de la Política. Un nombre para esta historia, para su perspectiva actual, es “Globalización” o, de forma más precisa, “Mundialización”, que nombra el devenir mundial de la Polis y de la Política, y, por lo tanto, conduce al punto del “devenir mundial del mundo”, como el lugar más amplio de los muchos.<a name="_ftnref5" href="#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Esta es la razón por la que el partico político en el que yo me incluyo se describe como “Internacional”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Consideración intermedia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Si hay que interrogarse por el partido, es decir, por la organización, hay que recordar ante todo la diferencia que Karl Marx hace valer en esta cuestión central para la Política contra su camarada ocasional Ferdinand Freiligrath. Tras la ruptura entre ambos, Marx recuerda a su ex-camarada por carta su común toma de partido y pertenencia partidaria “con subordinación de todos los intereses privados y por los motivos más puros”. Este le responde que él, después de la disolución de la Liga de los Comunistas, “se libera de todas las ataduras que el partido, como tal, me impuso, y sólo mi relación personal contigo” conservo. Marx, sin embargo, le contrapone: “La Liga, como la société des saisons de París, como cientos de otras sociedades, sólo fue un episodio en la historia del partido, que se construye surgiendo naturalmente del humus de la sociedad moderna”. Él concluye entonces que en su carta ha “buscado dejar al margen el malentendido”, “como si por si &#8216;partido&#8217; se entendiese una Liga fenecida hace ocho años, o la redacción de una revista disuelta hace doce años. Por partido yo entiendo el partido en sentido histórico mayor”.<a name="_ftnref6" href="#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Se da, por lo tanto, una diferencia entre la organización concreta (La liga de los Comunistas, la société des saisons, la redacción de la Rheinischen Zeitung) y el “partido en sentido histórico mayor”, respecto del cual todas las organizciones concretas son “episodios”.<a name="_ftnref7" href="#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><!--[if !supportLists]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span>2.<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-size: 7pt"> </span></span></span></strong><!--[endif]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Historia del partido en sentido histórico mayor – Breve manual</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span></span></strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Aunque desde el descubrimiento de la política en la Polis griega se dan múltiples luchas, se produce una fractura como consecuencia de un acontecimiento particular que aún hoy constituye una guía: el acontecimiento que lleva por nombre “Revolución francesa”. Esta lucha fue política, porque fue una lucha de los muchos entre sí y por la justicia, y se condujo como lucha por la ciudadanía libre e igual de todos y, por lo tanto, por la república universal, que desde entonces hasta ahora ha sido el nombre de la Polis.<a name="_ftnref8" href="#_ftn8"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Quien llegó a ser republicano diferenció en sí y en todos los otros el Citoyenne del Bourgeoisie, el ciudadano de la repñública y el propietario privado.<a name="_ftnref9" href="#_ftn9"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></a><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, esta diferencia convoca inmediatamente a otra adicional, la que se da entre el Bourgeoisie y el Proletario, y, como consecuencia, la que se da entre la república y la comuna y, con ella, entre el partido burgués y el partido proletario.<a name="_ftnref10" href="#_ftn10"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En este contexto se da el nombre “Internacional”, que se refiere al partido por su lugar y por su cometido, que es organizar el devenir mundial del mundo en la comuna de los muchos. También la Internacional conoce sus “episodios”, numerándose sucesivamente desde la primera a la cuarta Internacional. Se separaron primeramente los anarquistas de los marxistas (fractura de la 1ª Internacional), siguió a esta ruptura la que se produjo entre los socialistas y los comunistas (fractura de la 2ª Internacional) y finalmente entre los propios comunistas (fractura de la 3ª Internacional), que se segmentó cada vez más, lo que produjo constantemente nuevos episodios del “partido en sentido histórico mayor”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, fue y es común a todos ellos la definición del partido como partido del proletariado y, con ello, la definición de la lucha política de los muchos por sí y por la justicia como una lucha de clase contra clase. Si la clase obrera era el sujeto revolucionario de esta lucha, el movimiento obrero articuló la espontaneidad de este sujeto, mientras que el partido obrero se convirtió en el sujeto del sujeto, en la unificación y la representación de esta esponteneidad, prestándole su identidad socialista o comunista. Hizo esto, ante todo, haciendo efectiva, en la espontaneidad del movimiento y en su lucha, una diferencia entre la “contradicción principal” (clase contra clase), y las “contradicciones adicionales”, que se resolverían con ella. El proyecto fundamental de los partidos obreros socialistas o comunistas -su posibilidad de victoria y su peligro de derrota- llegó a ser la “toma del poder estatal”, pacífica o violenta, con lo que se constituiría un “partido de Estado”, tras los acontecimientos de la Revolución de Octubre.<a name="_ftnref11" href="#_ftn11"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, la diferencia central entre la contradicción principal y las contradicciones adicionales ocultó materialmente una pluralidad adicional de diferencias, que fueron, y son, interpretadas por los muchos, que las resolvieron y resuelven políticamente en la lucha, ya no como “contradicciones”, sino como “posiciones de minoría”, en sí mismas diferenciables.<a name="_ftnref12" href="#_ftn12"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Junto a la lucha contra la explotación como relación social, que se integró en la “contradicción principal”, ulteriormente, con los sucesos de Mayo de 1968, concurrieron luchas con sentido propio contra los diferentes modos de dominio y diferentes modos de subjetivación -luchas que en realidad nunca fueron capturadas como contradicciones accesorias.<a name="_ftnref13" href="#_ftn13"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Lo que fuese la identidad -también la del proletariado- fue cada vez más adjudicado a una “mayoría”, en la que hasta la actualidad se manifestó una poderosa “constante” en la forma de “hombre-blanco-adulto-urbano-hablante de una lengua estandar europea heterosexual”.<a name="_ftnref14" href="#_ftn14"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Las constantes mayoritarias subordinan toda diferencia como “minoría”, y la caracterizan primordialmente según las definiciones de raza, clase y género, tras las cuales pueden ubicarse otras.<a name="_ftnref15" href="#_ftn15"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Históricamente surgieron del “devenir minoritario” de los muchos “nuevos movimientos sociales”, con cuya emergencia la clase obrera, el movimiento obrero y el partido obrero se convirtieron en “antiguos movimientos sociales”. Los nuevos episodios alternativos del “partido en sentido histórico mayor” que surgieron de esta multiplicación de las luchas de los muchos se articularon en una ruptura “autónoma” con la forma partido clásica, así como con su modificación “verde”, en el paso del partido de clase al “partido de movimiento”. En ello adquirieron una relativa primacía, al menos en las metrópolis euro-americanas las “fugas” de los modos de subjetivación hegemónicos y explotadores, condensándose finalmente la lucha política de los muchos en la frase “!lo privado es político!”. En consecuencia, la toma de partido ya no podía ser, y ello resulta determinante en este episodio, como en Marx y en los episodios condicionados por el marxismo, mediante la “subordinación de todos los intereses privados”, sino que se entendió como derecho a la politización organizada. A pesar del posicionamiento de la problemática de clase en el centro de los planos de raza, clase y género, se fue desdibujando progresivamente esta diferenciación. Inicialmente de forma involuntaria, pero también a menudo como consecuencia de la decisión consciente de muchos individuos de transitar la politización de lo privado, llevándola finalmente a la privatización de lo político, es decir, a la des-politización.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>La des-politización y, con ello, la crisis de la política, se reforzaron por acelerada y continuada crisis del Estado nacional -determinada por la globalización económica-, que había llegado a ser el principal espacio de lo Político tanto en la política de la burguesía cuanto en las vías nacionales al socialismo. Esta crisis se hizo manifiesta, ante todo, en la quiebra de los socialismos reales y, con ella, de los Estados que se articularon a partir de “frentes de liberación nacional” -otro episodio del “partido en sentido histórico mayor”-. Sin embargo, como consecuencia de la globalización neoliberal también entraron en la vorágine de la crisis los Estados-nación metropolitanos del Oeste, y en ella por vez primera no fueron actores principales los partidos socialistas, comunistas o verdes. Sin embargo, al mismo tiempo cobró forma un nuevo episodio de la historia política y de la Internacional. La organización ya no partió de los antiguos movimientos sociales, ni de los nuevos movimientos sociales, sino del “movimiento de movimientos”, que también fue descrito como “críticos de la globalización”, “altermundialistas” o como movimiento de “justicia global”. Rasgo nuclear de este episodio es, ante todo, un internacionalismo, que supera el de los episodios anteriores, en la medida en que el lugar de lo Político ya es descrito, directamente y por completo, como el devenir-mundial del mundo. En correspondencia con ello, los múltiples planos de la raza, la clase y el género ahora se amplían por medio de la designación como “Imperio”, en la medida en que las luchas contra la explotación, el dominio y la subjetivación tienen que ser en este momento también luchas contra la “global governance” imperial. De este modo, encuentran de nuevo, al menos tendencialmente, la perspectiva de la unidad, que en la disolución del episodio de los antiguos movimientos sociales por parte de los nuevos movimientos sociales se había perdido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>A pesar de ello, un segundo rasgo del nuevo episodio es un pluralismo básico.<a name="_ftnref16" href="#_ftn16"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[16]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Políticamente, ello significa tanto la pluralidad inherente e irreductible de los actores y de los modos de organización por ellos elegidos, cuanto la pluralidad de sus programas, moderados o radicales. En esta constelación, formular la cuestión de la organización significa, de nuevo y no por casualidad, formular la cuestión del sujeto y de los modos de subjetivación. Una de las respuestas más relevantes propone pensar el sujeto del “movimiento de movimientos” como “multitud” y el modo de su subjetivación como “militancia”.<a name="_ftnref17" href="#_ftn17"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[17]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>El concepto de multitud puede facilmente ser traducido como “<em>Menge</em>” (multitud), como la multiplicidad de los muchos. Contemplado de forma más precisa, sin embargo, este concepto debe desplazar la diferencia entre los antiguos movimientos sociales y los nuevos movimientos sociales, ya que transforma la pluralidad raza, clase, género e imperio, el flujo mayoría, minoría y devenir-minoritario y las diferencias de las luchas contra la explotación, el dominio y la subjetivación en características internas de un complejo concepto de clase: “multitud es un concepto de clase”.<a name="_ftnref18" href="#_ftn18"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[18]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Queda por determinar completamente la noción de militancia, con la que, en los usos lingüísticos diferentes del alemán, no se hace referencia a la acción violenta, sino al núcleo absoluto del ser-político como ser-en-lucha: el compromiso incondicionado del Político con la propia política, al que, no sólo para Marx, pertenecía la “subordinación de todos los intereses privados”, fundamentada en “los más puros motivos”.<a name="_ftnref19" href="#_ftn19"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[19]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En alemán se emplea generalmente para esta subjetivación del Político la expresión de activista, que en la conceptualización de los antiguos movimientos sociales correspondía a la expresión “cuadro”, aplicada tanto a individuos como a colectivos.<a name="_ftnref20" href="#_ftn20"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[20]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>En los movimientos es hasta el momento indiscutido que en la actualidad en relación con los individuos, así como con sus “marcos” organizativos ya no se puede hablar de cuadros socialistas o comunistas. Sin embargo, es igualmente indiscutido que las cuestión de la militancia constituye el núcleo de la cuestión de la organización. No sólo en Hardt/Negri, sino también en otros filósofos postmarxistas, se hace referencia con ello a una actitud individual y colectiva, como una forma definida de organización o de ser-organizado. Para la determinación de esta actitud remiten Hardt/Negri al azar incondicionado, mientras que Jacques Derrida y Alain Badiou emplean los conceptos, tomados de la tradición religiosa, de confianza (en la contingencia de la verdad política, a la que el militante se remite permanentemente en su política) y de fe (en esa contingencia, definida en común, de la verdad política, que para el militante llega a ser condicionante de su política). Derrida unifica la definición de militante con la de “profesión”, con la que él entiende el carácter de la actividad política, fundada menos en un conocimiento profesional que en un saber público.<a name="_ftnref21" href="#_ftn21"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[21]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Desde este punto de vista, la cuestión de la organización apunta hoy, es decir, en el episodio presente del “partido en sentido histórico mayor”, a los modos de organizarse, que amplían el sentido de la militancia o profesión política -así entendida- y lo convierten en común de los muchos y de su comuna mundial. En consonancia con el pluralismo subyacente al episodio, esta tarea no puede ser realizada sólo por una concreta organización ni sólo por por partidos, en el sentido estricto de la palabra, si bien tampoco puede ser cumplida simplemente por los movimientos -este fue el error del episodio de los nuevos movimientos sociales-, y menos aún por individuos primordialmente privados. Quizás la cuestión de la organización nunca fue tan importante como hoy.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Consideración conclusiva</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Quien no establece de forma desconfiada la fractura entre tragedia y episodio, entre la historia extensa y el entreacto, quien no los analiza en profundidad una y otra vez, no los ha entendido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 10pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Thomas Seibert es filósofo, redactor de </span></em><span style="font-size: 10pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Fantômas <em>(<a href="http://www.akweb.de/fantomas"><span class="Internetlink">www.akweb.de/fantomas</span></a>) y está organizado en la </em>Interventionischen Linken <em>(izquierda intervencionista) &nbsp;<a href="http://www.dazwischengehen.org" title="http://www.dazwischengehen.(" target="_blank">www.dazwischengehen.org</a>)</em></span></p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--></p>
<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn1" href="#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">En alemán común, partido, departamento, grupo, agrupación de personas; en francés, parte, porción, grupo, participación; de partir, partir, separar, del latín partire.</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn2" href="#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del francés organiser, propiamente “dotarse de órganos”, de organe, órgano, instrumento.</span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn3" href="#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del griego, ciudadanía, ciudad, estado, de donde surge polites, miembro de la ciudad, miembro del Estado, politicos, lo que se refiere a la ciudadanía, a la ciudad, al Estado. El concepto político (politicus) aparece por vexz primera en latín. Uno de los problemas centrales de la política se manifiesta en que el concepto de policía tiene el mismo origen, del latín antiguo policia al latín politia, administración del Estado, constitución del Estado. El filósofo postmarxista Jacques Rancière propone, en consecuencia, definir el concepto de política ante todo mediante una separación radical de un concepto amplio de policía, cfr. <em>Das Unvernehmen. Politik und Philosophie</em>, Frankfurt, 2002.</span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn4" href="#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Precisamente por ello una organización postmaoísta en Francia se dotó del nombre aparentemente indeterminado de L&#8217;Organisation Politique (OP): con su denominación niega que las otras organizaciones y partidos concurrentes sean políticos, en sentido propio. Cfr.&nbsp;<a href="http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span...</a></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn5" href="#_ftnref5"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Jacques Derrida, <em>Die unbedingte Universität</em>, Frankfurt, 2001, p. 10 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn6">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn6" href="#_ftnref6"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Werner Blumenberg, <em>Karl Marx</em>, Reinbek, 1963, p. 124.</span></p>
</div>
<div id="ftn7">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn7" href="#_ftnref7"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del griego epeisodion, en la tragedia la acción interpuesta entre dos cantantes del coro, en el drama ulterior o en la novela una acción secundaria interpuesta, en la música el movimiento intermedio de una fuga, en general un acontecimiento o suceso accesorio, un momento intermedio (en francés, épisode).</span></p>
</div>
<div id="ftn8">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn8" href="#_ftnref8"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín res publica, cuestión pública, de ahí ser comunitario, posteriormente ser estatal y finalmente..</span></p>
</div>
<div id="ftn9">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn9" href="#_ftnref9"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Ambos conceptos están vinculados al de Polis: cité, lugar, ciudad, y bourg, burgo, ciudad. Resulta digno de mención que la noción de privado, del latín privare, retrocede, lo que igualmente significa liberar y despojar.</span></p>
</div>
<div id="ftn10">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn10" href="#_ftnref10"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Proletario, del latín proletarius, el que pertenece a la categoría social más baja. Comuna, del latín communis, comunidad; de ello también commune, en francés comunidad, por lo tanto, de nuevo, la Polis&#8230;</span></p>
</div>
<div id="ftn11">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn11" href="#_ftnref11"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín status, puesto, condición, posición, del latín antiguo status regalis, condición, posición de un señor, posteriormente el italiano lo stato, constitución de un dominio aristocrático o burgués, del francés l&#8217;état, inicialmente corte de un señor, posteriormente su casa, en el sentido fiscal de la palabra.</span></p>
</div>
<div id="ftn12">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn12" href="#_ftnref12"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">El empleo específico de los conceptos mayoría, minoría y devenir minoritario remiten a Gilles Deleuze, Félix Guattari y Claire Parnet; cfr. Gilles Deleuze/Félix Guattari, <em>Tausend Plateaus. </em></span><em><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Kapitalismus und Schizophrenie, Bd. 2</span></em><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">, Berlin, 1992; Gilles Deleuze/Claire Parnet, <em>Dialoge</em>, Frankfurt a. M., 1980, p. 133-158.</span></p>
</div>
<div id="ftn13">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn13" href="#_ftnref13"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Cfr. Michel Foucault, <em>Schriften Bd. 4</em>, Frankfurt, 2005, p. 275 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn14">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn14" href="#_ftnref14"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Deleuze/Guattari, ob. cit., p. 147 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn15">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn15" href="#_ftnref15"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Cfr. Ingrid Strobl/Klaus Viehmann et al., <em>Drei zu Eins</em>, Berlin, 1993, en la dirección electrónica&nbsp;<a href="http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZuEins/DreiZuEinsViehmann.html.</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZuEins/DreiZuEinsViehmann.html.</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZu&#8230;</a></p>
</div>
<div id="ftn16">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn16" href="#_ftnref16"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[16]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín pluralis, plural.</span></p>
</div>
<div id="ftn17">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn17" href="#_ftnref17"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[17]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Michael Hardt/Antonio Negri, <em>Die Arbeit des Dionysos. Materialistische Staatskritik in der Postmoderne</em>, Berlin, 1997; <em>Empire. Die neue Weltordnung</em>, Frankfurt, 2002; <em>Multitude. Krieg und Demokratie mi Empire</em>, Frankfurt, 2004.</span></p>
</div>
<div id="ftn18">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn18" href="#_ftnref18"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[18]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Hardt/Negri, <em>Multitude</em>, p. 120 y ss. Este viraje fue ya preparado por Deleuze/Guattari, quienes indican: “<em>el poder de la minoría, de la singularidad, halla su modelo o su conciencia universal en el proletariado</em>” (<em>Tausend Plateaus</em>, p. 653).</span></p>
</div>
<div id="ftn19">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn19" href="#_ftnref19"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[19]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín militans, luchador y militare, ser soldado.</span></p>
</div>
<div id="ftn20">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn20" href="#_ftnref20"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[20]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del francés cadre, marco, borde; inicialmente en el uso militar, y posteriormente en el político, colectivamente las tropas principales o nucleares, individualmente las fuerzas especialmente adiestradas.</span></p>
</div>
<div id="ftn21">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn21" href="#_ftnref21"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[21]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Hardt/Negri, <em>Empire</em>&#8230;ob. cit., p. 418 y ss.; Alain Badiou, <em>Ethik</em>, Wien, 2003; Jacques Derrida, <em>Marx and Sons</em>, Frankfurt, 2004; el mismo, <em>Die unbedingte Universität</em>, ob. cit. Derrida hace referencia, acertadamente, a que profesionalidad remite al latín profiteri, que puede ser traducido por saberes didácticos, explicativos y públicos. </span></p>
</div>
</div>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/09/01/es-formular-la-cuestion-de-la-organizacion/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><br />
<span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Thomas Seibert</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><!--[if !supportLists]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span>1.<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-size: 7pt"> </span></span></span></strong><!--[endif]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Introducción filosófica, cuya necesidad se confirma en la conclusión.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span></span></strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Si se formula la cuestión de la organización se hace seriamente en un plano político. Esto presupone que la cuestión de la organización ya es en sí misma respuesta para otra cuestión antecedente: la cuestión del poder, que, bien entendida, interroga sobre la posibilidad de la victoria. Quien formula este interrogante ya ha entendido que la propia política es una lucha.</span><span id="more-65"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>La seriedad de la lucha, es decir, de la política, reside en que la posibilidad de la victoria va unida, siempre e inevitrablemente, al peligro de la derrota. Quien se toma en serio la política -la posibilidad de la cvictoria, el peligro de la derrota- toma partido. Esto sucede, ante todo y en la meyor parte de los casos, de forma espontánea y a menudo contra la voluntad: uno no tiene la intención de tomar partido, sino que se encuentra de repente en la situación de haber tomado partido. Quien ha tomado partido -esto se halla ya en el propio concepto de la materia- se sitúa frente, al menos, a otro partido que, en consecuencia, es el partido contrario.<a name="_ftnref1" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La posibilidad de la victoria y el peligro de la derrota surgen en la lucha de los partidos. Quien toma partido, y con ello toma seriamente en consideración la posibilidad de la victoria, se separa de los demás, y se organiza con sus iguales para una cuestión común.<a name="_ftnref2" href="#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En consecuencia, también la organización política se definió, y se define, como partido. Quien formula la cuestión de la organización, formula la cuestión del partido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Devenir político, es decir, tomar partido, concurrir a la lucha de los partidos y, con ello, a la posibilidad de la victoria y al peligro de la derrota, significa igualmente y de forma inevitable determinar qué es la política y de qué trata la política, es decir, la lucha. Su seriedad gana la determinación de la política y la determinación de la política como una lucha, pero también, si se entiende bien, que no toda lucha es política. Sólo es política la lucha que trata de la Polis.<a name="_ftnref3" href="#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> La Polis es el lugar de los muchos. Si se desarrolla una lucha en la Polis, luchan los muchos unos con y contra otros, en torno a sí mismos. En la lucha de los muchos se resuelve con las armas quién y cómo son, y deben ser, los muchos y, en consecuencia, cómo debe ser la Polis, es decir, el lugar en el que los muchos se encuentran en tanto que muchos. En la lucha de los muchos entre ellos en la Polis se zanja con las armas el qué y el cómo de la justicia, es decir, qué es una Polis justa, y cómo pueden ser los muchos justos, es decir, libres e iguales. En la lucha política querer ganar y, en consecuencia, organizarse como partido político significa abrazar el partido de la justicia.<a name="_ftnref4" href="#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Si la política es una lucha y, como tal, una lucha de partidos, pero no toda lucha es una lucha política, esto significa igualmente que no siempre y no en todo lugar se da la política, y que posiblemente en algunos lugares ya no existe política. En consecuencia, la política es una cuestión que tiene su historia. Para nosotros, aquí en Europa, esta historia comenzó en la Polis griega. Posteriormente, desde este comienzo, completamente limitado en términos topográficos y, por lo tanto, contingente (es decir, histórico), la política ha llegado a ser una cuestión mundial, una cuestión de los muchos por todas partes, en todo lugar. La historia de la política es, por lo tanto, la historia del devenir mundial de la Política. Un nombre para esta historia, para su perspectiva actual, es “Globalización” o, de forma más precisa, “Mundialización”, que nombra el devenir mundial de la Polis y de la Política, y, por lo tanto, conduce al punto del “devenir mundial del mundo”, como el lugar más amplio de los muchos.<a name="_ftnref5" href="#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Esta es la razón por la que el partico político en el que yo me incluyo se describe como “Internacional”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Consideración intermedia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Si hay que interrogarse por el partido, es decir, por la organización, hay que recordar ante todo la diferencia que Karl Marx hace valer en esta cuestión central para la Política contra su camarada ocasional Ferdinand Freiligrath. Tras la ruptura entre ambos, Marx recuerda a su ex-camarada por carta su común toma de partido y pertenencia partidaria “con subordinación de todos los intereses privados y por los motivos más puros”. Este le responde que él, después de la disolución de la Liga de los Comunistas, “se libera de todas las ataduras que el partido, como tal, me impuso, y sólo mi relación personal contigo” conservo. Marx, sin embargo, le contrapone: “La Liga, como la société des saisons de París, como cientos de otras sociedades, sólo fue un episodio en la historia del partido, que se construye surgiendo naturalmente del humus de la sociedad moderna”. Él concluye entonces que en su carta ha “buscado dejar al margen el malentendido”, “como si por si &#8216;partido&#8217; se entendiese una Liga fenecida hace ocho años, o la redacción de una revista disuelta hace doce años. Por partido yo entiendo el partido en sentido histórico mayor”.<a name="_ftnref6" href="#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Se da, por lo tanto, una diferencia entre la organización concreta (La liga de los Comunistas, la société des saisons, la redacción de la Rheinischen Zeitung) y el “partido en sentido histórico mayor”, respecto del cual todas las organizciones concretas son “episodios”.<a name="_ftnref7" href="#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><!--[if !supportLists]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span>2.<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-size: 7pt"> </span></span></span></strong><!--[endif]--><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Historia del partido en sentido histórico mayor – Breve manual</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span></span></strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Aunque desde el descubrimiento de la política en la Polis griega se dan múltiples luchas, se produce una fractura como consecuencia de un acontecimiento particular que aún hoy constituye una guía: el acontecimiento que lleva por nombre “Revolución francesa”. Esta lucha fue política, porque fue una lucha de los muchos entre sí y por la justicia, y se condujo como lucha por la ciudadanía libre e igual de todos y, por lo tanto, por la república universal, que desde entonces hasta ahora ha sido el nombre de la Polis.<a name="_ftnref8" href="#_ftn8"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Quien llegó a ser republicano diferenció en sí y en todos los otros el Citoyenne del Bourgeoisie, el ciudadano de la repñública y el propietario privado.<a name="_ftnref9" href="#_ftn9"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></a><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, esta diferencia convoca inmediatamente a otra adicional, la que se da entre el Bourgeoisie y el Proletario, y, como consecuencia, la que se da entre la república y la comuna y, con ella, entre el partido burgués y el partido proletario.<a name="_ftnref10" href="#_ftn10"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En este contexto se da el nombre “Internacional”, que se refiere al partido por su lugar y por su cometido, que es organizar el devenir mundial del mundo en la comuna de los muchos. También la Internacional conoce sus “episodios”, numerándose sucesivamente desde la primera a la cuarta Internacional. Se separaron primeramente los anarquistas de los marxistas (fractura de la 1ª Internacional), siguió a esta ruptura la que se produjo entre los socialistas y los comunistas (fractura de la 2ª Internacional) y finalmente entre los propios comunistas (fractura de la 3ª Internacional), que se segmentó cada vez más, lo que produjo constantemente nuevos episodios del “partido en sentido histórico mayor”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, fue y es común a todos ellos la definición del partido como partido del proletariado y, con ello, la definición de la lucha política de los muchos por sí y por la justicia como una lucha de clase contra clase. Si la clase obrera era el sujeto revolucionario de esta lucha, el movimiento obrero articuló la espontaneidad de este sujeto, mientras que el partido obrero se convirtió en el sujeto del sujeto, en la unificación y la representación de esta esponteneidad, prestándole su identidad socialista o comunista. Hizo esto, ante todo, haciendo efectiva, en la espontaneidad del movimiento y en su lucha, una diferencia entre la “contradicción principal” (clase contra clase), y las “contradicciones adicionales”, que se resolverían con ella. El proyecto fundamental de los partidos obreros socialistas o comunistas -su posibilidad de victoria y su peligro de derrota- llegó a ser la “toma del poder estatal”, pacífica o violenta, con lo que se constituiría un “partido de Estado”, tras los acontecimientos de la Revolución de Octubre.<a name="_ftnref11" href="#_ftn11"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Sin embargo, la diferencia central entre la contradicción principal y las contradicciones adicionales ocultó materialmente una pluralidad adicional de diferencias, que fueron, y son, interpretadas por los muchos, que las resolvieron y resuelven políticamente en la lucha, ya no como “contradicciones”, sino como “posiciones de minoría”, en sí mismas diferenciables.<a name="_ftnref12" href="#_ftn12"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Junto a la lucha contra la explotación como relación social, que se integró en la “contradicción principal”, ulteriormente, con los sucesos de Mayo de 1968, concurrieron luchas con sentido propio contra los diferentes modos de dominio y diferentes modos de subjetivación -luchas que en realidad nunca fueron capturadas como contradicciones accesorias.<a name="_ftnref13" href="#_ftn13"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Lo que fuese la identidad -también la del proletariado- fue cada vez más adjudicado a una “mayoría”, en la que hasta la actualidad se manifestó una poderosa “constante” en la forma de “hombre-blanco-adulto-urbano-hablante de una lengua estandar europea heterosexual”.<a name="_ftnref14" href="#_ftn14"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Las constantes mayoritarias subordinan toda diferencia como “minoría”, y la caracterizan primordialmente según las definiciones de raza, clase y género, tras las cuales pueden ubicarse otras.<a name="_ftnref15" href="#_ftn15"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Históricamente surgieron del “devenir minoritario” de los muchos “nuevos movimientos sociales”, con cuya emergencia la clase obrera, el movimiento obrero y el partido obrero se convirtieron en “antiguos movimientos sociales”. Los nuevos episodios alternativos del “partido en sentido histórico mayor” que surgieron de esta multiplicación de las luchas de los muchos se articularon en una ruptura “autónoma” con la forma partido clásica, así como con su modificación “verde”, en el paso del partido de clase al “partido de movimiento”. En ello adquirieron una relativa primacía, al menos en las metrópolis euro-americanas las “fugas” de los modos de subjetivación hegemónicos y explotadores, condensándose finalmente la lucha política de los muchos en la frase “!lo privado es político!”. En consecuencia, la toma de partido ya no podía ser, y ello resulta determinante en este episodio, como en Marx y en los episodios condicionados por el marxismo, mediante la “subordinación de todos los intereses privados”, sino que se entendió como derecho a la politización organizada. A pesar del posicionamiento de la problemática de clase en el centro de los planos de raza, clase y género, se fue desdibujando progresivamente esta diferenciación. Inicialmente de forma involuntaria, pero también a menudo como consecuencia de la decisión consciente de muchos individuos de transitar la politización de lo privado, llevándola finalmente a la privatización de lo político, es decir, a la des-politización.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>La des-politización y, con ello, la crisis de la política, se reforzaron por acelerada y continuada crisis del Estado nacional -determinada por la globalización económica-, que había llegado a ser el principal espacio de lo Político tanto en la política de la burguesía cuanto en las vías nacionales al socialismo. Esta crisis se hizo manifiesta, ante todo, en la quiebra de los socialismos reales y, con ella, de los Estados que se articularon a partir de “frentes de liberación nacional” -otro episodio del “partido en sentido histórico mayor”-. Sin embargo, como consecuencia de la globalización neoliberal también entraron en la vorágine de la crisis los Estados-nación metropolitanos del Oeste, y en ella por vez primera no fueron actores principales los partidos socialistas, comunistas o verdes. Sin embargo, al mismo tiempo cobró forma un nuevo episodio de la historia política y de la Internacional. La organización ya no partió de los antiguos movimientos sociales, ni de los nuevos movimientos sociales, sino del “movimiento de movimientos”, que también fue descrito como “críticos de la globalización”, “altermundialistas” o como movimiento de “justicia global”. Rasgo nuclear de este episodio es, ante todo, un internacionalismo, que supera el de los episodios anteriores, en la medida en que el lugar de lo Político ya es descrito, directamente y por completo, como el devenir-mundial del mundo. En correspondencia con ello, los múltiples planos de la raza, la clase y el género ahora se amplían por medio de la designación como “Imperio”, en la medida en que las luchas contra la explotación, el dominio y la subjetivación tienen que ser en este momento también luchas contra la “global governance” imperial. De este modo, encuentran de nuevo, al menos tendencialmente, la perspectiva de la unidad, que en la disolución del episodio de los antiguos movimientos sociales por parte de los nuevos movimientos sociales se había perdido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>A pesar de ello, un segundo rasgo del nuevo episodio es un pluralismo básico.<a name="_ftnref16" href="#_ftn16"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[16]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Políticamente, ello significa tanto la pluralidad inherente e irreductible de los actores y de los modos de organización por ellos elegidos, cuanto la pluralidad de sus programas, moderados o radicales. En esta constelación, formular la cuestión de la organización significa, de nuevo y no por casualidad, formular la cuestión del sujeto y de los modos de subjetivación. Una de las respuestas más relevantes propone pensar el sujeto del “movimiento de movimientos” como “multitud” y el modo de su subjetivación como “militancia”.<a name="_ftnref17" href="#_ftn17"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[17]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>El concepto de multitud puede facilmente ser traducido como “<em>Menge</em>” (multitud), como la multiplicidad de los muchos. Contemplado de forma más precisa, sin embargo, este concepto debe desplazar la diferencia entre los antiguos movimientos sociales y los nuevos movimientos sociales, ya que transforma la pluralidad raza, clase, género e imperio, el flujo mayoría, minoría y devenir-minoritario y las diferencias de las luchas contra la explotación, el dominio y la subjetivación en características internas de un complejo concepto de clase: “multitud es un concepto de clase”.<a name="_ftnref18" href="#_ftn18"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[18]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>Queda por determinar completamente la noción de militancia, con la que, en los usos lingüísticos diferentes del alemán, no se hace referencia a la acción violenta, sino al núcleo absoluto del ser-político como ser-en-lucha: el compromiso incondicionado del Político con la propia política, al que, no sólo para Marx, pertenecía la “subordinación de todos los intereses privados”, fundamentada en “los más puros motivos”.<a name="_ftnref19" href="#_ftn19"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[19]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> En alemán se emplea generalmente para esta subjetivación del Político la expresión de activista, que en la conceptualización de los antiguos movimientos sociales correspondía a la expresión “cuadro”, aplicada tanto a individuos como a colectivos.<a name="_ftnref20" href="#_ftn20"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[20]</span></span><!--[endif]--></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span> </span>En los movimientos es hasta el momento indiscutido que en la actualidad en relación con los individuos, así como con sus “marcos” organizativos ya no se puede hablar de cuadros socialistas o comunistas. Sin embargo, es igualmente indiscutido que las cuestión de la militancia constituye el núcleo de la cuestión de la organización. No sólo en Hardt/Negri, sino también en otros filósofos postmarxistas, se hace referencia con ello a una actitud individual y colectiva, como una forma definida de organización o de ser-organizado. Para la determinación de esta actitud remiten Hardt/Negri al azar incondicionado, mientras que Jacques Derrida y Alain Badiou emplean los conceptos, tomados de la tradición religiosa, de confianza (en la contingencia de la verdad política, a la que el militante se remite permanentemente en su política) y de fe (en esa contingencia, definida en común, de la verdad política, que para el militante llega a ser condicionante de su política). Derrida unifica la definición de militante con la de “profesión”, con la que él entiende el carácter de la actividad política, fundada menos en un conocimiento profesional que en un saber público.<a name="_ftnref21" href="#_ftn21"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[21]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> Desde este punto de vista, la cuestión de la organización apunta hoy, es decir, en el episodio presente del “partido en sentido histórico mayor”, a los modos de organizarse, que amplían el sentido de la militancia o profesión política -así entendida- y lo convierten en común de los muchos y de su comuna mundial. En consonancia con el pluralismo subyacente al episodio, esta tarea no puede ser realizada sólo por una concreta organización ni sólo por por partidos, en el sentido estricto de la palabra, si bien tampoco puede ser cumplida simplemente por los movimientos -este fue el error del episodio de los nuevos movimientos sociales-, y menos aún por individuos primordialmente privados. Quizás la cuestión de la organización nunca fue tan importante como hoy.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Consideración conclusiva</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Quien no establece de forma desconfiada la fractura entre tragedia y episodio, entre la historia extensa y el entreacto, quien no los analiza en profundidad una y otra vez, no los ha entendido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 10pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Thomas Seibert es filósofo, redactor de </span></em><span style="font-size: 10pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Fantômas <em>(<a href="http://www.akweb.de/fantomas"><span class="Internetlink">www.akweb.de/fantomas</span></a>) y está organizado en la </em>Interventionischen Linken <em>(izquierda intervencionista) &nbsp;<a href="http://www.dazwischengehen.org" title="http://www.dazwischengehen.(" target="_blank">www.dazwischengehen.org</a>)</em></span></p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--></p>
<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn1" href="#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">En alemán común, partido, departamento, grupo, agrupación de personas; en francés, parte, porción, grupo, participación; de partir, partir, separar, del latín partire.</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn2" href="#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del francés organiser, propiamente “dotarse de órganos”, de organe, órgano, instrumento.</span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn3" href="#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del griego, ciudadanía, ciudad, estado, de donde surge polites, miembro de la ciudad, miembro del Estado, politicos, lo que se refiere a la ciudadanía, a la ciudad, al Estado. El concepto político (politicus) aparece por vexz primera en latín. Uno de los problemas centrales de la política se manifiesta en que el concepto de policía tiene el mismo origen, del latín antiguo policia al latín politia, administración del Estado, constitución del Estado. El filósofo postmarxista Jacques Rancière propone, en consecuencia, definir el concepto de política ante todo mediante una separación radical de un concepto amplio de policía, cfr. <em>Das Unvernehmen. Politik und Philosophie</em>, Frankfurt, 2002.</span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn4" href="#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[4]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Precisamente por ello una organización postmaoísta en Francia se dotó del nombre aparentemente indeterminado de L&#8217;Organisation Politique (OP): con su denominación niega que las otras organizaciones y partidos concurrentes sean políticos, en sentido propio. Cfr.&nbsp;<a href="http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://membres.lycos.fr/orgapoli/.</span...</a></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn5" href="#_ftnref5"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[5]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Jacques Derrida, <em>Die unbedingte Universität</em>, Frankfurt, 2001, p. 10 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn6">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn6" href="#_ftnref6"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[6]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Werner Blumenberg, <em>Karl Marx</em>, Reinbek, 1963, p. 124.</span></p>
</div>
<div id="ftn7">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn7" href="#_ftnref7"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[7]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del griego epeisodion, en la tragedia la acción interpuesta entre dos cantantes del coro, en el drama ulterior o en la novela una acción secundaria interpuesta, en la música el movimiento intermedio de una fuga, en general un acontecimiento o suceso accesorio, un momento intermedio (en francés, épisode).</span></p>
</div>
<div id="ftn8">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn8" href="#_ftnref8"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[8]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín res publica, cuestión pública, de ahí ser comunitario, posteriormente ser estatal y finalmente..</span></p>
</div>
<div id="ftn9">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn9" href="#_ftnref9"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[9]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Ambos conceptos están vinculados al de Polis: cité, lugar, ciudad, y bourg, burgo, ciudad. Resulta digno de mención que la noción de privado, del latín privare, retrocede, lo que igualmente significa liberar y despojar.</span></p>
</div>
<div id="ftn10">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn10" href="#_ftnref10"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[10]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Proletario, del latín proletarius, el que pertenece a la categoría social más baja. Comuna, del latín communis, comunidad; de ello también commune, en francés comunidad, por lo tanto, de nuevo, la Polis&#8230;</span></p>
</div>
<div id="ftn11">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn11" href="#_ftnref11"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[11]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín status, puesto, condición, posición, del latín antiguo status regalis, condición, posición de un señor, posteriormente el italiano lo stato, constitución de un dominio aristocrático o burgués, del francés l&#8217;état, inicialmente corte de un señor, posteriormente su casa, en el sentido fiscal de la palabra.</span></p>
</div>
<div id="ftn12">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn12" href="#_ftnref12"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[12]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">El empleo específico de los conceptos mayoría, minoría y devenir minoritario remiten a Gilles Deleuze, Félix Guattari y Claire Parnet; cfr. Gilles Deleuze/Félix Guattari, <em>Tausend Plateaus. </em></span><em><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Kapitalismus und Schizophrenie, Bd. 2</span></em><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">, Berlin, 1992; Gilles Deleuze/Claire Parnet, <em>Dialoge</em>, Frankfurt a. M., 1980, p. 133-158.</span></p>
</div>
<div id="ftn13">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn13" href="#_ftnref13"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[13]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Cfr. Michel Foucault, <em>Schriften Bd. 4</em>, Frankfurt, 2005, p. 275 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn14">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn14" href="#_ftnref14"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[14]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Deleuze/Guattari, ob. cit., p. 147 y s.</span></p>
</div>
<div id="ftn15">
<p class="WW-footnotetext" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn15" href="#_ftnref15"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[15]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Cfr. Ingrid Strobl/Klaus Viehmann et al., <em>Drei zu Eins</em>, Berlin, 1993, en la dirección electrónica&nbsp;<a href="http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZuEins/DreiZuEinsViehmann.html.</span></p>
<p>&#8221; title=&#8221;http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZuEins/DreiZuEinsViehmann.html.</span></p>
<p>&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;>http://www.idverlag.com/BuchTexte/DreiZu&#8230;</a></p>
</div>
<div id="ftn16">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn16" href="#_ftnref16"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[16]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín pluralis, plural.</span></p>
</div>
<div id="ftn17">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn17" href="#_ftnref17"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[17]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Michael Hardt/Antonio Negri, <em>Die Arbeit des Dionysos. Materialistische Staatskritik in der Postmoderne</em>, Berlin, 1997; <em>Empire. Die neue Weltordnung</em>, Frankfurt, 2002; <em>Multitude. Krieg und Demokratie mi Empire</em>, Frankfurt, 2004.</span></p>
</div>
<div id="ftn18">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn18" href="#_ftnref18"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[18]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Hardt/Negri, <em>Multitude</em>, p. 120 y ss. Este viraje fue ya preparado por Deleuze/Guattari, quienes indican: “<em>el poder de la minoría, de la singularidad, halla su modelo o su conciencia universal en el proletariado</em>” (<em>Tausend Plateaus</em>, p. 653).</span></p>
</div>
<div id="ftn19">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn19" href="#_ftnref19"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[19]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Del latín militans, luchador y militare, ser soldado.</span></p>
</div>
<div id="ftn20">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn20" href="#_ftnref20"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[20]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> Del francés cadre, marco, borde; inicialmente en el uso militar, y posteriormente en el político, colectivamente las tropas principales o nucleares, individualmente las fuerzas especialmente adiestradas.</span></p>
</div>
<div id="ftn21">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm;text-align: justify"><a name="_ftn21" href="#_ftnref21"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">[21]</span></span><!--[endif]--></span></span></span></a><span style="font-size: 11pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot"> </span><span style="font-size: 9pt;font-family: &quot;Trebuchet MS&amp;quot&amp;quot&#038;quot">Hardt/Negri, <em>Empire</em>&#8230;ob. cit., p. 418 y ss.; Alain Badiou, <em>Ethik</em>, Wien, 2003; Jacques Derrida, <em>Marx and Sons</em>, Frankfurt, 2004; el mismo, <em>Die unbedingte Universität</em>, ob. cit. Derrida hace referencia, acertadamente, a que profesionalidad remite al latín profiteri, que puede ser traducido por saberes didácticos, explicativos y públicos. </span></p>
</div>
</div>
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		<title>O estranho retorno da cadea perpetua (post-moderna)</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 09:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mundus</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=56</guid>
		<description><![CDATA[<p><em>por </em>José Ángel Brandariz García. Este artigo aparecerá publicado em espanhol no jornal <a href="http://www.diagonalperiodico.net/"><strong><em>Diagonal</em></strong></a>.</p>
<p>A prissom perpetua sempre foi o familiar pobre dos simplistas debates públicos sobre seguridade e castigo. Nom é de estranhar. Como bem sabia o régime franquista (que durante a maior parte da sua duraçom possuiu a pena de morte, mas nom a prissom perpetua), em termos de vingança, como suposto bálsamo das máis tristes paixons tanáticas da psique colectiva, é insuficiente. Nesse terreo a pena de morte sempre demonstrou umha hegemonia apenas contestável. Desde umha perspectiva política-técnica, sempre utilitária, conjura a perigosidade de um sujeito, mas a um preço demasiado alto (elevado custe econômico, problemas de governabilidade da convivência carcerária, fricçons constitucionais..), sobretodo se se tem em conta que a reincidência em delitos graves –incluídos os sexuais de certa relevância- é praticamente nula.</p>
<p><span id="more-56"></span>Porem, cada vez mais a prissom perpetua volve a convertir-se em objectivo das obsessons colectivas sobre o castigo. Talvez porque a nossa sociedade vem de entender, a diferência dos gêmeos Kaczyński, que no contexto da UE a pena de morte, quando menos no futuro previsível, é um capítulo fechado.</p>
<p>Com todo, difícil será que os poderes públicos sigam as pulsons sociais neste ponto. Seguramente sabem que é mais útil, tanto desde a perspectiva das tensons constitucionais quanto desde o ponto de vista da efetiva produçom de dôr, um modelo de cadea perpetua post-moderna, tam flexível e maleável como para se-lo efetivamente sem necesidade de declara-lo. E ese modelo já chegou. Atopa-se nos 40 anos efectivos por terrorismo –que no caso de arrepentimento real se convirtem &#8220;só&#8221; em 32/35-, na infausta Doutrina Parot, na prevista custódia de seguridade permanente de determinados excarcerados &#8220;perigosos&#8221;, na obssessiva persecuçom de De Juana Chaos (convertido, parafrasseando a Gore Vidal, no ser mais inmundo do mundo desde Fumanchú). Enfim, en todas essas leies vigentes respecto das quales, como declarava cinicamente Cossiga, só quedará dizer que se aprovarom para nom ser aplicadas. No fondo, os poderes públicos sabem que incluso a prissom perpetua formal quedaria escasa perante as demandas compulsivas, já que as retóricas comunicativas sobre o castigo producen permanentemente umha image de insuficiência, derivada do discurso da benignidade que se predica do sistema penal mais duro –junto co português- do nosso entorno cultural.</p>
<p>Ilo nom evita que a prissom perpetua (ainda post-moderna) poida ser excusada desde nenhum ponto de vista progressista. Nom existem sistemas minimamente seguros de prediçom da perigrosidade de umha pessoa. Nom serve tampouco apelar à necessária excepçom, já que no sistema penal demonstra-se até a saciedade que toda excepcionalidade tende a devir regra. Nom se pode desouvir que a partir de um determinado periodo de encerro –os textos de Psicologia adoitam mencionar 15 anos- a reintegraçom social é quimérica, so pena de nom poder gestionar a compatibilidade co art. 25.2 da Constituiçom. E ainda a vulneraçom constitucional seria umha qüestom menor. O verdadeiro problema é que, salvo nas ingenuas ideas de Rousseau, nom há modelo democrático compatível coa definitiva segregaçom de –crecentes- segmentos do corpo social. Nem sequer nos sonhos de aqueles que poidam anhelar, com umha morrinha digna de umha Modernidade que nom tiver existido, que a vingança privada se convirta em critério reitor do interés geral.</p>
<a href='http://chuza.org/submit.php?url= http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/'><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/chuza.gif" alt="Chuzame!" title="Ch&uacute;zame!" /></a>  <a href='http://www.facebook.com/share.php?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/facebook.gif" alt="A Facebook" title="A Facebook" /></a>  <a href='http://del.icio.us/post?title=&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/delicious.gif" alt="A del.icio.us" title="A del.icio.us" /></a>  <a href='http://www.technorati.com/search/http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/technorati.gif" alt="A Technorati" title="A Technorati" /></a>  <a href='http://tec.fresqui.com/post?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/fresqui.gif" alt="A Fresqui" title="A Fresqui" /></a>  <a href='http://meneame.net/login.php?return=/submit.php?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/meneame.gif" alt="A Men&eacute;ame" title="A Men&eacute;ame" /></a>  <a href='http://digg.com/submit?phase=2&url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/digg.jpg" alt="A Digg" title="A Digg" /></a>  <a href='http://reddit.com/submit?url=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/reddit.png" alt="A Reddit" title="A Reddit" /></a>  <a href='http://twitter.com/home?status=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/twitter.gif" alt="A Twitter" title="A Twitter" /></a>  <a href='http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/myspace.png" alt="A MySpace" title="A MySpace" /></a>  <a href='http://barrapunto.com/submit.pl?href=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/barrapunto.png" alt="A Barrapunto" title="A Barrapunto" /></a>  <a href='http://www.google.com/bookmarks/mark?op=edit&output=popup&bkmk=http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/28/o-estranho-retorno-da-cadea-perpetua-post-moderna/ '><img border="0" src="/wp-content/plugins/chuzame/img/google.gif" alt="A Google" title="A Google" /></a>  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por </em>José Ángel Brandariz García. Este artigo aparecerá publicado em espanhol no jornal <a href="http://www.diagonalperiodico.net/"><strong><em>Diagonal</em></strong></a>.</p>
<p>A prissom perpetua sempre foi o familiar pobre dos simplistas debates públicos sobre seguridade e castigo. Nom é de estranhar. Como bem sabia o régime franquista (que durante a maior parte da sua duraçom possuiu a pena de morte, mas nom a prissom perpetua), em termos de vingança, como suposto bálsamo das máis tristes paixons tanáticas da psique colectiva, é insuficiente. Nesse terreo a pena de morte sempre demonstrou umha hegemonia apenas contestável. Desde umha perspectiva política-técnica, sempre utilitária, conjura a perigosidade de um sujeito, mas a um preço demasiado alto (elevado custe econômico, problemas de governabilidade da convivência carcerária, fricçons constitucionais..), sobretodo se se tem em conta que a reincidência em delitos graves –incluídos os sexuais de certa relevância- é praticamente nula.</p>
<p><span id="more-56"></span>Porem, cada vez mais a prissom perpetua volve a convertir-se em objectivo das obsessons colectivas sobre o castigo. Talvez porque a nossa sociedade vem de entender, a diferência dos gêmeos Kaczyński, que no contexto da UE a pena de morte, quando menos no futuro previsível, é um capítulo fechado.</p>
<p>Com todo, difícil será que os poderes públicos sigam as pulsons sociais neste ponto. Seguramente sabem que é mais útil, tanto desde a perspectiva das tensons constitucionais quanto desde o ponto de vista da efetiva produçom de dôr, um modelo de cadea perpetua post-moderna, tam flexível e maleável como para se-lo efetivamente sem necesidade de declara-lo. E ese modelo já chegou. Atopa-se nos 40 anos efectivos por terrorismo –que no caso de arrepentimento real se convirtem &#8220;só&#8221; em 32/35-, na infausta Doutrina Parot, na prevista custódia de seguridade permanente de determinados excarcerados &#8220;perigosos&#8221;, na obssessiva persecuçom de De Juana Chaos (convertido, parafrasseando a Gore Vidal, no ser mais inmundo do mundo desde Fumanchú). Enfim, en todas essas leies vigentes respecto das quales, como declarava cinicamente Cossiga, só quedará dizer que se aprovarom para nom ser aplicadas. No fondo, os poderes públicos sabem que incluso a prissom perpetua formal quedaria escasa perante as demandas compulsivas, já que as retóricas comunicativas sobre o castigo producen permanentemente umha image de insuficiência, derivada do discurso da benignidade que se predica do sistema penal mais duro –junto co português- do nosso entorno cultural.</p>
<p>Ilo nom evita que a prissom perpetua (ainda post-moderna) poida ser excusada desde nenhum ponto de vista progressista. Nom existem sistemas minimamente seguros de prediçom da perigrosidade de umha pessoa. Nom serve tampouco apelar à necessária excepçom, já que no sistema penal demonstra-se até a saciedade que toda excepcionalidade tende a devir regra. Nom se pode desouvir que a partir de um determinado periodo de encerro –os textos de Psicologia adoitam mencionar 15 anos- a reintegraçom social é quimérica, so pena de nom poder gestionar a compatibilidade co art. 25.2 da Constituiçom. E ainda a vulneraçom constitucional seria umha qüestom menor. O verdadeiro problema é que, salvo nas ingenuas ideas de Rousseau, nom há modelo democrático compatível coa definitiva segregaçom de –crecentes- segmentos do corpo social. Nem sequer nos sonhos de aqueles que poidam anhelar, com umha morrinha digna de umha Modernidade que nom tiver existido, que a vingança privada se convirta em critério reitor do interés geral.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>[es] Prime Time Holocausto</title>
		<link>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/23/es-prime-time-holocausto/</link>
		<comments>http://alternativasnomadas.blogaliza.org/2008/08/23/es-prime-time-holocausto/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 19:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cognitaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capitalismo cognitivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alternativasnomadas.blogaliza.org/?p=52</guid>
		<description><![CDATA[<blockquote><p>- ¡Lo que quereis es llenarle<br />
la cabeza de mierda a la gente!<br />
- Lo dices como si fuera algo malo</p></blockquote>
<p>Presentamos el  nuevo comic de <a href="http://www.jardinatomicozine.blogspot.com/">Alvaro López</a>. Una historia de terrorismo, trabajo-basura, mutaciones, descerebre televisivo y violencia catárquica. Justo lo que estabas necesitando&#8230; [<a href="http://www.polaqiacomic.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=70&amp;Itemid=36">+ info</a>]</p>
<p style="text-align:center"><a href="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime1.jpg"><img class="size-full wp-image-296 aligncenter" style="border:0 none;margin-top:10px;margin-bottom:10px" src="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime1.jpg" alt="" width="500" height="347" /></a></p>
<p style="text-align:center"><a href="http://ciudadtecnicolor.files.wordpress.com/2008/08/primetime2.jpg"><img class="size-full wp-image-297 aligncenter" style="border:0 none;margin-top:10px;margin-bottom:10px" src="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime2.jpg" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><strong>Prólogo:</strong><br />
<strong>Directiva corporativa número I  [Top Secret]</strong></p>
<p>I<br />
El desarrollo y dominio de la raza humana se ha establecido desde el siglo XVIII hasta finales del siglo XX a través de dispositivos disciplinarios. La tarea que nos correspondía era igual que la que corresponde a adiestrar un perro o enderezar un árbol Para ello habilitamos diversas instituciones que pronto se extenderían por todo el globo: la escuela, el ejercito, la fábrica, la familia, la universidad, el psiquiátrico, la prisión. Todas ellas son obras nuestras. Todas ellas se componen de una serie de mecanismos habilitados para su correcto funcionamiento. Los militares deben estirar el cuello y andar recto porque así es como se forman ejércitos diligentes. Los niños deben sentarse en sus pupitres y mantenerse quietos, atentos a la lección, solo así es como se puede aprender. El enfermo mental debe ser reprogramado, sometido a electroshock si hiciera falta, así conocerá la cordura.  Entonces, detectar las desviaciones y corregirlas: vigilar y castigar. Se instituye el cuerpo de la sociedad como un todo que debe ser cuidado y sanado para la perpetuación del ser humano. Somos, finalmente, sanadores: el hombre necesita de nuestra actuación, lo quiera o no. Porque esto es lo importante: nosotros sabemos lo que es mejor para el ser humano, jamás debemos dejar que caiga en su propia ignorancia.</p>
<p><span id="more-52"></span>II<br />
El modelo utilizado era el del panóptico. Observar a todos los sujetos humanos desde un eje central y hacerlo sin que estos sepan si están siendo vigilados o no. Colocar un policía en cada esquina. Atender a la confesión de los pecados. Desarrollar el censo, regular las poblaciones enfermas, cuantificarlas. Levantar la sospecha y el recelo en la sociedad misma: la mejor vigilancia es la del vecino o la del hijo. Colocar cámaras (cuando se obtuvo la tecnología necesaria) en cada esquina sustituyendo a la policía Rastrear cualquier comunicación. Finalmente colocar un panóptico dentro de cada cuerpo. Solo así se puede controlar esa bestia indomable que es el ser humano, solo así puede dirigirse a un fin supremo.</p>
<p>III<br />
Este modelo aunque vigente está mostrándose obsoleto. El ser humano esta empezando a mostrar todo su potencial. Incluso está empezando a dejar de ser humano: ya no tiene esencias, pasiones, naturaleza que lo definan como tal. Posiblemente nunca las tuvo. Hoy nos toca producir la vida misma, fabricar el humano que deseamos. La sociedad de control sustituye a la sociedad disciplinaria. El complejo científico-militar sigue siendo nuestro predilecto. En él empezamos a alterar las leyes de la genética y fabricar superhombres que ya no se desviaran porque el mundo que creamos para ellos, ellos mismos, son el único modelo posible. Ya no desean la perturbación porque son  incapaces de imaginarla, es un mundo feliz el que queremos construir Nuestros experimentos en el campo genético se ven acompañados de nuestras técnicas publicitarias Ofrecer diversidad, crear la ilusión de esta, pero que esta diversidad sea solo el reflejo del único mundo que queremos construir. Producir, entonces, a través de estas visiones el mundo que deseamos, la ingeniería semiótica se ha mostrado incluso más potente que la ingeniería genética. Gracias a los nuevos medios de comunicación podemos repetir el mensaje una y otra vez hasta que sea ese único mensaje imaginable. Pero no solo genética y semiótica, también la ingeniería farmacológica: crear un cuerpo sometido y producido por las sustancias que deseamos. ¿Necesitamos energía extra para nuestra maquinaria? Inyección de estimulantes como cocaína ¿Necesitamos de descanso tras el sobretrabajo? Dosis de prozac ¿Quizá un vigoroso orgasmo productivo? La respuesta es viagra. Hoy, definitivamente, ya no podemos hablar de hombres sino de post-humanidad.</p>
<p>IV<br />
Fabricar la vida, fabricar los modos de experiencia significa la habilitación de dispositivos más sutiles que los que habían predominado hasta ahora. Las cárceles, el ejercito, la escuela deben desaparecer. La trama debe enmascararse, solo así puede alcanzar su pleno potencial. Ya no actuar por instituciones que empiezan desde cero y van una detrás de otra. La vida debe ser hoy una gran institución que actúe más por una modulación capaz de adecuarse a las pretensiones de cada sujeto y sacar el máximo potencial de este. Fragmentar la vida y someterla absolutamente a través de su fabricación. Solo así el humano puede morir y dejar paso a la gran obra. Es tu misión trabajar en ella.</p>
<p>¡CYNNAGOR VAT NUK!</p>
<p><em>Nota a mano: Somos los hijos ilegítimos del industrialismo militar y del capitalismo patriarcal, por no mencionar del socialismo de estado. Pero los bastardos son a menudo infieles a sus orígenes Sus padres, después de todo, no son esenciales. Somos, pues, una irónica promesa para este nuevo milenio. Más allá del ser humano, más allá de la realidad&#8230;</em></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>- ¡Lo que quereis es llenarle<br />
la cabeza de mierda a la gente!<br />
- Lo dices como si fuera algo malo</p></blockquote>
<p>Presentamos el  nuevo comic de <a href="http://www.jardinatomicozine.blogspot.com/">Alvaro López</a>. Una historia de terrorismo, trabajo-basura, mutaciones, descerebre televisivo y violencia catárquica. Justo lo que estabas necesitando&#8230; [<a href="http://www.polaqiacomic.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=70&amp;Itemid=36">+ info</a>]</p>
<p style="text-align:center"><a href="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime1.jpg"><img class="size-full wp-image-296 aligncenter" style="border:0 none;margin-top:10px;margin-bottom:10px" src="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime1.jpg" alt="" width="500" height="347" /></a></p>
<p style="text-align:center"><a href="http://ciudadtecnicolor.files.wordpress.com/2008/08/primetime2.jpg"><img class="size-full wp-image-297 aligncenter" style="border:0 none;margin-top:10px;margin-bottom:10px" src="http://ciudadtecnicolor.wordpress.com/files/2008/08/primetime2.jpg" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><strong>Prólogo:</strong><br />
<strong>Directiva corporativa número I  [Top Secret]</strong></p>
<p>I<br />
El desarrollo y dominio de la raza humana se ha establecido desde el siglo XVIII hasta finales del siglo XX a través de dispositivos disciplinarios. La tarea que nos correspondía era igual que la que corresponde a adiestrar un perro o enderezar un árbol Para ello habilitamos diversas instituciones que pronto se extenderían por todo el globo: la escuela, el ejercito, la fábrica, la familia, la universidad, el psiquiátrico, la prisión. Todas ellas son obras nuestras. Todas ellas se componen de una serie de mecanismos habilitados para su correcto funcionamiento. Los militares deben estirar el cuello y andar recto porque así es como se forman ejércitos diligentes. Los niños deben sentarse en sus pupitres y mantenerse quietos, atentos a la lección, solo así es como se puede aprender. El enfermo mental debe ser reprogramado, sometido a electroshock si hiciera falta, así conocerá la cordura.  Entonces, detectar las desviaciones y corregirlas: vigilar y castigar. Se instituye el cuerpo de la sociedad como un todo que debe ser cuidado y sanado para la perpetuación del ser humano. Somos, finalmente, sanadores: el hombre necesita de nuestra actuación, lo quiera o no. Porque esto es lo importante: nosotros sabemos lo que es mejor para el ser humano, jamás debemos dejar que caiga en su propia ignorancia.</p>
<p><span id="more-52"></span>II<br />
El modelo utilizado era el del panóptico. Observar a todos los sujetos humanos desde un eje central y hacerlo sin que estos sepan si están siendo vigilados o no. Colocar un policía en cada esquina. Atender a la confesión de los pecados. Desarrollar el censo, regular las poblaciones enfermas, cuantificarlas. Levantar la sospecha y el recelo en la sociedad misma: la mejor vigilancia es la del vecino o la del hijo. Colocar cámaras (cuando se obtuvo la tecnología necesaria) en cada esquina sustituyendo a la policía Rastrear cualquier comunicación. Finalmente colocar un panóptico dentro de cada cuerpo. Solo así se puede controlar esa bestia indomable que es el ser humano, solo así puede dirigirse a un fin supremo.</p>
<p>III<br />
Este modelo aunque vigente está mostrándose obsoleto. El ser humano esta empezando a mostrar todo su potencial. Incluso está empezando a dejar de ser humano: ya no tiene esencias, pasiones, naturaleza que lo definan como tal. Posiblemente nunca las tuvo. Hoy nos toca producir la vida misma, fabricar el humano que deseamos. La sociedad de control sustituye a la sociedad disciplinaria. El complejo científico-militar sigue siendo nuestro predilecto. En él empezamos a alterar las leyes de la genética y fabricar superhombres que ya no se desviaran porque el mundo que creamos para ellos, ellos mismos, son el único modelo posible. Ya no desean la perturbación porque son  incapaces de imaginarla, es un mundo feliz el que queremos construir Nuestros experimentos en el campo genético se ven acompañados de nuestras técnicas publicitarias Ofrecer diversidad, crear la ilusión de esta, pero que esta diversidad sea solo el reflejo del único mundo que queremos construir. Producir, entonces, a través de estas visiones el mundo que deseamos, la ingeniería semiótica se ha mostrado incluso más potente que la ingeniería genética. Gracias a los nuevos medios de comunicación podemos repetir el mensaje una y otra vez hasta que sea ese único mensaje imaginable. Pero no solo genética y semiótica, también la ingeniería farmacológica: crear un cuerpo sometido y producido por las sustancias que deseamos. ¿Necesitamos energía extra para nuestra maquinaria? Inyección de estimulantes como cocaína ¿Necesitamos de descanso tras el sobretrabajo? Dosis de prozac ¿Quizá un vigoroso orgasmo productivo? La respuesta es viagra. Hoy, definitivamente, ya no podemos hablar de hombres sino de post-humanidad.</p>
<p>IV<br />
Fabricar la vida, fabricar los modos de experiencia significa la habilitación de dispositivos más sutiles que los que habían predominado hasta ahora. Las cárceles, el ejercito, la escuela deben desaparecer. La trama debe enmascararse, solo así puede alcanzar su pleno potencial. Ya no actuar por instituciones que empiezan desde cero y van una detrás de otra. La vida debe ser hoy una gran institución que actúe más por una modulación capaz de adecuarse a las pretensiones de cada sujeto y sacar el máximo potencial de este. Fragmentar la vida y someterla absolutamente a través de su fabricación. Solo así el humano puede morir y dejar paso a la gran obra. Es tu misión trabajar en ella.</p>
<p>¡CYNNAGOR VAT NUK!</p>
<p><em>Nota a mano: Somos los hijos ilegítimos del industrialismo militar y del capitalismo patriarcal, por no mencionar del socialismo de estado. Pero los bastardos son a menudo infieles a sus orígenes Sus padres, después de todo, no son esenciales. Somos, pues, una irónica promesa para este nuevo milenio. Más allá del ser humano, más allá de la realidad&#8230;</em></p>
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