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Alternativas Nómadas 2.0, moito mais que um blogue

Fai cousa de cinco anos, no contexto de crise cíclica que se abria após as mobilizaçons contra a guerra global permanente do 15 de Fevereiro de 2003, começou umha pequena história, a posta em práctica de umha táctica molecular por um grupo de activistas desejosxs por ir alem da lógica cíclica das vagas de mobilizaçom e pensar-se no seo das multitudes. Principiou daquela um debate sobre a política do movimento, sobre como produzir espaços deliberativos inseridos nos processos antagonistas do nosso tempo, sobre como pensar umha institucionalidade outra à da forma-Estado, autônoma, transversal; capaz de acometer o câmbio cambiando-se: umha praxe rekombinante. A idea de umha assemblea virtual, imposta polo devir global dxs integrantes do projecto (espalhadxs por distintas cidades galegas, mas tambem por Xixón, Londres, Genevra, etc.) passou de um simples intercâmbio de mails a umha lista, de esta a um processo de subjectivaçom interconectado coas loitas territoriais, de estas de novo à produçom de um espaço deliberativo virtual.

O éxodo que informava as estratégias moleculares de loita invertiu a lógica tradicional da e-migraçom para deixa-la em migraçom e revertir o éxodo num processo de fornecemento territorial subjectivante ao longo do eijo metropolitano do Atlántico. A hipótese da subversom da multitude contra do Império verificava-se-nos numha praxe cognitiva desterritorializante, num autoconstituir-se, num devir poder constituinte. O inserimento nos fluxos criativos globais das redes de activistas fornecerom processos locais; e estes, à sua vez, alimentarom um antagonismo global na difussom e contágio de novos repetórios modulares da acción colectiva. Medrou assi o corpo social de jeito progressivo, rizomático.

Neste processo "político" no senso mais duro da palabra, descobrimos o sorriso irónico de Maquiavelo na alborada da modernidade, a comprensom da fim do agir soberano na interiorizaçom dos automatismos imperiais que a diário fai possível a biopolítica. E miramos de nom nos deixar levar e asumir a preparaçom da maquinária antagonista de umha loita ciborg por vir. Botamos mao de umha ferramenta simples como um blogue, inserida no fluxo criativo do espaço deliberativo da assemblea virtual permanente, e pensamos a reapertura no bom conhecimento da realidade do movimento, das psicopatologias deliberativas de trolls e outras agências das paixons tristes; e decidimos intervir nas infosferas vizinhas na procura de novos desenhos do enxame no ceo, da cooperaçom federativa entre singularidades irreductíveis, da constituiçom de um corpo social híbrido e monstruoso, vivinte.

Temos aprendido e seguimos aprendendo. O blogue de Alternativas Nómadas 2.0 configura-se hoje como um simples parafuxo mais de umha maquinaria antagonista cada dia mais poderosa, insire-se na blogosfera instituindo umhas regras de jogo demo(a)cráticas, conscientes da irrepresentabilidade da multitude como "demos", segurxs de que a sua constituiçom é a de um poder emancipador que abre fisuras, pontos de fuga em todas as formas de dominaçom, mesmo as que reproducimos nós mesmxs por efecto dos automatismos do biopoder que nos intenta governar. E assi nos redescobrimos e reinventamos no éxodo, nas opçons polas sucessivas alternativas nómadas que já somos quem de enunciar neste devir autónomo, constituinte.

Com esta mensage lançamos este espaço deliberativo invitando a quem o desejar a participar desde o mutuo reconhecimento, desde o comum. Por isto mesmo nom é um espaço aberto à totalitade sem procedimento, embora um procedimento de apertura à totalidade, de activaçom de umha praxe demo(a)crática capaz de superar as limitaçons deliberativas dos meios de publicaçom aberta; tam necessários para umha coordenaçom como inúteis para o deliberar em comum. Nom teremos medo, pois, de dizi-lo: somos escissom constituinte, rekombinaçom proliferante, virus que quere contaminar; umha singularidade colectiva qualesquer que procura afinidades e rejeita paixons tristes que participa como umha mais do enxame na reconfiguraçom dos debuxos aereos que constituem a política do movimento. Nómadas, ao fim, neste deserto do real.

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